BAIRRO DO JABAQUARA

BairroO nome Jabaquara vem do tupi guarani YAB-A-QUAR-A, que significa rocha ou buraco. Essa região, que pertencia a uma das sesmarias do Padre José de Anchieta, era, nos tempos da escravidão, uma mata deserta que servia de abrigo para os escravos fugidos. O local também serviu como ponto de descanso para viajantes que se dirigiam a Santo Amaro e à Borda do Campo, até o inicio do século 17, época em que a região começou também a ser procurada por fazendeiros e sitiantes, que ali abriram estabelecimentos agrícolas e comerciais.

A região se popularizou no fim do século 19, quando a prefeitura criou o Parque do Jabaquara, local agradável para o lazer, passeios e piqueniques.

A chegada dos bondes em 1930 e a inauguração do Aeroporto de Congonhas em 1940 deram um grande impulso ao desenvolvimento local; porém, o marco decisivo para o seu crescimento foi a construção da Paróquia São Judas Tadeu em 1940, a pedido do acerbispo metropolitano Dom José Gaspar Afonso e Silva. A devoção ao padroeiro trouxe ao bairro novos moradores. Em 1974 foi construída a estação Jabaquara do Metrô, afetando de maneira determinante o urbanismo da região.

No alto do Jabaquara, os engenheiros Hugo e Arthur Brandi traçaram um plano para lotear aquela vasta propriedade. Esse trabalho foi todo delimitado, visando a preservação das árvores. O local tornou-se um parque residencial muito calmo. Os lotes eram superiores a 1500 m2, e os moradores, quase todos de descendência alemã, plantavam árvores das mais diversas espécies, tanto ornamentais quanto frutíferas. Alguns anos depois, muita gente se mudou do Jabaquara e os novos proprietários passaram a relotear a terra em metragens cada vez menores.

Das famílias importantes da região, duas se destacam na história do Jabaquara: os Rocha Miranda e os Cantarella. Esta última era a dona do famoso Sítio da Ressaca, que fica ao lado do Centro Cultural do Jabaquara.

 

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Paulo Duarte