Piqueri

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Rua Tuiuti, 515 - Tatuapé
Prefeitura Regional da Mooca
Área: 97.200 m²
Funcionamento: 6h às 18h
Telefone: (11) 2097-2213

INFRAESTRUTURA

Áreas de estar, pista de Cooper, bicicletário, campo de futebol de areia, quadra de campo, quadras poliesportivas, aparelhos de ginástica, playgrounds, lago, palco para apresentações, sanitários e canchas de bocha. Na área do parque funciona também o Ponto da Leitura (SMC). Embora não disponha de estacionamento, há vagas na rua Tuiuti, em frente ao parque.

PARTICULARIDADES

O nome Piqueri faz alusão à tribo indígena que habitava o trecho localizado na confluência do Ribeirão Tatuapé e do Rio Grande, atual Tietê. Em 1978, a área do parque correspondente à antiga Chácara do Piqueri foi definitivamente entregue à comunidade como parque municipal. O bairro que o acolhe é a Mooca, que apesar de já apresentar processo de verticalização, ainda possui muitas casas, lembrando uma cidade do interior. Na região, é um dos mais bem-servidos em termos de ecucação superior, com três universidades particulares, além de dispor de teatros, bibliotecas, escolas, creches e hospitais. A primeira citação feita ao bairro data de 1556, quando a governança de Santo André da Borda do Campo comunicava que todos estavam "obrigados a participar da construção da ponte do rio Tameteai (Tamanduateí)". Essa ligação era importante para interligar a região, então habitada pelos índios da tribo Guaiana (tupi-guarani), à freguesia eclesiástica da Sé. 

O nome do bairro poderia ter dois significados, segundo historiadores: "ares amenos, secos e sadios" (moo-ka) ou moo-oca (fazer casa), expressão que os índios usavam para se referir aos brancos que chegavam em suas terras para erguer suas casas de barro (sistema de pau-a-pique). Outros historiadores preferem creditar a origem asiática a esse nome: MOKA é uma variedade de café que vinha antigamente da cidade de MOCA (Yemen), porto do mar vermelho.

Já o desenvolvimento da Mooca está ligado à transposição do rio Tamanduateí - provocando o adensamento local - e às transformações econômicas das décadas finais do século XIX e primeira metade do século XX. Contribuíram a instalação de duas ferrovias (a São Paulo Railway, conhecida como Santos-Jundiaí, e Estrade de Ferro do Norte, ligando São Paulo ao Rio de Janeiro). Ao longo dos trilhos, foram se instalando indústrias, adensando as regiões da Mooca e Belém. Boa parte da mão de obra utilizada nessas indústrias era de imigrantes que aportavam em Santos. Até hoje, os moradores do bairro ostentam o "sotaque" herdado principalmente da comunidade italiana. 

Vegetação: eucaliptal (Eucalyptus sp.), alameda de sibipirunas (Poincianella pluviosa var. peltophoroides), bambuzais (Bambusa tuldoides e Bambusa vulgaris), bosques heterogêneos, áreas ajardinadas e conjuntos de suinã (Erythrina speciosa) e de pata-de-vaca (Bauhinia spp.). Destaques da flora: alecrim-de-campinas (Holocalyx balansae), cedro (Cedrela fissilis), espatódea (Spathodea campanulata), faveira (Peltophorum dubium), figueira-benjamim (Ficus benjamina), figueira-mata-pau (Ficus luschnathiana), flor-de-abril (Dillenia indica), grevílea-gigante (Grevillea robusta), guaçatonga (Casearia sylvestris), jacarandá-mimoso (Jacaranda mimosifolia), jatobá (Hymenaea courbaril), jaqueira (Artocarpus heterophyllus), jerivá (Syagrus romanzoffiana), magnólia-branca (Magnolia grandiflora), marinheiro (Guarea macrophylla subsp. tuberculata), paineira (Ceiba speciosa), palmeira-imperial (Roystonea oleracea), pau-ferro (Libidibia ferrea var. leiostachya), pau-formiga (Triplaris americana), pau-mulato (Calycophyllum spruceanum), pitósporo-do-taiti (Pittosporum undulatum), tapiá-guaçu (Alchornea sidifolia), tipuana (Tipuana tipu) e uva-japonesa (Hovenia dulcis). Já foram registradas 166 espécies vasculares, das quais estão ameaçadas de extinção: cedro (Cedrela fissilis), pau-brasil (Paubrasilia echinata) e pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia).

Conta com 116 espécies de fauna, incluindo molusco, peixes, aranhas, insetos, sapo-cururu, tigres-d’água e cobra-de-duas-cabeças, que, na verdade, trata-se de um lagarto serpentiforme. Oitenta e duas espécies de aves, com destaque para a família dos pica-paus, sabiás, papagaios e maracanãs, papa-moscas - tiranídeos, saíras e sanhaços – traupídeos, que reúnem grande número de espécies. Rapinantes como gavião-carijó e gavião-miúdo marcam presença no parque. Há registros interessantes de anambé-branco-de-rabo-preto, sabiá-ferreiro, saíra-ferrugem, saí-azul e saí-andorinha que chamam atenção pela beleza da plumagem ou canto. Ouriço-cacheiro representa o mamífero do parque.

ÔNIBUS:
1177-10 – Term. A.E. Carvalho – Estação da Luz
1178-10 – São Miguel – Pça do Correio
1180-10 – Vila Dr. Eiras – Pça. Princ. Isabel
172J-10 – Jd. Brasil – Tatuapé
172K-10 – Jd, Tremembé – Metrô Tatuapé
172X-10 – Pq. Novo Mundo – Metrô Tatuapé
211R-10 – Jd. das Oliveiras – Estação da Luz
211V-10 – Vila Paranaguá – Estação da Luz
271ª-10 – Term. Penha – Metrô Santana
331T-10 – Jd. Helena – CCPD Raul Tabajara
+ informações: www.sptrans.com.br