BIOGRAFIA DA PATRONESSE CECÍLIA MEIRELES

ESPAÇO DE LEITURA CECÍLIA MEIRELES - Centro de Memória e Convívio da Lapa

patronesse Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, no Rio de Janeiro, três meses após a morte de seu pai, Carlos Alberto de Carvalho Meireles. Antes de completar três anos de idade perdeu sua mãe e passou a viver com sua avó materna. Em 1910, concluiu o curso primário na Escola Estácio de Sá, recebendo prêmio por "distinção e louvor".

Em 1917 formou-se na Escola Normal do Rio, dedicando-se ao magistério primário. A partir da década de 30, leciona literatura brasileira em várias universidades. Sua estréia em livro é marcada por Espectros (1919). Retrato de Cecilia Meireles

Em 1922, casa-se com o português Fernando Correa Dias, artista plástico, e em 1923 publica a segunda obra Nunca mais... e poema dos poemas, com ilustrações do marido.

Inicia-se na literatura participando da chamada corrente espiritualista, sob a influência dos poetas que formariam o grupo da Revista Festa, de inspiração neo-simbólica. Posteriormente afasta-se desses artistas, contudo sem perder as características intimistas e introspectivas, numa permanente viagem interior.

No período de 1930 a 1934 colabora no Diário de Noticias do Rio de Janeiro, mantendo uma seção diária sobre ensino. Por essa referência é convidada em 1934 a organizar um Centro Infantil no Pavilhão Mourisco em Botafogo, onde então organiza a primeira Biblioteca Infantil do país.

Dedicou-se com a mesma seriedade e compromisso à poesia infantil.

Cecília Meireles faleceu em 9 de novembro de 1964, no Rio de Janeiro. Deixa inacabado um poema épico-lírico alusivo às comemorações do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro. Em 1965 recebe da Academia Brasileira de Letras, post-mortem, o Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto de sua obra.


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