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HISTÓRICO DA BIBLIOTECA

lateral do prédio - foto Silvia Masini

A Biblioteca Infantil de Santo Amaro foi construída onde havia uma grande chácara, localizada na avenida Mário Lopes Leão, antiga rua Campos Sales, no centro de Santo Amaro. Nesse mesmo terreno e na mesma ocasião foi também construído o Parque Infantil Borba Gato. A iniciativa da construção da biblioteca partiu da administração municipal, que compreendeu a necessidade de incentivar a cultura e que se preocupava em aumentar os alicerces da educação infantil na região de Santo Amaro, então em franca expansão, e com muitas escolas públicas e particulares. Foi inaugurada em 25 de janeiro de 1953, durante as comemorações do 399º aniversário da Cidade de São Paulo. Em 1973 passou a chamar-se Benedito Bastos Barreto e em 2005 seu nome foi alterado para Belmonte, seu pseudônimo.

A biblioteca sempre atendeu um grande público devido à facilidade de transporte e sua localização privilegiada no centro de Santo Amaro, onde circulam pessoas de bairros e municípios próximos. Em 2003 foi inaugurado o Núcleo de Cultura Popular e Repente de Viola, permitindo que cordelistas, xilogravadores e repentistas que freqüentavam a região fizessem da biblioteca um espaço para realização de atividades ligadas principalmente à cultura popular do nordeste, que se mantém até hoje.

Por sua vocação voltada aos temas populares, a partir de agosto de 2007, a Belmonte torna-se a Biblioteca Temática de Cultura Popular, oferecendo acervo especializado, além do acervo comum às demais, e uma ampla programação cultural, que envolve cursos, oficinas, apresentações musicais e teatrais, de literatura, folclore, tradições populares brasileiras e história das culturas africana e afro-brasileira.

O projeto de implantação desta temática levou em conta a localização da biblioteca no centro de Santo Amaro, onde se encontram migrantes das várias regiões do Brasil, cujos aspectos da cultura popular são evidenciados em suas barracas de comidas prontas, ervas e temperos variados, artesanato colorido e no som característico dos repentes nas violas. A biblioteca temática incorporou o Núcleo de Cultura Popular, que desde 2003 reunia cordelistas, xilogravadores e repentistas da região, que transformaram a biblioteca num espaço para realização de atividades ligadas principalmente à cultura nordestina. A parceria entre esses freqüentadores, aliada à experiência acumulada pelos funcionários da biblioteca e o apoio de algumas instituições, confirmou a vocação da biblioteca na temática de cultura popular.

Para contribuir na caracterização do tema, houve uma revitalização do prédio, do acervo e da programação cultural da biblioteca. O prédio recebeu nova ambientação do premiado artista plástico Ernesto Bonato, com reformas estruturais, nova decoração e projeto paisagístico. A fachada recebeu pintura com temas populares e os ambientes internos foram sinalizados com motivos presentes em xilogravuras da literatura de cordel. O acervo do Núcleo, que se caracterizava pela temática popular e de literatura de cordel, foi enriquecido com a aquisição de 400 títulos selecionados pela professora e curadora do projeto, Marina de Mello e Souza, abrangendo temas como folclore, tradições populares brasileiras e história das culturas africana e afro-brasileira constituindo-se no novo acervo da biblioteca temática. A programação já existente de oficinas de cordel e xilogravura, contação de histórias e sessões de cantoria e repente está sendo ampliado da cultura popular nordestina para outras manifestações regionais do país por meio de cursos, palestras, shows, exibições de vídeos, saraus sertanejos etc.

Atualmente a biblioteca conta com a assessoria de Alberto Ikeda (UNESP) para a área de cultura popular que já conta com mais de 1000 livros.

A Biblioteca Belmonte é uma das iniciativas ganhadoras do Prêmio Culturas Populares 2007 da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Minc, do Certificado de Honra ao Mérito da Leitura como Instituição Incentivadora da Leitura na Cidade de São Paulo, em tributo ao Projeto Pequenas Leitoras Contam Grandes Mulheres, edição 2008 e do Troféu Marco da Paz - Pateo do Collegio pelos seus relevantes serviços prestados à comunidade educacional da região de Santo Amaro - 2008.

Legislação referente à biblioteca:
Criação: Lei n.º 3.853 de 18 de março de 1950
Inauguração: 25 de janeiro de 1953
Denominação: Decreto n.º 10.767 de 7 de dezembro de 1973 e Decreto 46.434 de 6 de outubro de 2005
Especialização: Decreto 46.434 de 6 de outubro de 2005

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