Nabuco

 Sul                              

Mosaico com quatro fotografias sendo a primeira de um poste de madeira com duas setas também de madeira, uma para cada lado a de cima com cortono amarelo e a seguinte escrita "Trilha-1 580m" e a segunda na cor azul com a escrita "Trilha-2 440m", a segunda de campo aberto com árvores ao fundo, a terceira de um lago com jato de água no centro e árvores ao fundo, e a quarta mesas e bancos de concretos em tons de verde com árvores no fundo.

Rua Frederico Albuquerque, 120 - Jardim Itacolomi
Inaugurado em 13/02/2008
Prefeitura Regional do Jabaquara
Área: 31.300 m²

Aberto diariamente das 6h às 18h

Possui coleta de óleo de cozinha.


INFRAESTRUTURA

Área de estar, churrasqueiras, comedouro para pássaros, pista de Cooper, playgrounds, quadra poliesportiva, sanitários, trilhas, quadra de campo, aquário e viveiro de mudas. Possui um bosque bem formado com aparelhos de alongamento, pranchas de abdominal e barras. Há ainda trilhas ecológicas com marcação das árvores.
Possui rede wi-fi, acessibilidade na entrada do parque, nos equipamentos de ginástica, banheiros e áreas de circulação; são permitidos cães, desde que conduzidos em coleira e guia.

PARTICULARIDADES

O parque foi criado para preservar a vegetação existente no local e oferecer um espaço de lazer numa região carente de equipamentos públicos de recreação, é utilizado intensamente pelos moradores do entorno.
Sua vegetação é remanescente de Mata Atlântica, com bosques heterogêneos, áreas ajardinadas e gramados. Destaques da FLORA: aroeira-mansa (Schinus terebinthifolia), bambu-chinês (Bambusa tuldoides), camboatá (Cupania vernalis), carobinha (Jacaranda puberula), copaíba (Copaifera langsdorffii), embaúba-branca (Cecropia pachystachya), faveira (Peltophorum dubium), guaçatonga (Casearia sylvestris), jatobá (Hymenaea courbaril), leiteira (Sapium glandulosum), mirindiba-rosa (Lafoensia glyptocarpa), pau-ferro (Libidibia ferrea var. leiostachya), nespereira (Eriobotrya japonica), pau-jacaré (Piptadenia gonoacantha) e tapiá-guaçu (Alchornea sidifolia). Já foram registradas 132 espécies vasculares, das quais está ameaçada de extinção: pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia). Também já foram registradas 25 espécies de briófitas. Inventário de flora 2021.

Constam 59 espécies de FAUNA, sendo 29 de aves, a exemplo: coruja-orelhuda, beija-flor-tesoura, joão-teneném, sabiás (poca, barranco e laranjeira). Também podem ser observados pássaros vistosos como fim-fim, saíra-amarela e saí-canário. O suiriri e a juruviara são pássaros migratórios que de setembro a março interrompem o silêncio com suas intermitentes vocalizações. Mamíferos como gambá-de-orelha-preta e morcego-de-cauda-livre-aveludada também fazem parte da fauna do parque, além de algumas espécies de borboletas, com destaque para a borboleta-azul-metálica, pelo azul em tons de safira das suas asas. Como espécies endêmicas de Mata Atlântica presentes no parque podemos citar a perereca-verde-de-coxas-laranjas, periquito-rico e tiê-preto.


O BAIRRO
A denominação Jabaquara vem do tupi-guarani YAB-A-QUAR-A, que significa rocha e buraco e também Mata dos Negros Fujões. No tempo da escravidão, a região era uma mata deserta que servia de abrigo aos escravos fugidos. O local pertencia a uma das inúmeras sesmarias do Padre José de Anchieta, da Companhia de Jesus.
A construção do Sítio da Ressaca data do século XVII. O local foi tombado em 1972, restaurado em 1978 e retomado em 1986, após um incêndio. No mesmo local está o Acervo da Memória e do Viver Afro-Brasileiro Caio Egydio de Souza Aranha, que reúne objetos referentes à presença dos negros em São Paulo.
A região era usada pelos viajantes que se dirigiam a Santo Amaro e à Borda do Campo, até o início do século XVII. No fim do século XIX, a região se popularizou e a prefeitura instalou um logradouro público, o Parque do Jabaquara, para passeios e piqueniques. Entre 1886 e 1913, circularam os trens a vapor de uma pequena ferrovia que ligava Vila Mariana a Santo Amaro, com trilhos implantados sobre uma via do antigo “Caminho do Carro”.
O primeiro loteamento aconteceu na Vila Santa Catarina por volta de 1920/1921; até o final da década de 1920, o bairro mantinha características rurais, tendo como eixo o “Caminho do Carro”. A região ganhou mais ocupação urbana a partir da inauguração do Aeroporto de Congonhas, em 1936. Especificamente o Jardim Cupecê (do tupi, “língua partida”), ou “roça partida”, era um oásis em meio ao universo cimentado de Cidade Ademar.
Quem foi o Nabuco homenageado?
É equivocado atribuir o nome do parque a Joaquim Nabuco (1849-1910), jurista pernambucano e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Em verdade, o “Nabuco” homenageado foi residente do bairro e maior responsável pela atual área do parque – era ali que ele residia. Portanto, o nome é uma homenagem a Fernando Nabuco de Abreu.

CONSULTE AQUI O REGULAMENTO DO PARQUE


CONSELHO GESTOR
Os Conselhos Gestores dos Parques Municipais foram criados em 2003 para garantir a participação popular no planejamento, gerenciamento e fiscalização das atividades que ocorrem nos parques. O objetivo é envolver a comunidade na discussão das políticas públicas de forma consultiva, com enfoque nas questões socioambientais. Os Conselhos são integrados por representantes da sociedade civil (em geral, três frequentadores e um representante de movimento social ou entidade local), um representante dos trabalhadores do parque e três representantes do Poder Executivo.
Saiba mais sobre os Conselhos Gestores no site da SVMA.

COMO CHEGAR?
577T/10 – Terminal Ana Rosa / Jardim Miriam

+ informações: www.sptrans.com.br