Lajeado - Izaura Pereira de Souza Franzolin

 Leste                         

Um retângulo com quatro fotografias dentro, separadas por uma fina linha branca. A primeira foto flor vermelha com gotas de água, a segunda foto escorregador laranja, a terceira foto mesa e banquinhos redondos pintados de laranja, a quarta foto trilha de terra com folhas secas no chão e grama verde com árvores em volta.

Inaugurado em 25/03/2010
Rua Antonio Thadeo, 712 - Guaianazes
Subprefeitura de Guaianases
Área: 14.109,89 m²
Aberto diariamente das 6h às 18h, a partir de sábado (31/10)
Telefone: (11) 2153-6215

CONHEÇA E ACESSE o Plano Diretor deste Parque e também seus Anexos, que trazem:

INFRAESTRUTURA

Playground, áreas de recreação, bancos, pergolado, mesas para jogos, trilhas, pista de caminhada, espaço para piquenique, equipamento de ginástica ao ar livre e Bosque da leitura (SMC). Entrada do parque, sanitários e áreas de circulação acessíveis à pessoa com deficiência.

PARTICULARIDADES

O parque está inserido na antiga Chácara Santa Rosa, distrito de Lajeado. Toda a mata nativa da área foi preservada e a comunidade teve a visibilidade da mata liberada com substituição do muro por gradil.
Possui vegetação composta por remanescente de Mata Atlântica áreas ajardinadas e bosque. Destaques da FLORA: abacateiro (Persea americana), aroeira-mansa (Schinus terebinthifolia), cabeludeira (Myrcia tomentosa), cambuci (Campomanesia phaea), cedro (Cedrela fissilis), cuvitinga (Solanum granulosoleprosum), grumixama (Eugenia brasiliensis), guaçatonga (Casearia sylvestris), jabuticabeira (Plinia sp.), jacarandá-paulista (Machaerium villosum), jerivá (Syagrus romanzoffiana), mangueira (Mangifera indica), paineira (Ceiba speciosa), pau-jacaré (Piptadenia gonoacantha), pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia), pitangueira (Eugenia uniflora) e tapiá-guaçu (Alchornea sidifolia). Já foram registradas 101 espécies, das quais estão ameaçadas de extinção: canela-amarela (Nectandra barbellata), cedro (Cedrela fissilis), palmito-jussara (Euterpe edulis), pau-brasil (Paubrasilia echinata) e pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia). Inventário de flora 2020.

O parque possui 49 espécies da FAUNA, com 10 borboletas, um anfíbio, um réptil, 24 aves e um mamífero. Entre as aves destacam-se a coruja-orelhuda e espécies endêmicas da Mata Atlântica, como o diminuto picapauzinho-de-coleira e o pichororé. O maior roedor silvestre, a capivara, também foi registrada no local.

CONFIRA AQUI AS ATIVIDADES PERMANENTES DO PARQUE

O BAIRRO 
O nome do bairro surgiu do tupi, da tribo indígena Guaianás, que habitava essa região, antes conhecida como campos de Piratininga. Os índios Guaianás eram nômades e viviam da caça, pesca e coleta de frutos silvestres, ou seja, quando os recursos de uma região se esgotavam, eles caminhavam para outra; diferente de outras tribos, eles não habitavam em ocas, mas em covas forradas com peles de animais e ramas. A chegada dos brancos e jesuítas trouxe desentendimento, a ponto de estarem extintos em 1820.

A região passou a ser um ponto de passagem do Imperador e dos viajantes que faziam parada quando seguiam para as minas de ouro. No Vale do Ribeirão Lajeado, em terras da família Bueno, foi erguida uma pousada e uma pequena capela para recepção desses viajantes, onde se encontra atualmente o Cemitério Lajeado. O caminho era conhecido como estrada do Imperador, que ficou conhecido como Estrada dos Guaianases e hoje é a Estrada do Lajeado Velho.

A partir de 6 de novembro de 1857, a área passou a ser chamada de Lajeado Velho, enquanto o entorno da Estação Ferroviária foi chamado de Lajeado Novo. A capela Santa Cruz de Lajeado foi inaugurada em 3 de maio de 1861, fazendo surgir um povoado em seu entorno, dando início ao bairro. A estrada de ferro chegou em 1875. O grande desenvolvimento do bairro começou mesmo por volta de 1920. Pelos trilhos vieram os imigrantes italianos, estabelecendo-se como comerciantes, fabricantes de vinho, fabricantes de tachos de cobre, ferreiros e carpinteiros. Os espanhóis também se fariam presentes a partir de 1912 nas Pedreiras Lajeado e São Matheus.

Em 30 de dezembro de 1929, Lajeado foi elevado à condição de distrito; os primeiros loteamentos fizeram surgir a Vila Iolanda (1926), CAIC (1928), Princesa Isabel (1928) e parte da Fazenda Santa Etelvina (1926), que abrigou famílias alemãs e austríacas. Após a imigração estrangeira, o bairro recebeu uma onda de migração interna. Entre 1970 e 1980, foram construídos os conjuntos habitacionais em Guaianases (parte deles pertence hoje a Cidade Tiradentes aumentando o número de pessoas na região em espaços cada vez mais apertados e sem infraestrutura urbana.

QUEM FOI IZAURA PEREIRA FRANZOLIN?
O nome do Parque Lajeado presta uma homenagem à Dona Izaura Pereira de Souza Franzolin, antiga proprietária da Chácara Santa Rosa. Para a implantação do espaço, Dona Izaura foi desapropriada pela municipalidade. 

CONSELHO GESTOR
Os Conselhos Gestores dos Parques Municipais foram criados em 2003 para garantir a participação popular no planejamento, gerenciamento e fiscalização das atividades que ocorrem nos parques. O objetivo é envolver a comunidade na discussão das políticas públicas de forma consultiva, com enfoque nas questões socioambientais. Os Conselhos são integrados por representantes da sociedade civil (em geral, três frequentadores e um representante de movimento social ou entidade local), um representante dos trabalhadores do parque e três representantes do Poder Executivo.
Saiba mais sobre os Conselhos Gestores no site da SVMA.

COMO CHEGAR:
2707-10 - Chabilândia – Metrô Itaquera
2705-10 - Jd. Fanganielo- Metrô Itaquera
2201-10 - Hospital Itaim – CPTM Guaianazes