Guabirobeira Maria de Fátima Diniz Carrera

 Leste                         

Um retângulo com quatro fotografias dentro, separadas por uma fina linha branca. A primeira foto academia da terceira idade sobre a grama, a segunda foto um caminho de concreto com grama e pequenos arbustos ao redor, a terceira foto árvores com troncos finos e folhas verdes com quiosques no fundo, a quarta foto pequenos arbustos com galhos finos e pequenas flores em tom de laranja, uma árvore com tronco fino e folhas grandes verdes.

Nova Avenida Jacu Pêssego, s/n
Inaugurado em 2013
Subprefeitura de São Mateus
Área: 302.880m²
Funcionamento: das 6h às 18h

INFRAESTRUTURA

Áreas de estar, playground, sede, quiosques, bancos e mesas. Equipamentos de ginástica, sanitários, rampa de acesso ao parque e áreas de circulação acessíveis.

PARTICULARIDADES

O Parque Guabirobeira localiza-se em meio a aglomerado urbano de caráter principalmente residencial, em região fortemente antropizada e em intenso processo de expansão urbana.
A topografia da área do parque é quase em sua totalidade bem acentuada e nela localizam-se nascentes de afluentes do Córrego Mombaça. Possui vegetação composta por eucaliptal (Eucalyptus sp.) com sub-bosque, remanescente de Mata Atlântica em estágios inicial a médio de sucessão, campo antrópico e área ajardinada.

Destaques da FLORA (em área aberta à visitação): aroeira-mansa (Schinus terebinthifolia), jatobá (Hymenaea courbaril), jerivá (Syagrus romanzoffiana), maricá (Mimosa bimucronata) e unha-de-vaca (Bauhinia variegata var. candida). Já foram registradas 102 espécies vasculares, das quais estão ameaçadas de extinção: cedro (Cedrela fissilis) e pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia). Inventário de flora 2018.

O BAIRRO
A história de São Mateus remonta ao século XIX, mais precisamente ao ano de 1.842, época em que a fazenda de propriedade de João Francisco Rocha era usada para a criação de cavalos, carneiros e bois. Quando foi vendida a Antônio Cardoso de Siqueira, a terra foi dividida em cinco glebas. No século XX, em plena década de 1940, tudo não passava de uma grande fazenda – a Rio das Pedras.

Em 1946, 50 alqueires foram vendidos à Família Bei (Mateo e Salvador Bei), dando origem à fazenda São Mateus. Dois anos depois, o patriarca Mateo Bei decidiu lotear a área, constituindo assim o bairro de São Mateus. A convicção da família de que o bairro teria vocação para se tornar cidade independente fez com que i filho, Salvador Bei, desse a ele o nome de "Cidade São Mateus". O nome do patriarca também está na principal via e referência do bairro.

A avenida, inclusive, tem um capítulo à parte: foi Nildo Gregório da Silva quem trabalhou em sua abertura, puxando burros para abrir a nova via, exatamente no marco zero da avenida Caguaçu – mais tarde chamada avenida Rio das Pedras. Como residia em São Miguel Paulista, o atento funcionário da empresa contratada por Bei precisava sair de casa às 3h, tomar três conduções, andar cerca de 12km a pé até o largo do Carrão para pegar outro ônibus, percurso que durou três anos. Por isso, fundou “A Voz da Colina, instrumento para as reivindicações de melhorias da região.

A primeira linha de ônibus chegou ao bairro em 1952, ainda com diversas deficiências, pois além de longo, o percurso era íngreme. Os passageiros tinham que dividir o espaço com galinhas e outros animais, além das tranqueiras que eram transportadas. Outras conquistas, como escolas, rede de esgotos, asfalto e iluminação pública, foram implementadas no bairro, graças ao esforço de sua comunidade.

Saiba mais sobre Maria de Fátima Diniz Carrera
A pessoa que empresta seu nome ao parque foi importante líder comunitária da zona leste da capital. Nascida em 1954 em Minas Gerais, veio para a capital paulista em 1976, onde trabalhou como doméstica. Em 1978, casou-se com Nelson Aguilar Carrera, e teve os filhos Nelson e Ricardo. Em 1980, o casal adquiriu um terreno no Jardim Sapopemba, então um bairro ainda novo e sem qualquer infraestrutura. Diante das dificuldades enfrentados, dona Maria de Fátima começou a percorrer os órgãos públicos para pleitear as benfeitorias, como água encanada, luz, rede de esgoto e asfalto. Sua luta não foi em vão: foi reconhecida e eleita presidente da Associação dos Moradores do Jardim Sapopemba. A entidade criou também o Grupo da Melhor Idade para oferecer atividades para os idosos, como terapia chinesa (lin-Gong) e caminhadas diárias. A abnegada senhora nunca deixou de prestar assistência aos menos favorecidos, retirando medicamentos nos postos de saúde para os moradores com dificuldades de mobilidade ou promovendo campanhas para coletar alimentos para famílias carentes. Foi ela quem encampou o movimento para transformar uma área descampada de 52 mil m², dominada por mato e insetos, em parque público. Por ocasião de sua morte, em julho de 2004, a comunidade já desejava que o novo espaço levasse seu nome.
 

CONSELHO GESTOR
Os Conselhos Gestores dos Parques Municipais foram criados em 2003 para garantir a participação popular no planejamento, gerenciamento e fiscalização das atividades que ocorrem nos parques. O objetivo é envolver a comunidade na discussão das políticas públicas de forma consultiva, com enfoque nas questões socioambientais. Os Conselhos são integrados por representantes da sociedade civil (em geral, três frequentadores e um representante de movimento social ou entidade local), um representante dos trabalhadores do parque e três representantes do Poder Executivo.
Saiba mais sobre os Conselhos Gestores no site da SVMA.

Conheça a PROGRAMAÇÃO FIXA do parque.