NOTA À IMPRENSA - Sobre casos autóctones de febre amarela na capital

A cidade totaliza 11 casos autóctones da doença, sendo que sete evoluíram para óbito.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo informa que três novos casos autóctones (ou seja, adquiridos no próprio município de residência) de febre amarela foram registrados na capital paulista, sendo que todos evoluíram para óbito. A cidade totaliza 11 casos autóctones da doença, sendo que sete evoluíram para óbito.

Entre os novos óbitos está o de um senhor de 73 anos residente de Santana, na zona Norte. A outra morte é de um homem de 31 anos, cujo local da infecção não pode ser determinado, pois se tratava de pessoa em situação de rua/andarilho. A última confirmação é também o primeiro caso autóctone da região Sul: trata-se de homem de 72 anos, morador de Parelheiros, que também evoluiu para óbito.

As demais confirmações da doença em moradores de São Paulo são de seis homens e duas mulheres, todos moradores da zona Norte. A região foi a primeira a receber a campanha contra a doença, em setembro do ano passado. Atualmente a ação preventiva está disponível em toda a capital.

É importante ressaltar que todos os casos registrados são de febre amarela silvestre. Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942. Desde outubro de 2017, foram confirmadas 147 epizootia (morte de primatas não-humanos pela doença) no município.

Imunização na capital
A campanha de vacinação contra a doença começou no município em setembro do ano passado no distrito Anhanguera, na região Norte, e foi expandida para outros distritos da região após a confirmação da morte de um macaco por febre amarela no Horto Florestal.

Até terça-feira (27), foram vacinadas 6.138.123 pessoas em toda a capital, o que corresponde a 52,5% da população. A meta é imunizar 95% dos moradores de São Paulo ainda neste primeiro semestre.
A região central segue sendo a de menor percentual, com 14,3%, já que a área foi a última a receber a campanha no município. Em seguida vem a região Leste, com 34,3%; seguida da Sudeste, com 34,8%; Oeste, com 51,3%; e Sul, que atingiu 66,1%. As duas últimas regiões iniciaram a vacinação em dezembro do ano passado.
Já a região Norte, onde a campanha começou em setembro de 2017, segue com a maior cobertura: já imunizou 84,9% do público-alvo.