Secretaria de Trabalho e Empreendedorismo

Departamento de Agricultura

A função primordial do departamento de agricultura é implementar ações que atendam a política de segurança alimentar e nutricional.

O corpo técnico é composto por engenheiros agrônomos, que fornecem assistência técnica aos agricultores urbanos, com o objetivo de transformar as práticas tradicionais de cultivo para culturas agrícolas saudáveis, bem como a geração de renda. O serviço é descentralizado, com vistas a facilitar o acesso dos agricultores cadastrados, bem como a mobilidade dos técnicos. São duas casas de agricultura, uma na zona leste e outra na zona sul da cidade.

O departamento, além da assistência técnica e da orientação, estimula e cria espaços de comercialização dos produtos.

Enfim, o departamento de agricultura difunde a responsabilidade do consumo alimentar adequado, por meio do estímulo à agroecologia e a conscientização dos direitos e interesses coletivos no uso do solo e da água.

Sobre a Casa de Agricultura Ecológica

As atividades das Casas de Agricultura Ecológicas (CAEs), supervisionadas pela Secretaria Municipal de Trabalho e Empreendedorismo (SMTE), estão entre as ações da Prefeitura de São Paulo pela implementação da Política de Segurança Alimentar e Nutricional na cidade.

Técnicos, engenheiros (agrônomos e ambientais) e gestores ambientais que trabalham nas CAEs, localizadas em Parelheiros e no Parque do Carmo, oferecem assistência técnica e auxílio para a organização dos produtores, em cooperativas ou associações, além de ajuda para a produção, distribuição e comercialização dos produtos.

A CAE de Parelheiros disponibiliza uma câmara fria para o armazenamento dos alimentos, além de oferecer uma estufa onde são cultivados diversos tipos de plantas medicinais e hortaliças. Há ainda o viveiro onde são armazenadas mudas frutíferas e ornamentais para reflorestamento de áreas degradadas, através das espécies nativas da região, que são distribuídas gratuitamente aos produtores e à população. Cerca de 5.500 mudas, produzidas pela Prefeitura de São Paulo, foram doadas nos últimos doze meses.

Na zona leste, com a expansão das hortas urbanas, geralmente localizadas sob as linhas de transmissão de energia (Eletropaulo), adutoras da Sabesp, além das áreas públicas cedidas pelas subprefeituras da região, a CAE do Parque do Carmo atende um produtor com perfil diferente, mais urbano do que rural, e também atua com o objetivo de dar assistência técnica para análise do solo e cultivo de hortaliças, frutas, flores e plantas durante todo o processo produtivo, desde o preparo do solo até a comercialização dos produtos.

Outras informações sobre as CAEs

A CAE promove o trabalho de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) junto aos agricultores. O trabalho de Ater é, além do acompanhamento da lavoura, a formação permanente dos agricultores para as questões produtivas e legais de sua atividade.

Nesse contexto, existem iniciativas de comercialização em feiras e em redes de articulação, principalmente no que diz respeito à produção orgânica que é um dos focos principais da atuação, ou seja, estruturamos o trabalho para promover gradativamente a transição agroecológica dos agricultores e ajudar a fixá-los na atividade da produção orgânica que representa uma perspectiva integrada de desenvolvimento regional junto com a geração de maior renda e segurança para o agricultor em diversos aspectos.

Dentro deste trabalho existe uma ação especifica de reflorestamento de áreas de proteção e recuperação de áreas degradadas junto aos agricultores com o plantio de mudas nativas fornecidas pela Secretaria do Verde através da CAE, essas mudas também são utilizadas em sistemas agroflorestais produtivos e melhoramento estético das propriedades.

É de responsabilidade da CAE a interlocução regional com as outras ações da prefeitura como melhorias de estradas e condições aos agricultores, articulação de feiras na região, a Festa do Agricultor (que ocorreu no Parque Nascentes do Ribeirão Colônia no final de 2016) e os grupos do Programa Operação Trabalho Hortas e Viveiros da Comunidade da Secretaria Municipal de Trabalho e Empreendedorismo (SMTE), em Parelheiros.

A CAE também realiza o acompanhamento formal dos trabalhos das entidades que participam dos projetos do Fundo Especial do Meio Ambiente (FEMA) que visa a agricultura e seu desenvolvimento, além da parceria com a Secretaria do Verde – com ações do Conselhos das Áreas de Proteção Ambiental (APA´s), além de apoiar as iniciativas do Polo Ecoturístico de Parelheiros e seus conselheiros no que compete a agricultura em geral.

O quadro técnico da CAE é composto por três agrônomos e um gestor ambiental; acompanha projetos de hortas em escolas e entidades da região e também recebem grupos de jovens e entidades interessados em saber mais sobre a agricultura do extremo sul.

Apoio ao produtor rural

Segundo último levantamento realizado pela Supervisão Geral do Abastecimento da SMTE, em 2010, estima-se que somente na região de Parelheiros existam aproximadamente 400 produtores rurais cadastrados.

Criada em 2011, com o apoio da CAE Parelheiros, a única cooperativa na região, Cooperativa Agroecológica dos Produtores Rurais e de Água Limpa da Região Sul de São Paulo (Cooperapas), reúne 30 produtores associados. Entre eles, os que já possuem certificados e em fase de transição (protocolados) comercializam os seus produtos em venda direta para o consumidor nas feiras livres de produtos orgânicos dos parques Burle Marx, Ibirapuera (Feira do Modelódromo), Água Branca e Villa Lobos (Feira da Eco-oportunidade), na Ascetesb (Associação dos Funcionários da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), além de passar a fornecer mais recentemente para o Instituo Chão.

“A organização em cooperativa é muito melhor para nós. Negociar preço individualmente é difícil e quando discutimos isso em conjunto temos condições de ganhar mais e pagar menos. A compra coletiva é uma grande vantagem”, avalia a presidente da Cooperapas, Valéria Maria Macoratti.

“Estamos falando de agricultura familiar, o que significa que muitas vezes a pessoa que trabalha na produção é a mesma responsável pela venda, então quando ela precisa sair para comercializar o produto, lá na roça vai faltar mão de obra. É bem mais fácil o crescimento desse produtor quando organizado em associações ou cooperativas”, completa o engenheiro agrônomo da CAE Parelheiros Jair Medeiro.

Localizada na Subprefeitura de Parelheiros, a CAE disponibiliza para os produtores uma Câmara Fria para o armazenamento dos produtos. “A Câmara é um instrumento fundamental para manter a qualidade dos produtos, até a entrega no ponto de comercialização”, disse a coordenadora da CAE , Idee Francisca de Moraes.

O local ainda abriga uma Estufa, onde cultiva-se diversos tipos de plantas e hortaliças (alface, alho poró, manjericão, hortelã, arruda, citronela, melissa, sândalo etc), que são doados para entidades assistenciais da região. Entre as plantas medicinais cultivadas na estufa é possível encontrar losna, bálsamo, cânfora, alfavaca, milfolhas, mentrasto e vinca.

Ainda há o Viveiro onde são armazenadas mudas frutíferas (jabuticabeira, cerejeira do rio grande etc.), ornamentais (ipê branco, ipê roxo etc.), para reflorestamento de áreas degradadas na região, através das espécies nativas (arbóreas e frutíferas) da região, que são distribuídas gratuitamente aos produtores e à população. Neste caso, antes da entrega certifica-se onde será realizado o plantio e posteriormente é realizada vistoria para acompanhar o crescimento. Cerca de 5.500 mudas, produzidas pela Prefeitura de São Paulo, foram doadas nos últimos doze meses.

Todas as plantas, hortaliças e mudas da CAE são de origem orgânica, com utilização de adubos naturais (farinha de osso, farinha de peixe, esterco animal, húmus de compostagem etc.) sem adição de agrotóxico. O controle de pestes e insetos, por exemplo, é feito com aplicação de calda de pimenta e cultivo de plantas com “cheiro forte”, como arruda ou citronela, ao redor das hortas.

Incentivo à produção de orgânico

A transição da agricultura convencional para a produção de orgânicos ainda é um grande desafio. O período de descontaminação do solo é um processo orientado e acompanhado pelos técnicos (engenheiro ambiental, engenheiro agrônomo e gestor ambiental) da CAE. “A dificuldade existente anteriormente para convencer os agricultores convencionais (não agroecológicos) a fazer a transição para o sistema orgânico era a dificuldade de comercialização, mas com o fortalecimento dos programas institucionais e o aumento da procura, em geral essa dificuldade diminuiu”, comenta Medeiro.

Segundo o Supervisor Geral do Abastecimento, Marcelo Mazeta, o resultado positivo das ações do governo municipal tem um impacto direto para esta transformação. “A partir do momento que a sociedade civil organizada, os agricultores familiares, as entidades socioassistenciais, os movimentos sociais, percebem isso eles começam a se sentir parte do processo, como um agente precursor desta mudança que a cidade oferece, por meio de um novo modelo de alimentação”, avalia Mazeta ao destacar a inclusão de produtos orgânicos na merenda das escolas e creches do município, desde março de 2015.

“Estamos nos estruturando para começar a fornecer alimentos também para a merenda. A ideia é começar com as escolas e creches aqui da nossa região e ir aumentando”, disse a vice-presidente da Cooperapas, Lia Goes de Moura.

“A busca por produtos em regiões metropolitanas e outras cidades vai ser constante e crescente, porque em São Paulo não temos produção orgânica, de arroz, por exemplo, para atender toda esta demanda. Há ainda o incentivo à produção de outros tipos de alimentos, que vai agregar valor e dar retorno para o produtor”, conclui Mazeta.

Hortas urbanas e geração de emprego e renda

Com o início do cadastro dos agricultores na zona leste, em 2010, foi criada uma Casa de Agricultura Ecológica na região, instalada dentro do Parque do Carmo.
Também com o objetivo de dar assistência técnica para o cultivo de hortaliças, frutas, flores, plantas medicinais e ornamentais, durante todo o processo produtivo desde o preparo do solo até a comercialização dos produtos, a CAE da zona leste atende um produtor com perfil diferente, mais urbano do que rural.

A expansão das hortas urbanas, geralmente localizadas sob as linhas de transmissão de energia (Eletropaulo), adutoras da Sabesp, além das áreas públicas cedidas pelas subprefeituras da região, tem aumentado a cada dia.

São mais de 400 agricultores cadastrados, entre os que cultivam nos sistemas de produção convencional e agroecológicos. Na zona leste, alguns estão organizados em associações, como é o caso de Genival Morais de Farias, da Associação dos Produtores Orgânicos de São Mateus.

Aposentado, Genival e sua esposa, Sebastiana Helena de Farias, trabalham como produtores urbanos há sete anos e dividem uma área de 8.060 m² com mais três casais. Lá, a produção de couve, almeirão, rúcula, coentro, salsinha, alface, banana, tomate, abóbora, batata doce, entre outras variedades, é totalmente orgânica e acompanhada pelos agrônomos da CAE Parque do Carmo.

Além da preocupação com a alimentação saudável, proveniente da agricultura agroecológica, a política de segurança alimentar e nutricional também está associada a geração de emprego e renda. É nesta horta, na zona leste, que Genival complementa sua renda familiar mensal, ao vender diretamente para o consumidor no local ou nas feiras do Parque do Carmo e do Parque Ceret.

“Sabemos que houve uma melhora significativa dos padrões de vida, pois a renda gerada com a produção ajuda na manutenção das despesas das residências. Às vezes, a venda dos produtos cultivados na horta é a única fonte de renda das famílias”, disse a engenheira agrônoma da CAE Parque do Carmo Tatiana Soares.

A atenção à política agrícola do município, o fomento aos pequenos agricultores e o fortalecimento da segurança alimentar e nutricional, associada à geração de emprego e renda, vai de encontro às expectativas da atual administração.

Endereços das CAEs:

Casa de Agricultura Ecológica - Zona Sul
Avenida Sadamu Inoue, 5.252
Jardim dos Álamos - Parelheiros

Casa de Agricultura Ecológica - Zona Leste
Avenida Afonso de Sampaio e Sousa, 951
Casarão Parque do Carmo - Parque do Carmo