Logo - Cultura

Circo Garcia

Uma das principais metas do Centro de Memória do Circo, o levantamento da história do Circo Garcia (1928-2002) começou a ser realizado no início de 2010.

2. Fundo Circo Garcia

2.1 Identificação

2.1.1 Denominação: Arquivo Circo Garcia
2.1.2 Sigla: (CGA)
2.1.3 Natureza do Conjunto: Fundo
2.1.4 Data Limite Inicial: Início do Século XX
2.1.5 Data Limite Final: 2003
2.1.6 Quantidade: 13 metros lineares
2.1.7 Descrição: 8.500 documentos Iconográficos, 7.313 documentos textuais, 154 documentos audiovisuais e 26 objetos tridimensionais.

2.2 Biografia do Titular

O Circo Garcia, honrando o título que ele próprio se concedeu,foi o circo brasileiro de maior longevidade.

Fundado no ano de 1928,em Campinas, por Antolin Garcia que decidiu investir nas atividades circenses após adquirir experiência como ator no circo de Benjamim de Oliveira. E baixou de vez sua lona no ano de 2002, em São Paulo, à véspera de completar 75 anos.

No final dos anos 40, antecipandopor quase uma década mudanças que ocorreriam nos picadeiros brasileiros, o Garcia deixou de ser circo-teatro e tornou-se circo de variedades.

Sempre primou pela presença de animais em seu espetáculo, colaborando inclusive com zoológicos de várias cidades brasileiras. Nas últimas décadas, o Circo Garcia constituiu grupo numeroso de chimpanzés e orgulhava-se de ser um dos poucos locais do mundo em que esses animais procriavam em cativeiro.

Percorreu várias vezes todo o território nacional e países vizinhos como a Argentina e o Uruguai e, de 1955 a 1965, com o nome de Circo Brasil, excursionou por quatro continentes: América do Sul, América Central, África e Ásia.

O encerramento de suas atividades causou pesar em todo o país, mostrando que Garcia, o rei do circo,continua vivo na memória do grande elenco artistas que participaram da companhia e do respeitável - e muito numeroso – público que prestigiou suas apresentações

2.3 Histórico do Fundo

O Fundo Garcia foi constituído por Andréa Françoise Carola Garcia, viúva de Antolin Garcia. Os documentos mais antigos são relativos à sua família; nascida na Bélgica, é filha de um casal de atores e acordeonistas. Os documentos relativos ao Circo Garcia começaram a ser reunidos quando Carola chegou à companhia, em 1953. Durante muitos anos foi a própria Carola que se encarregou de arquivar os documentos; nas últimas décadas contou com a colaboração de assessorias especializadas. Com o final do Circo Garcia, em 2003, o arquivo que até então estava guardado na administração do circo, num apto. na alameda Nothamann, foi transferido para a av. Angélica e, posteriormente, para um sítio em Caucaria, onde Carola planejava construir um santuário de animais. Com a morte de Carola, sua herdeira levou o arquivo para seu apartamento em Cotia e, posteriormente, para a casa de sua mãe, em São João da Boa Vista. Preocupada em preservar a história do Circo Garcia, em janeiro de 2007, transferiu o arquivo para a guarda de Verônica Tamaoki, para que a mesma resgatasse, preservasse e a difundisse.

2.4 Âmbito e Conteúdo

O conjunto de documentos é formado por fotografias (PB), fotografias coloridas, negativos, cromos, cartazes, filipetas, programas, desenhos, calendários, revistas, jornais, correspondências, contratos, recibos, convites, certificados, cartões, notas fiscais, declarações, anotações diversas, informativos, listas, adesivos, papéis timbrados, álbuns de fotos, álbuns de recortes de jornal, cadernos de anotações, instrumentos musicais ( 3 sanfonas), troféus, diplomas, fitas VHS, fitas Betacam, fitas KCA, flâmulas, cordas, placas comemorativas, medalhas, livros, palheta de instrumento de sopro.

2.5 Sistema de Arranjo

Parcialmente organizado. Em fase de descrição documental e arranjo funcional.

2.6 Condições de acesso

Apenas encontra-se disponível a documentação que já passou por tratamento técnico adequado (higienização e acondicionamento).

2.7 Instrumentos de pesquisa

Inventário parcial em planilha eletrônica.