Ecológico de Campo Cerrado - Dr. Alfred Usteri

 Centro-Oeste            

Um retângulo com quatro fotografias dentro, separadas por uma fina linha branca. A primeira foto de duas flores de cor rosa, a segunda foto da grama com árvores espalhas, a terceira foto de duas goiabas presas na árvore, a quarta foto de árvores com flores vermelhas. 

Av. General Mac Arthur, altura do nº 170
Av. Jaguaré, altura do nº 249
Criado pelo decreto nº 51.563, de 18/06/2010
Subprefeitura do Butantã
Área: 13.090 m²

Parque fechado ao público. São realizadas visitas com finalidade científica, agendadas pelo telefone 5187-0253.

PARTICULARIDADES

É o primeiro parque municipal criado para a conservação da vegetação campestre, que cobria grande parte da cidade de São Paulo. Essa vegetação foi documentada no trabalho do botânico Alfred Usteri em 1911, contendo diversas espécies típicas do bioma Cerrado. O parque conta com um plano de manejo da vegetação para substituição da vegetação herbácea antrópica por espécies campestres nativas visando seu enriquecimento florístico.

A vegetação da área é composta por Mata Atlântica em estágio inicial de sucessão, campo antropizado (com espécies típicas de cerrado) e área ajardinada com arborização esparsa. Destaques da FLORA: aldrago (Pterocarpus rohrii), angico-guarucaia (Parapiptadenia rigida), bico-de-pato-de-folha-miúda (Machaerium hirtum), cambará (Moquiniastrum polymorphum), capixingui (Croton floribundus), cedro (Cedrela fissilis), cipó-de-são-joão (Pyrostegia venusta), gravatá (Eryngium horridum) e tapiá-guaçu (Alchornea sidifolia). Já foram registradas 96 espécies vasculares, das quais está ameaçada de extinção: cedro (Cedrela fissilis). 
Inventário de flora 2020.

Predominam em sua FAUNA aves como o quero-quero, beija-flor-tesoura, bem-te-vi, joão-de-barro, sabiás e o sanhaço-cinzento são observadas com facilidade. É possível observar também a ave exótica bico-de-lacre, originária do sul da África e introduzida no Brasil através de navios negreiros no reinado de D. Pedro I e estabeleceu população em diversos estados brasileiros.

O BAIRRO
A região, rota de passagem de bandeirantes e jesuítas que se dirigiam ao interior do país, recebeu o primeiro “trapiche” montado por Afonso Sardinha, em sesmaria obtida em 1607. As terras dessa antiga sesmaria receberam vários nomes: Ybytatá, Uvatantan, Ubitatá, Butantan e, finalmente, Butantã. O nome teria dois significados possíveis: "terra socada e muito dura" e "lugar de vento forte". Os jesuítas foram expulsos de lá em 1759 e as terras, confiscadas e vendidas. Um dos últimos proprietários foi a família Vieira de Medeiros, que as vendeu em 1915 para a Cia. City Melhoramentos (empresa responsável pela urbanização das margens do rio Pinheiros).

Datam do século XVII e XVIII duas construções históricas localizadas na região do Butantã: a Casa do Sertanista e a Casa do Bandeirante, ambas tombadas. O bairro é muito conhecido por abrigar o Instituto Butantan (com esta grafia), inaugurado em 1901. A seguir foi implantada a Cidade Universitária, determinando assim o desenvolvimento do bairro. Os bairros vizinhos surgiram a partir dos anos 1930, como Peri Peri, Vila Clodilte, Vila Gomes, Água Podre e Caxingui. Nas décadas de 40 e 50, foram os bairros Jardim Guedala, Previdência, Vila Progredior, Vila Hípica, Jardim Ademar, Jardim Trussardi e Vila Pirajussara.

Alfred Usteri
O botânico, naturalista e horticultor suiço viveu a infância e juventude em Zurique até concluir seu doutorado, em 1905, quando decidiu mudar-se para o Brasil. Aqui, foi nomeado professor de botânica na Escola Politécnica de São Paulo, onde produziu uma flora dos arredores da cidade, contendo cerca de 800 espécies. Além dos seus trabalhos botânicos, também produziu vários textos antropológicos e, em seus últimos anos, vários trabalhos sobre a relação da botânica com a antroposofia (a filosofia espiritual baseada nas idéias de Rudolf Steiner). Voltou para a Suíça no início dos anos 20, onde se envolveu cada vez mais no movimento antroposófico em sua sede em Dornach, perto de Basiléia.

CONSELHO GESTOR
Os Conselhos Gestores dos Parques Municipais foram criados em 2003 para garantir a participação popular no planejamento, gerenciamento e fiscalização das atividades que ocorrem nos parques. O objetivo é envolver a comunidade na discussão das políticas públicas de forma consultiva, com enfoque nas questões socioambientais. Os Conselhos são integrados por representantes da sociedade civil (em geral, três frequentadores e um representante de movimento social ou entidade local), um representante dos trabalhadores do parque e três representantes do Poder Executivo.
Saiba mais sobre os Conselhos Gestores no site da SVMA.