Ermelino Matarazzo - Dom Paulo Evaristo Arns

 Leste                         

Um retângulo com quatro fotografias dentro, separadas por uma fina linha branca. A primeira foto mesa azul com azulejos no centro formando tabuleiro de xadrez, a segunda foto um banco de madeira azul sobre a grama com árvores no fundo, a terceira foto duas cadeiras de balanço sendo uma vermelha e uma azul, a quarta foto academia da terceira idade com equipamentos em azul e amarelo.

Avenida Abel Tavares, 1564
Criado por decreto em 13/02/2008
Subprefeitura de Ermelino Matarazzo
Área: 50.023 m²
Horário: das 7h às 17h
Telefone: (11) 2214-7481

INFRAESTRUTURA

Áreas de churrasqueiras, playground, equipamentos para prática de exercícios acessíveis, sanitários acessíveis, bosque, horta; rampa de acesso com cobertura para pessoas com deficiência.

PARTICULARIDADES

O parque foi implantado em chácara desapropriada remanescente da casa de veraneio da família Matarazzo (a única construção histórica testemunha do desenvolvimento industrial de São Paulo), abrigando hoje a administração do parque, o Telecentro e a ACDEM. A região começou a se desenvolver por volta de 1926, com a chegada da ferrovia e a construção da estação ferroviária Comendador Ermelino Matarazzo. As indústrias Matarazzo e Cisper instalaram suas fábricas no local e as áreas ao redor da estação foram loteadas e transformadas em vila.

A denominação inicial do parque presta homenagem não apenas à família, como também à estação ferroviária que recebeu o nome de um dirigente das Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo. O homenageado foi o Comendador Ermelino Matarazzo, terceiro filho do Conde Francesco Antonio Matarazzo, o primeiro filho brasileiro, nascido em Sorocaba em 1883, morto em um acidente automobilístico, na fronteira da França com a Itália nas proximidades de Turim, em 25 de janeiro de 1920. Somente depois o espaço prestou homenagem a Dom Paulo Evaristo Arns, Arcebispo Metropolitano de São Paulo que, em 1972, criou a Comissão Brasileira de Justiça e Paz da Diocese de São Paulo para denunciar os abusos do regime militar, peregrinando nos quarteis para libertar dezenas de presos políticos.

Sua vegetação é composta por bosque heterogêneo, áreas ajardinadas e horta. Os destaques da FLORA são: aldrago (Pterocarpus rohrii), aroeira-mansa (Schinus terebinthifolia), avelós (Euphorbia tirucalli), azeitona-do-ceilão (Elaeocarpus serratus), bico-de-pato (Machaerium nyctitans), crindiúva (Trema micrantha), gota-santa (Euphorbia umbellata), grevílea-gigante (Grevillea robusta), ipê-amarelo (Handroanthus chrysotrichus), jaqueira (Artocarpus heterophyllus), jenipapo (Genipa americana), mangueira (Mangifera indica), pau-rei (Basiloxylon brasiliensis), pínus (Pinus elliottii), seafórtia (Archontophoenix cunninghamiana) e sibipiruna (Poincianella pluviosa var. peltophoroides). Já foram registradas 95 espécies vasculares, das quais está ameaçada de extinção: pau-brasil (Paubrasilia echinata). Inventário de flora 2018.

A FAUNA reúne aves como quero-quero, asa-branca, rolinha, beija-flor-tesoura, joão-de-barro, ferreirinho-relógio, sabiá-laranjeira, alegrinho, sanhaçu-do-coqueiro e bico-de-lacre, alguns dos exemplos das 21 espécies observadas na localidade. O andorinhão-do-temporal, espécie migratória, pode ser visto sobrevoando a região, com seu “design” de dar inveja a qualquer engenheiro aeronáutico, de agosto a março, desaparecendo durante o inverno. Também foram identificadas 26 espécies de borboletas, destacando-se a “estaladeira”, chamada assim pelo som característico que emite na época do acasalamento.

O BAIRRO
Diversos bairros foram se formando ao longo das margens do Rio Tietê (que, em Tupi Guarani, significa Caudal Volumoso): São Miguel Paulista, Ermelino Matarazzo e Engenheiro Goulart, na margem esquerda, e Guarulhos, na margem direita. Seriam quase todos fundados no mesmo período. Moradores mais antigos diriam que os primeiros habitantes destas terras foram os indios Guaianazes, que viviam na margem esquerda do Tietê (região do Ururaí).

Por volta de 1600, foi criada a Aldeia de São Miguel Arcanjo, com a capela do mesmo nome (construída pelos índios sob o comando dos jesuítas), depois reconstruída em junho de 1622. O bairro de Ermelino Matarazzo, em sua maior parte é formada pela antiga Paragem do Guaporé, na várzea do Tietê. Sua primeira referência seria a Chácara Piraquara, segundo consta o testamento do Capitão Paulo da Fonseca, de 1711, e citado novamente no testamento de Baltazar Veiga Bueno.
No inventário do Padre Manuel de Souza, de 1854, o Sítio foi descrito da seguinte forma “Com casa de vivenda, paredes de pilão cobertas de telhas, casa de fabrico de farinha, também de paredes de pilão cobertas de telhas, com as terras a ele pertencentes fazendo frente para a várzea do Tietê, com uma capela construída pelos Índios da região dedicada a Bom Jesus de Pirapora”.

Entre 1913 e 1915, as Indústrias Matarazzo adquiriram as terras de vários proprietários, totalizando 420.530 m², para criar o loteamento denominado Jardim Matarazzo. A Indústria Matarazzo vendeu 274 lotes (cerca de 10% do total) entre 1926 e 1939, dando origem a um pequeno povoado em torno da estação de trem, inaugurada em 07 de fevereiro de 1926, passando a transportar passageiro a partir de 1934.

Em 1950, muitas famílias procuraram fixar residência no bairro, nos loteamentos já existentes ou nos que estava sendo implantados; objetivando principalmente conseguir emprego nas indústrias recém-abertas na região. Na década seguinte o bairro começou a perder certos elementos que lhe davam um caráter acentuadamente provinciano, trazendo em seu lugar sentimentos de intranquilidade e insegurança, pelo rápido crescimento populacional.

SAIBA MAIS SOBRE DOM PAULO EVARISTO ARNS
Dom Paulo Evaristo Arns (1921-2016) foi um frade franciscano, arcebispo emérito de São Paulo e cardeal brasileiro. Nascido em Santa Catarina, decidiu-se pela vida religiosa em 1939, quando ingressou na ordem franciscana no Paraná. Foi ordenado padre em 1945 no Rio de Janeiro e lecionou no Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis. Após cursar filosofia cristã e línguas clássicas na Sorbonne (Paris), onde concluiu doutorado (1952), voltou ao Brasil, lecionou em Bauru, tornou-se vigário de Petrópolis e atuou junto à comunidade carente.

Veio para São Paulo como bispo auxiliar de Dom Ângelo Rossi; em 1970, o Papa Paulo VI o nomeou Arcebispo Metropolitano de São Paulo. Em 1972, criou a Comissão Brasileira de Justiça e Paz da Diocese de São Paulo para denunciar os abusos do regime militar, quando peregrinou nos quarteis para libertar dezenas de presos políticos. Em 1973, promovido a cardeal, vendeu o Palácio Episcopal Pio XII e aplicou os recursos para montar 1.200 centros nas periferias, instalando duas mil Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), que pregavam o combate à desigualdade e à miséria.

Em 1985, ao lado de sua irmã, Zilda Arns, criou a Pastoral da Infância. Apoiou a Teologia da Libertação, ao lado de Leonardo Boff (movimento de esquerda da Igreja Católica), o que desagradou o Vaticano. Integrou o projeto “Brasil Nunca Mais”, reunindo documentos que denunciavam os crimes cometidos contra presos políticos. Em 1996, já com 75 anos, foi obrigado a renunciar ao cargo de cardeal, pondo fim a uma carreira de 28 anos de religioso de vanguarda. Arns retirou-se para um convento franciscano em Taboão da Serra, onde permaneceu desde 1998. Faleceu em 2016 e seu corpo foi sepultado na Catedral da Sé.

CONSELHO GESTOR
Os Conselhos Gestores dos Parques Municipais foram criados em 2003 para garantir a participação popular no planejamento, gerenciamento e fiscalização das atividades que ocorrem nos parques. O objetivo é envolver a comunidade na discussão das políticas públicas de forma consultiva, com enfoque nas questões socioambientais. Os Conselhos são integrados por representantes da sociedade civil (em geral, três frequentadores e um representante de movimento social ou entidade local), um representante dos trabalhadores do parque e três representantes do Poder Executivo.
Saiba mais sobre os Conselhos Gestores no site da SVMA.

Conheça a PROGRAMAÇÃO FIXA do parque.

ÔNIBUS:
1180-10 – Vila Dr. Eiras – Praça Princ. Isabel
211V-10 – Vila Paranaguá – Estação da Luz
2582-10 – Vila Nova Curuçá – Term. Pq. D. Pedro II
2582-21 – Vila Robertina – Term. Pq. D. Pedro II
2719-10 – Ermelino Matarazzo – Metrô Vila Matilde
2720-10 – Jd. Belém – Metrô Guilhermina
2767-10 – Cid. Pedro J. Nunes – Metrô Tatuapé
2768-10 – Vila Mara – Metrô Penha
informações: www.sptrans.com.br