Santo Dias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Travessa Jasmim da Beirada, 71 (Portão I) - Capão Redondo
Rua Arroio das Caneleiras, s/n (Portão II) - Capão Redondo
Inaugurado em 06/11/2015
Subprefeitura de Campo Limpo
Área: 134.000 m²
Funcionamento: 6h às 18h
Telefone: (11) 5511-9356

 

INFRAESTRUTURA
Playground, quadras de vôlei e tênis, futsal e handeboll e basquete e street ball, quiosque de ginástica, academia da terceira idade, aparelhos de ginástica, pista de Cooper, trilhas, sanitários acessíveis, área de estar, viveiro de mudas, viveiro de plantas medicinais e nascente com pequeno lago. Trilhas ecológicas e arena para atividade física. Bosque da Leitura (equipamento da Secretaria Municipal da Cultura).
Rede wi-fi, acessibilidade na entrada do parque e nas áreas de circulação.

 

PARTICULARIDADES
A área do parque é originária da antiga fazenda do Instituto Adventista (IAE), desapropriada em 1990 para a construção da COHAB Adventista. Nesta época, foi criada a Associação de Moradores em prol do Parque Ecológico Santo Dias; após várias intervenções, o parque foi inaugurado em 1992. Seu nome homenageia um morador do bairro Capão Redondo, morto em 1979 durante greve trabalhista.

 

Vegetação composta por remanescente da Mata Atlântica e áreas ajardinadas arborizadas. Destaques da FLORA: aroeira-mansa (Schinus terebinthifolia), cambuizinho (Myrcia multiflora), canela-anhoíba (Aiouea saligna), canela-sassafrás (Ocotea odorifera), capixingui (Croton floribundus), embiruçu (Pseudobombax grandiflorum), figueira-branca (Ficus adhatodifolia), fruta-de-sabiá (Acnistus arborescens), ipê-branco (Tabebuia roseoalba), jerivá (Syagrus romanzoffiana), paineira (Ceiba speciosa), palmeira-prateada (Syagrus hoehnei), passuaré (Tachigali denudata), pau-ferro (Libidibia ferrea var. leiostachya), pau-jacaré (Piptadenia gonoacantha), pau-terra (Qualea selloi), pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia), pitangueira (Eugenia uniflora), sapopemba (Sloanea hirsuta), sibipiruna (Poincianella pluviosa var. peltophoroides), tapiá-guaçu (Alchornea sidifolia) e vinheiro (Vochysia magnifica).
Já foram registradas 329 espécies vasculares, das quais estão ameaçadas de extinção: bicuíba (Virola bicuhyba), canela-amarela (Nectandra barbellata), canela-sassafrás (Ocotea odorifera), cedro (Cedrela fissilis), palmito-jussara (Euterpe edulis) pau-brasil (Paubrasilia echinata), pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia), Guapira nitida e Myrcia diafana.
Destaques de ocorrência: a palmeira-prateada (Syagrus hoehnei) foi o primeiro registro para o município (em 1985) desde 1955, e foi considerada por muito tempo como espécie endêmica dos arredores da cidade de São Paulo. Inventário de flora 2018.

Conta com rica FAUNA, com 132 espécies de animais, sendo 72 aves, incluindo alguns rapinantes como gavião-peneira, gavião-carijó, caracará, corujinha-do-mato, falcão-peregrino e coruja-orelhuda. Algumas aves de ambientes florestados como a choca-da-mata, pichororé, trinca-ferro-verdadeiro, pica-pau-de-banda-branca e o enferrujado podem ser vistas. Espécies migratórias como suiriri, tesourinha e juruviara dão o ar da graça de setembro a março. Também é possível observar algumas aves endêmicas da Mata Atlântica como periquito-rico, picapauzinho-de-coleira, picapauzinho-verde-carijó, tucano-de-bico-verde e o arredio-pálido. Além disso, pode-se notar a presença ocasional do arapaçu-do-cerrado. Também ocorrem saguis, gambás-de-orelha-preta, caxinguelês, lagarto teiú e a constante vocalização da rãzinha-piadeira, sendo essa endêmica de Mata Atlântica.

O BAIRRO
No início era apenas um ponto de encontro de moradores dos bairros mais centrais da cidade de São Paulo, em área denominada pelos índios de Guavirituba. Frequentemente, esses visitantes vinham à região nos fins de semana, atraídos pela facilidade de caçar, pescar e passar um dia de descanso em um lugar sem poluição, ao lado de córregos com água limpa e tranquila. O nome Capão Redondo teria surgido em virtude de uma necessidade desses visitantes, de um local onde pudessem carpir o mato e levantar acampamento, e isso era sempre em formato arredondado. Ao perceberem isso, começaram a chamar o local de capão redondo, como ponto de referência aos que chegassem.

O ar era seco e saudável, e as estradas de terra com colinas cobertas por uma floresta, tornavam a região bonita e atrativa para a caça e pesca. Havia também fazendas com criações de gado, aves, cabritos e mulas. Carroças eram o único meio de transporte. Em 1914, chegou o pastor adventista John Lipek, acompanhado por uns obreiros da igreja de Santo Amaro. Em 1930 surgiram as lavouras de batata. Na década de 1950 surgiram as olarias e, em 1957, a família Nishimura formou a primeira plantação de tomates. Em 1968 surgiram os primeiros sinais de progresso com os loteamentos e a chegada da energia elétrica. Em 1977 as primeiras ruas foram asfaltadas.

CONSELHO GESTOR
Os Conselhos Gestores dos Parques Municipais foram criados em 2003 para garantir a participação popular no planejamento, gerenciamento e fiscalização das atividades que ocorrem nos parques. O objetivo é envolver a comunidade na discussão das políticas públicas de forma consultiva, com enfoque nas questões socioambientais. Os Conselhos são integrados por representantes da sociedade civil (em geral, três frequentadores e um representante de movimento social ou entidade local), um representante dos trabalhadores do parque e três representantes do Poder Executivo.

Saiba mais sobre os Conselhos Gestores no site da SVMA.

COMO CHEGAR?
6044/10 – Jardim Dom José / Terminal Santo Amaro
807M/10 – Terminal Campo Limpo / Shopping Morumbi
677Y/10 – Jardim Guarujá / Morumbi Shopping
6822/10 – Jardim Macedônia / Terminal Capelinha
Metrô – Linha 5-Lilás – Estação Giovanni Gronchi
+ informações: www.sptrans.com.br