Linear Nove de Julho

Orla da Represa Guarapiranga

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avenida Ponta do Sol, s/n - Cidade Dutra
Criado por decreto em 28/04/2008
Subprefeitura de Capela do Socorro
Área: 537.514 m²
Funcionamento: 7h às 18h

 

INFRAESTRUTURA
Playgrounds, aparelhos de ginástica de baixo impacto, trilhas, paraciclos, pontos de pesca, campos de futebol, pista para aeromodelismo, pista de caminhada, trapiches na represa, áreas de descanso, piquenique, bosque, bebedouros e portarias. Acessibilidade nos equipamentos de ginástica e nas áreas de circulação.

 

 

PARTICULARIDADES
Implantado em parceria com a Subprefeitura, o parque possui uma várzea extensa, de 520.000 m², com ambientes variados que vão desde corpos hídricos, terrenos alagados e campos predominantemente secos, até matas fechadas, fato que permite uma diversidade significativa de fauna. A área em contato com a represa proporciona atividades de lazer e esporte em uma paisagem de notável beleza cênica.

Sua vegetação é composta por eucaliptal com sub-bosque, campo de várzea, capoeirinha, bosque heterogêneo, campo antrópico, gramados, arborização recente e vegetação aquática. Destaques da FLORA: açoita-cavalo (Luehea divaricata), aroeira-mansa (Schinus terebinthifolia), capixingui (Croton floribundus), cuvitinga (Solanum granulosoleprosum), embaúba (Cecropia kavanayensis), embiruçu (Pseudobombax grandiflorum), guanandi (Calophyllum brasiliense), guapuruvu (Schizolobium parahyba), jangada-brava (Heliocarpus popayanensis), jenipapo (Genipa americana), jerivá (Syagrus romanzoffiana), suinã (Erythrina speciosa), tarumã-branco (Citharexylum myrianthum), urucurana (Croton urucurana) e uva-japonesa (Hovenia dulcis). Já foram registradas 131 espécies vasculares, das quais estão ameaçadas de extinção: canela-amarela (Nectandra barbellata), pau-brasil (Paubrasilia echinata) e pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia). Inventário de flora 2018.

Foram registradas 188 espécies de FAUNA, sendo sendo 1 de molusco, 1 de anfíbio, 172 de aves e 14 de mamíferos. É uma das áreas alagadiças da cidade mais ricas em aves aquáticas, destacando-se batuiruçus, maçaricos e águia-pescadora, que se alimentam e descansam nas margens da Guarapiranga, durante sua longa jornada migratória oriunda do hemisfério norte. É também nas margens que se observa elevada quantidade de marrecas silvestres, frangos-d’água, saracuras, biguás, mergulhões, garças e socós, colhereiros, pernilongo-de-costas-brancas, talha-mar, dentre outras. Rapinantes como gavião-peneira, gavião-carijó, gavião-miúdo, gavião caramujeiro e gavião-asa-de-telha também contribuem para compor a fauna do parque. Nas áreas de campo ocorrem caminheiro-zumbidor, polícia-inglesa-do-sul, canários, além de visitas ocasionais de curicacas. Aves noturnas como urutau, corucão e tuju já foram observadas. Saguis, ratões-do-banhado, capivaras, preás, caxinguelês, ouriço-cacheiro e morcegos foram observados.

O BAIRRO
A ocupação da Capela do Socorro está estreitamente relacionada à expansão e estruturação urbanas da Subprefeitura de Santo Amaro, à qual esteve administrativamente ligada até 1985. Existem informações de que esta região era habitada pelos índios tupis, que ocupavam também vários pontos da região sul do Brasil, além do litoral. Já no século XX, os guaranis, subgrupo tupi, no curso de seu processo migratório, chegaram a Parelheiros e lá se fixaram. Remanescentes desse núcleo são as duas aldeias existentes na área da Prefeitura Regional de Parelheiros - a de Curucutu e a do Morro da Saudade.

Outras referências à Capela do Socorro são encontradas em documentos dos anos que se seguiram à independência do Brasil. Naquela época, foram realizadas algumas tentativas de atrair para o Brasil a imigração europeia. Em 1827 e no ano seguinte desembarcaram em Santos os primeiros grupos de colonos alemães, dentre os quais destacaram-se pouco mais de 120 que aceitaram terras devolutas em Santo Amaro, localizadas em Colônia, na Prefeitura Regional de Parelheiros e que se espalhou por toda a região sul. Ao contrário das colônias alemãs no sul do Brasil, esta não conseguiu preservar muitos

Cidade Dutra é um exemplo de bairro popular que surgiu na década de 40. Ao contrário dos demais, formados de maneira espontânea em torno de entroncamentos de estradas ou de vilas rurais pré-existentes, Cidade Dutra foi planejada e construída pela empresa Auto-Estrada S.A., com financiamento do Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Serviços de Transporte (IAPST), para atender a demanda habitacional dos trabalhadores ligados a esse Instituto. A empresa realizou não só o loteamento, mas a construção das casas – cerca de 500 unidades iniciais - dando homogeneidade no tamanho e estilo das casas, infraestrutura urbana, como ruas pavimentadas, iluminação pública, água e esgoto, além de um pequeno centro comercial.

CONSELHO GESTOR
Os Conselhos Gestores dos Parques Municipais foram criados em 2003 para garantir a participação popular no planejamento, gerenciamento e fiscalização das atividades que ocorrem nos parques. O objetivo é envolver a comunidade na discussão das políticas públicas de forma consultiva, com enfoque nas questões socioambientais. Os Conselhos são integrados por representantes da sociedade civil (em geral, três frequentadores e um representante de movimento social ou entidade local), um representante dos trabalhadores do parque e três representantes do Poder Executivo. Saiba mais sobre os Conselhos Gestores no site da SVMA.

COMO CHEGAR?
6026/10 – Jd. Icaraí / Term. Sto. Amaro
6030/10 – UNISA-Campus 1 / Term. Sto. Amaro
6110/10 – Conj. Hab. Palmares / Aeroporto
6118/10 – Jd. Icaraí / Terminal Santo Amaro
637J/10 – Vl. São José / Pinheiros
+ informações: www.sptrans.com.br