Escorpiões

Em caso de acidentes, encaminhar a vítima imediatamente à unidade de saúde mais próxima, informando ao médico sobre a picada de escorpião. Crianças e adolescentes de até 14 anos devem ser encaminhados imediatamente a um dos hospitais abaixo, de modo que o tempo de deslocamento até o local seja o mais breve possível.

Unidades de referência para atendimento no município de São Paulo:

1 - HOSPITAL VITAL BRAZIL/ Instituto Butantan - Av. Vital Brasil, 1500 - (11) 2627-9529/9530 ou 3723-6969

2 - HOSPITAL MUNICIPAL DR. CARMINO CARICCHIO - TATUAPÉ - Av. Celso Garcia, 4815 - (11) 3394-6980

2 - HOSPITAL GERAL DE TAIPAS - Av. Elísio Teixeira Leite, 6999 - (11) 3973-0444

 

Hábitos

Fonte: Marcelo BorgesFoto: Marcelo Borges

Os escorpiões são predadores, alimentando-se principalmente de insetos e outros invertebrados. Têm como inimigos naturais algumas aves, répteis (como lagartos e lagartixas), anfíbios e algumas espécies de aranhas.
Atualmente existem cerca de 2.200 espécies de escorpiões conhecidas no mundo, vivendo tanto em florestas úmidas quanto em desertos. Aproximadamente 160 espécies ocorrem no Brasil. Destas, somente três espécies são consideradas de importância em saúde pública para o município de São Paulo: Tityus bahiensis (escorpião marrom), Tityus serrulatus (escorpião amarelo) e Tityus stigmurus (escorpião amarelo do nordeste).
Os escorpiões podem ser encontrados nas cidades, ocorrendo em áreas verdes, parques, cemitérios, terrenos baldios, linhas de trem, em galerias de esgoto, de águas pluviais e de instalações elétricas, em meio a materiais de construção e entulhos. Alimentam-se principalmente de insetos, como baratas e de outros invertebrados.

Ciclo de vida

A fêmea é vivípara, ou seja, os filhotes desenvolvem-se dentro da mãe. Alguns escorpiões reproduzem-se assexuadamente por partenogênese, em que os óvulos se desenvolvem diretamente em embriões, sem serem fecundados por um macho, como ocorre, por exemplo, com T. serrulatus e T. stigmurus, as quais geram novas fêmeas. Outros escorpiões reproduzem-se de forma sexuada, a qual há transferência de espermatozoides do macho para a fêmea, como ocorre com T. bahiensis.
Para essas espécies de importância em saúde pública a gestação dura em torno de 3 meses, as ninhadas são de aproximadamente 20 filhotes com 2 partos por ano e o desenvolvimento até a fase adulta é de aproximadamente 1 ano. Seu crescimento é dependente de fatores como temperatura, disponibilidade de alimento e reprodução.

Foto: Marcelo Borges

Agravos para a saúde

Os escorpiões são considerados peçonhentos, pois possuem veneno e podem inoculá-lo através do ferrão. O quadro clínico do envenenamento pode variar, pois depende de diversos fatores como: a espécie do escorpião, a quantidade de veneno inoculado, a idade e a massa corpórea da vítima, sendo crianças e idosos, o grupo mais vulnerável. Em caso de acidentes, deve-se procurar auxílio médico o mais rápido possível.
Os acidentes são mais frequentes na primavera e verão, quando há o aumento natural da população de escorpiões em função do período de reprodução. Geralmente ocorrem quando o escorpião é pressionado contra o corpo, como estratégia de defesa do animal. 

Escorpião amarelo (Tityus serrulatus) e Escorpião do nordeste (Tityus stigmurus)

Tityus serrulatus com filhotes

 Estas duas espécies adaptaram-se ao ambiente urbano, vivendo no interior de instalações elétricas, galerias de esgoto, águas pluviais e bueiros.
Essas condições propícias, como: ausência de predadores naturais, abrigo, alimento abundante (principalmente baratas) e água disponível, aliado ao fato de serem partenogenéticos, reproduzindo-se mais rapidamente que as espécies sexuadas, contribuem com o aumento do número de indivíduos e, consequentemente, com a possibilidade de haver acidentes  com humanos.
Foto: Juliana B. V. Cizauskas
 
 
Foto: Rafael S. Nassar 

 

Escorpião marrom (Tityus bahiensis)
Foto: Edson Hatakeyama

Foto: Edson Hatakeyama

Esta espécie está mais restrita as áreas verdes, como parques, terrenos com vegetação e córregos. Pelo fato de possuírem reprodução sexuada, suas populações não aumentam muito se comparadas com as de escorpião amarelo e amarelo do nordeste. Os acidentes costumam acontecer quando há movimentações de terra em determinada área e os escorpiões sentem tais vibrações e se deslocam para outro local, muitas vezes uma residência. Outro fator de encontro com tal espécie é o fato de populações humanas estabelecerem suas residências em áreas de mata onde estes escorpiões vivem.

 

Medidas Preventivas:
Para evitar a presença e proliferação de escorpiões devem-se adotar as seguintes medidas:
- Manter a tampa dos ralos internos na posição fechada; abrir apenas para limpeza e enquanto estiver em uso;
- Colocar telas milimétricas nos ralos na área externa;
- Vedar frestas nos muros, paredes e pisos;
-Vedar a soleira das portas com rodinho ou rolinhos de areia;
- Não acumular entulho ou materiais de construção;
- Verificar se os espelhos de luz e pontos de fiação elétrica não apresentam frestas e vãos;
- Manter o ambiente limpo e organizado; acondicionando o lixo em recipientes fechados; manter a limpeza de jardins, sem acúmulo de folhas; providenciar a limpeza e corte do mato em terrenos;
Para evitar acidentes:
- Examinar roupas e calçados antes de usá-los;
- Manter cama, sofás, berços afastados da parede;
- Manter lençóis, cobertores, cortinas sem contato diretamente com o chão;
- Usar luvas grossas ao manusear materiais de construção, na limpeza de jardins ou outros materiais que possam servir de abrigo a escorpiões.

 

Saiba mais:

 

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