Jardim da Conquista

 Leste                         
Um retângulo com quatro fotografias dentro, separadas por uma fina linha branca. A primeira foto duas flores amarelas, a segunda foto um vaso feito de pneu pintado de vermelho com bolinhas brancas, a terceira foto parquinho, a quarta foto dois quiosques com telhas avermelhadas. 
Av. Nova Conquista, 1.900 - Jardim da Conquista
Inaugurado em 2013
Subprefeitura de São Mateus
Aberto diariamente das 6h às 18h, a partir de Sábado (31/10)
Área: 598.000 m²
Telefone: 3141-1639

INFRAESTRUTURA

Miniquadras de futebol e de vôlei, playground, área para montagem de rede, áreas gramadas para piquenique, churrasqueiras, área para ginástica e pista poliesportiva (skate, patins, bicicleta, caminhada).
Acessibilidade nos banheiros, na entrada do parque e nas áreas de circulação. Quadra de futebol society. Há uma vaga de estacionamento para pessoa com deficiência.

PARTICULARIDADES

O Parque Jardim da Conquista está implantado em área livre localizada em meio a um grande adensamento urbano, de caráter residencial e fortemente antropizado (quando as atividades do homem exercem influência sobre o meio ambiente). O projeto do parque procura preservar as nascentes do Córrego Caguaçu, afluente do Rio Aricanduva, e remanescentes das matas com espécies nativas.

Vegetação: remanescente de Mata Atlântica em estágios inicial a médio de sucessão, remanescente de pomar, áreas ajardinadas, arborização recente, campo antrópico e brejo. Destaques da FLORA: aleluia (Senna multijuga), aroeira-mansa (Schinus terebinthifolia), cuvitinga (Solanum granulosoleprosum), embaúba-vermelha (Cecropia glaziovii), jatobá (Hymenaea courbaril), jequitibá-rosa (Cariniana legalis), jerivá (Syagrus romanzoffiana), leucena (Leucaena leucocephala), pau-ferro (Libidibia ferrea var. leiostachya), peroba-d’água (Sessea brasiliensis), quaresmeira (Pleroma granulosum) e tapiá-guaçu (Alchornea sidifolia). Já foram registradas 105 espécies vasculares, das quais estão ameaçadas de extinção: jequitibá-rosa (Cariniana legalis) e pau-brasil (Paubrasilia echinata). Inventário de flora 2020.

Em relação à FAUNA, foram registradas 36 espécies de aves. Dentre elas foram observadas espécies que utilizam o ambiente aquático (saracura-sanã, quero-quero, joão-botina-do-brejo e curutié), espécies comumente encontradas nos parques urbanos (rolinha, pica-pau-do-campo, joão-de-barro, andorinha-pequena-de-casa, sabiás, sanhaço e cambacica), aves de rapina (gavião-carijó) e outras aves que se adaptam bem às áreas de influência humana, mas que nem sempre são vistas em parques urbanos (besourinho-de-bico-vermelho e choca-de-chapéu-vermelho).

O BAIRRO
A história de São Mateus remonta ao século XIX, mais precisamente ao ano de 1.842, época em que a fazenda de propriedade de João Francisco Rocha era usada para a criação de cavalos, carneiros e bois. Quando foi vendida a Antônio Cardoso de Siqueira, a terra foi dividida em cinco glebas. No século XX, em plena década de 1940, tudo não passava de uma grande fazenda – a Rio das Pedras.

Em 1946, 50 alqueires foram vendidos à Família Bei (Mateo e Salvador Bei), dando origem à fazenda São Mateus. Dois anos depois, o patriarca Mateo Bei decidiu lotear a área, constituindo assim o bairro de São Mateus. A convicção da família de que o bairro teria vocação para se tornar cidade independente fez com que i filho, Salvador Bei, desse a ele o nome de "Cidade São Mateus". O nome do patriarca também está na principal via e referência do bairro.

A avenida, inclusive, tem um capítulo à parte: foi Nildo Gregório da Silva quem trabalhou em sua abertura, puxando burros para abrir a nova via, exatamente no marco zero da avenida Caguaçu – mais tarde chamada avenida Rio das Pedras. Como residia em São Miguel Paulista, o atento funcionário da empresa contratada por Bei precisava sair de casa às 3h, tomar três conduções, andar cerca de 12km a pé até o largo do Carrão para pegar outro ônibus, percurso que durou três anos. Por isso, fundou “A Voz da Colina, instrumento para as reivindicações de melhorias da região.

A primeira linha de ônibus chegou ao bairro em 1952, ainda com diversas deficiências, pois além de longo, o percurso era íngreme. Os passageiros tinham que dividir o espaço com galinhas e outros animais, além das tranqueiras que eram transportadas. Outras conquistas, como escolas, rede de esgotos, asfalto e iluminação pública, foram implementadas no bairro, graças ao esforço de sua comunidade.

CONSELHO GESTOR
Os Conselhos Gestores dos Parques Municipais foram criados em 2003 para garantir a participação popular no planejamento, gerenciamento e fiscalização das atividades que ocorrem nos parques. O objetivo é envolver a comunidade na discussão das políticas públicas de forma consultiva, com enfoque nas questões socioambientais. Os Conselhos são integrados por representantes da sociedade civil (em geral, três frequentadores e um representante de movimento social ou entidade local), um representante dos trabalhadores do parque e três representantes do Poder Executivo.
Saiba mais sobre os Conselhos Gestores no site da SVMA.

COMO CHEGAR
4033-10 - Jardim Nova Conquista / Jardim Guaracá (penúltimo ponto sentido Jardim Nova Conquista)