Parque de Paraisópolis - Lourival Clemente da Silva

Sul                              



Rua Silveira Sampaio, 720
Próximo à Avenida Hebe Camargo em frente ao estacionamento da AMA Paraisópolis/UBS Paraisópolis 3
Inaugurado 18 de setembro de 2021
Lei de criação 14.750 de 28 de maio de 2008
Lei de denominação 17.308 de 14 de janeiro de 2020
Subprefeitura Campo Limpo, Distrito de Vila Andrade
Área 68.000 m²
Funcionamento: diariamente das 6h às 18h

 

INFRAESTRUTURA
Área que conta com nascentes, curso d’água e vegetação de grande porte. Também terá área com pergolado, deck, estares, edifício administrativo, área de exercício e parquinhos.


HISTÓRICO
O bairro de Paraisópolis originou-se de um loteamento destinado à construção de residências para a classe alta realizado em 1921, resultado da divisão da antiga Fazenda do Morumbi em 2.200 lotes com quadras regulares de 10m x 50m e ruas de 10m de largura. A partir da década de 1950 iniciou-se a ocupação dos terrenos, na época não-habitados e de caráter semi-rural, por famílias de baixa renda, em sua maioria migrantes nordestinos, atraídos pelo emprego na construção civil.
Em 1970 já residiam irregularmente 20 mil habitantes. E ao mesmo tempo novos bairros nobres e seus condomínios luxuosos eram criados ao redor das áreas de ocupação, que eram muitas vezes construídos utilizando a mão de obra dos próprios moradores de Paraisópolis.
Houve uma tentativa de remoção da área de ocupação, por meio de uma obra rodoviária, no início da década de 1980. Devido à construção de uma avenida que visava interligar a Avenida Giovanni Gronchi à Marginal Pinheiros, haveria a remoção de uma grande área de habitações de baixa renda, porém a obra foi suspensa, sendo retomada parcialmente em 2012, tornando-se a Avenida Hebe Camargo.
No início do século XXI Paraisópolis já era a segunda maior comunidade em solo paulistano e começaria a receber investimentos públicos. Em 2005, foi iniciado um processo de urbanização e regularização dos imóveis construídos irregularmente. Há investimentos do poder público (municipal, estadual e federal) em mais de R$ 250 milhões de reais e da iniciativa privada, onde, de acordo com decreto assinado pelo prefeito Gilberto Kassab, donos de imóveis ocupados poderão doar seus antigos terrenos em troca de abatimento de eventuais dívidas com a prefeitura.


PARTICULARIDADES
O Parque de Paraisópolis passa a se chamar Parque Municipal de Paraisópolis – Lourival Clemente da Silva, o “Louro”, morador por quase 50 anos naquela comunidade e pessoa muito popular entre os moradores.
Natural de Alagoas, onde era agricultor, ao chegar a São Paulo “Louro” se fixou em Paraisópolis. Trabalhou intensamente na comunidade, em diversas atividades até estabelecer-se no conhecido “Bar do Louro”, que com muita luta e criatividade tornou-se hoje o “Mercado do Louro”.
O respeitado e conhecido “Louro” veio a falecer em 11 de abril de 2014, vítima de um infarto agudo do miocárdio, aos 78 anos. Deixou esposa, quatro filhos, dez netos e uma bisneta.
Figura querida em Paraisópolis, a denominação do parque municipal com seu nome era uma aspiração da comunidade como uma justa homenagem.


O BAIRRO
O bairro de Paraisópolis originou-se de um loteamento destinado à construção de residências para a classe alta realizado em 1921, resultado da divisão da antiga Fazenda do Morumbi em 2.200 lotes com quadras regulares de 10m x 50m e ruas de 10m de largura.
Foi em um campo de 10 km² em uma região quase inabitada na zona sul de São Paulo que Lourival Clemente da Silva enxergou uma oportunidade de construir uma nova vida.
Ele havia recém-chegado de Alagoas, em 1964, e não tinha onde morar. Lourival decidiu construir naquele loteamento de alto padrão abandonado, onde até então só havia mato, plantações, pântanos e colinas, uma das primeiras casas de madeira, para viver com a mulher e os filhos.
Algum tempo depois, ele fez outra casa para a sogra. E mais outra para os pais. E mais algumas para alugar e revender. Lourival fixou residência em Paraisópolis, a segunda maior comunidade da cidade.
Hoje, vivem na comunidade cerca de 100 mil pessoas, e Paraisópolis continua a crescer mesmo com graves problemas de saneamento, mobilidade e segurança.


FAUNA
Foi possível registrar 24 espécies de aves na área, entre espécies comuns de serem observadas em parques urbanos como o sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris), o bem-te-vi (Pitangus sulphuratus), o quero-quero (Vanellus chilensis), o sanhaço-cinzento (Tangara sayaca), a corruíra (Troglodytes musculus) e a cambacica (Coereba flaveola) e espécies endêmicas da Mata Atlântica, como o tucano-de-bico-verde (Ramphastos dicolorus), o pica-pau-de-cabeça-amarela (Celeus flavescens), o periquito-rico (Brotogeris tirica), a choca-da-mata (Thamnophilus caerulescens) e o tiê-preto (Tachyphonus coronatus). O registro de espécies endêmicas, ou seja, que são encontradas somente no bioma Mata Atlântica, evidencia a importância ecológica e de preservação do Parque.
Surpreendentemente, espécies de ambientes tipicamente florestais foram encontradas neste pequeno recanto de mata atlântica, como a juriti-pupu (Leptotila verreauxi), a mariquita (Setophaga pitiayumi), o pula-pula (Basileuterus culicivorus) e os já citados tucano-de-bico-verde e choca-da-mata, evidenciando o potencial de encontro de muitas outras espécies e que mesmo um pequeno fragmento de mata, quando preservada, pode abrigar representantes importantes da nossa biodiversidade.

FLORA
Vegetação: predomínio de eucaliptal (Eucalyptus sp.), com sobosque com espécies nativas e exóticas.
Destaques da flora: espécies nativas do Município de São Paulo: cabuçu (Miconia formosa), capinxigui (Croton floribundus), figueira-branca (Ficus adhatodifolia), pau-jacaré (Piptadenia gonoacantha), pixirica (Leandra variabilis), sapopemba (Sloanea hirsuta), suinã (Erythrina speciosa) e tapiá-guaçu (Alchornea sidifolia) e tucum (Bactris setosa).
Entre as espécies exóticas destacam-se: árvore-do-papel-de-arroz (Tetrapanax papyrifer) e cinamomo (Melia azedarach), além de eucalipto (Eucalyptus sp.).
Já foram registradas 75 espécies vasculares, entre nativas do Município de São Paulo, exóticas cultivadas e exóticas subespontâneas. Uma espécie registrada, pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia), está em perigo de extinção no Brasil e em São Paulo. Inventário de Flora 2021

CONSELHO GESTOR
Os Conselhos Gestores dos Parques Municipais foram criados em 2003 para garantir a participação popular no planejamento, gerenciamento e fiscalização das atividades que ocorrem nos parques. O objetivo é envolver a comunidade na discussão das políticas públicas de forma consultiva, com enfoque nas questões socioambientais.
Os Conselhos são integrados por representantes da sociedade civil (em geral, três frequentadores e um representante de movimento social ou entidade local), um representante dos trabalhadores do parque e três representantes do Poder Executivo.
Saiba mais sobre os Conselhos Gestores no site da SVMA .

COMO CHEGAR
746P-10 Paraisópolis - Santo Amaro
807P-10 Santo Amaro
6412-10 Paraisópolis - Paulista
7040-10 Paraisópolis - Pinheiros
8028-10 Paraisópolis - Metrô Morumbi
8030-10 Paraisópolis - Metrô Morumbi
746K-10 Paraisópolis – Santo Amaro
7040-21 Paraisópolis - Pinheiros
756A-10 Jd. Paulo VI – Terminal Água Espraiada
807J-10 Terminal Campo Limpo - Shopping Morumbi
6291-10 Inocoop Campo Limpo - Term. Bandeira
8020-10 Butantã - Shopping Morumbi
A estação de trem mais próxima é a Estação Morumbi da Linha 9 (Esmeralda) que fica a 4 km km (45 min a pé) do parque.
O parque fica a uma distância de 4,14 km (54 min a pé) da Estação de Metrô Giovanni Gronchi – Linha 5 (Lilás)
Mais informações: www.sptrans.com.br