Jardim Sapopemba Maria de Fátima Diniz Carrera

 Leste                         

Um retângulo com quatro fotografias dentro, separadas por uma fina linha branca. A primeira foto parquinho, a segunda foto escadaria com corrimão verde, a terceira foto árvore grande com muitas folhas verdes, a quarta foto quiosque com telhas laranjas.

Rua Senador Nilo Coelho n° 220 - Jardim Sapopemba
Criado por decreto em 19/11/2004
Inaugurado em 27/12/2012
Subprefeitura São Mateus
Área: 44.303 m²
Telefone: (11) 2011-9833
Aberto diariamente das 9h às 18h, a partir de sábado (31/10)

INFRAESTRUTURA
Quiosque, campo de futebol, playgrounds, pista de caminhada, estar com bancos e mesas para jogos, quadra. Acessibilidade nos equipamentos de ginástica, nos banheiros, na entrada do parque e nas áreas de circulação.

PARTICULARIDADES
Criada por decreto (nº 45.506) em 19 de novembro de 2004, o espaço livre é delimitado pela faixa da Adutora do Rio Claro, pela rua Eugenio Boesser e pela quadra 162 do setor fiscal 154, situado no Distrito de São Mateus, da Subprefeitura de São Mateus. Em 2008, Projeto de Lei (nº 382/08) alterou sua denominação.

O Parque está implantado na área da antiga Praça Linear Nilo Coelho, ao longo da de mesmo nome e nas proximidades da Adutora Rio Claro (Parque Linear de Integração Zilda Arns), separadas por um conjunto de íngremes taludes.
A vegetação reúne áreas ajardinadas e arborizadas, com vegetação ruderal na margem do córrego. São destaques da FLORA: angico-guarucaia (Parapiptadenia rigida), aroeira-mansa (Schinus terebinthifolia), aroeira-salsa (Schinus molle), cinamomo (Melia azedarach), embaúba-branca (Cecropia pachystachya), eucalipto (Eucalyptus sp.), figueira-benjamim (Ficus benjamina), ingá (Inga sp.), jequitibá (Cariniana estrellensis), jerivá (Syagrus romanzoffiana), mutambo (Guazuma ulmifolia), nogueira-de-iguape (Aleurites moluccanus), paineira (Ceiba speciosa), plátano-de-londres (Platanus acerifolia), tipuana (Tipuana tipu) e unha-de-vaca (Bauhinia variegata var. variegata). Já foram registradas 81 espécies vasculares, das quais está ameaçada de extinção: pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia). Inventário de Flora 2020.

Registraram-se 24 espécies de FAUNA, sendo em sua totalidade aves. Dentre essas, avistaram-se rolinha, pia-cobra, beija-flor-tesoura, bem-te-vi, cambacica, guaracava-de-barriga-amarela, joão-de-barro e sabiás. É possível se observar também aves de rapina como o caracará. O suiriri, espécie migratória, pode ser visto de setembro a março.

O BAIRRO
O Sapopemba foi oficialmente fundado em 26 de junho de 1910, sendo elevado à condição de distrito no ano de 1985, quando foi desmembrado de Vila Prudente. Sua história está viva na memória de seus moradores mais antigos até os dias de hoje, como o primeiro nome dado à região, Monte Rosso, devido à terra vermelha (rosso é um termo italiano que significa "vermelho"), própria para a agricultura e fabricação de telhas e tijolos. O nome "Sapopemba" foi inspirado na árvore sapopema, espécie comum na Amazônia que desenvolve raízes de até dois metros de altura ao redor de seu tronco.

Todavia, foram os portugueses os principais responsáveis pelo povoamento do bairro, transformando grandes extensões de terras férteis em chácaras para a plantação de verduras. A produção era escoada no mercado da Rua da Cantareira, próximo ao Parque Dom Pedro. Boa parte das famílias tinha como renda o corte das árvores para abastecer os fornos das padarias da região do Belém.

O evento mais importante da história do bairro foi a chegada da imagem de Nossa Senhora de Fátima, vinda de Portugal em 1931. Porém, a imagem encomendada por João Alves Pereira só foi liberada pela alfândega após uma comissão de moradores pagar três contos de réis, valor que Pereira não dispunha. Taxa paga, foi possível realizar grandiosa procissão que levou a estátua da rua Padre Lino em direção a Sapopemba, devendo encontrar-se com o grupo que saiu da Igreja de São Roque. O encontro ocorreu na Capela de Santa Cruz, na Estrada da Barreira Grande, onde foi erguido um santuário para a imagem da santa.

VOCÊ SABE QUEM FOI MARIA DE FÁTIMA DINIZ CARRERA?
Importante líder comunitária da zona leste da capital, nasceu em 1954 em Minas Gerais, vindo para a capital paulista em 1976, onde trabalhou como doméstica. Em 1978, casou-se com Nelson Aguilar Carrera, com quem teve os filhos Nelson e Ricardo. Em 1980, o casal adquiriu um terreno no Jardim Sapopemba, então um bairro ainda novo e sem qualquer infraestrutura. Diante das dificuldades enfrentadas, dona Maria de Fátima começou a percorrer os órgãos públicos para pleitear benfeitorias como água encanada, luz, rede de esgoto e asfalto. Sua luta não foi em vão: foi reconhecida e eleita presidente da Associação dos Moradores do Jardim Sapopemba, entidade que criou também o Grupo da Melhor Idade, para oferecer atividades para os idosos.

A abnegada senhora nunca deixou de prestar assistência aos menos favorecidos, retirando medicamentos nos postos de saúde para os moradores com dificuldades de mobilidade ou promovendo campanhas para coletar alimentos para famílias carentes. Foi ela quem encampou o movimento para transformar uma área descampada de 52 mil m², dominada por mato e insetos, em parque público. Por ocasião de sua morte, em julho de 2004, a comunidade já desejava que o novo espaço recebesse seu nome.

CONSELHO GESTOR
Os Conselhos Gestores dos Parques Municipais foram criados em 2003 para garantir a participação popular no planejamento, gerenciamento e fiscalização das atividades que ocorrem nos parques. O objetivo é envolver a comunidade na discussão das políticas públicas de forma consultiva, com enfoque nas questões socioambientais. Os Conselhos são integrados por representantes da sociedade civil (em geral, três frequentadores e um representante de movimento social ou entidade local), um representante dos trabalhadores do parque e três representantes do Poder Executivo.

Saiba mais sobre os Conselhos Gestores no site da SVMA.

COMO CHEGAR
573T/10 - Metrô Carrão / Terminal Sapopemba
574W/10 - Metrô Belém / Jd. Walquiria