Tenente Siqueira Campos - Trianon

 Centro-Oeste            

Um retângulo com quatro fotografias dentro, separadas por uma fina linha branca. A primeira foto sendo de uma casa amarela com janelas verdes, a segunda foto dois bancos feitos de tronco de árvore, a terceira foto de troncos de árvores em formas lembrando uma cadeira, a quarta foto árvores com folhas verdes e úmidas. 

Rua Peixoto Gomide, 949 - Cerqueira César
Inaugurado em 03/04/1882
Subprefeitura de Pinheiros
Área: 48.600 m²
Funcionamento: 6h às 18h (fecha às 19h durante horário de verão)
(11) 3253-4973 / 3289-2160

INFRAESTRUTURA
Equipamentos de ginástica, sanitários, rampa de acesso ao parque e áreas de circulação são acessíveis. Destaque para playgrounds e Trilha do Fauno, nome que referencia obra do escultor Victor Brecheret. O parque é histórico e possui um acervo de árvores centenárias e obras de artes relevantes. Além da escultura “Fauno”, de Brecheret, tem também “Aretusa”, de Francisco Leopoldo Silva.

PARTICULARIDADES
Trata-se de um resquício remanescente da Mata Atlântica original e um dos parques centrais mais pesquisados da cidade. No início da década de 1910, no local onde hoje se localiza o MASP, foi construído um belvedere com projeto do arquiteto Ramos de Azevedo, que ficou conhecido como Trianon. Durante as décadas de 1920 e 1930, frequentado pela intelectualidade paulistana, o parque e o belvedere transformaram-se em símbolo da riqueza da elite paulistana e formaram um harmonioso conjunto integrado. Entre os paisagistas responsáveis pelo projeto do parque está o francês Paul Villon e o inglês Barry Parker.

Sua vegetação é composta por bosque heterogêneo, áreas ajardinadas e horta. Destaques da FLORA: abacateiro (Persea americana), alfeneiro (Ligustrum lucidum), aroeira-mansa (Schinus terebinthifolia), bambu-imperial (Bambusa vulgaris), cabeça-branca (Euphorbia leucocephala), cacto-candelabro (Euphorbia ingens), cinamomo (Melia azedarach), eucalipto (Eucalyptus sp.), falsa-seringueira (Ficus elastica), ipê-de-el-salvador (Tabebuia rosea), jambeiro (Syzygium jambos), jatobá (Hymenaea courbaril), jerivá (Syagrus romanzoffiana), magnólia-amarela (Magnolia champaca), paineira (Ceiba speciosa), pau-d’água (Dracaena fragrans), pau-ferro (Libidibia ferrea var. leiostachya), pau-formiga (Triplaris americana), suinã (Erythrina speciosa), tipuana (Tipuana tipu) e unha-de-vaca (Bauhinia variegata). Já foram registradas 73 espécies vasculares, das quais estão ameaçadas de extinção: pau-brasil (Paubrasilia echinata) e pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia).

Já em relação à FAUNA, são observadas 34 espécies de aves comumente encontradas em áreas abertas e bosques da cidade. São elas: gavião-carijó, tuim, anu-preto, beija-flor-de-peito-azul, pica-pau-do-campo, bentevizinho-de-penacho-vermelho, pitiguari, tico-tico e sabiás. Corujinha-do-mato e coruja-orelhuda representam as rapinantes noturnas e o título das migratórias fica com tesoura e andorinhão-do-temporal. A última se reproduz no interior de chaminés, onde o pedinchar de seus filhotes, faz com que o leigo as confunda com morcegos. Ocorrem na área 8 espécies de borboletas.

O BAIRRO

Localizado na zona oeste da cidade de São Paulo, o bairro de Pinheiros é considerado por muitos o bairro mais antigo da metrópole. Nasceu ao longo do rio Pinheiros em 1562 quando, após fracassarem no grande ataque a São Paulo, os índios deixaram Piratininga e se estabeleceram onde hoje está o Largo da Batata, migrando depois para um local conhecido como Nossa Senhora dos Pinheiros.

Por volta do ano de 1600, o chamado Caminho de Pinheiros (atual Consolação) era um dos principais pontos da vila de São Paulo, pois ligava essa região a outras mais distantes. O progresso só veio com o ciclo do café no Brasil, entre o final do século XIX e o começo do século XX. Nesse período registrou-se a chegada de vários imigrantes, como italianos e, mais tarde, japoneses. O bairro sempre teve uma ponte para a travessia sobre o rio, frequentemente destruída por enchentes, até ser erguida uma versão metálica, em 1865.

A herança cultural e artística do Parque reflete sua origem. O espaço de 48,6 mil m² foi projetado pelo paisagista Paul Villon, em 1832, sendo chamado de “Trianon” pela existência de um clube, o Belvedere Trianon, construído em 1916 no espaço hoje ocupado pelo Museu de Arte de São Paulo (MASP). Por muito tempo, o espaço inaugurado em 3 de abril de 1892 recebeu toda a influência da cultura europeia consumida pela aristocracia cafeeira. Em 1931, o Trianon recebeu oficialmente o nome atual, homenagem ao tenente Antonio de Siqueira Campos, herói do Movimento Tenentista de 1924.

Árvores centenárias remanescentes da Mata Atlântica o transformam em uma ilha no meio da selva de concreto que circunda a icônica via paulistana. Mas nem sempre foi assim: a via era o topo de um maciço de montanha, com inclinações de até 45º a serem trilhados para vencer os trechos entre a Sé e Jurubatuba. A trilha cruzava a área de campo pelo Caminho dos Pinheiros (rua da Consolação) e o trecho descendente, após vencer essa topografia, até o rio Pinheiros, era feito entre bosques de araucária.

Hoje
A criação do Parque foi essencial para preservar essa vegetação, além de reunir em seus caminhos inúmeras atrações culturais e obras de arte, assinadas por Victor Brecheret (O Fauno), Luiz Brizzolara (Monumento ao Anhanguera, homenagem controversa ao bandeirista Bartolomeu Bueno da Silva), e Francisco Leopoldo Silva (Aretusa). Outro homenageado é o compositor Paulo Vanzoline, cujo nome identifica a passarela que une as duas glebas do parque. A própria avenida Paulista tem história: foi local de largada de várias corridas de automóvel nos anos 1920 e recebeu, em 1924, a primeira Corrida de São Silvestre.

QUEM FOI O TENENTE SIQUEIRA CAMPOS?
O nome atual do parque foi dado em 1931, em homenagem a um dos heróis da Revolução do Forte de Copacabana, na Revolta Tenentista. Siqueira Campos foi um militar e político brasileiro que participou do movimento tenentista e da Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, em julho de 1922. Foi um dos militares que marcharam na Avenida Atlântica, na orla marítima de Copacabana, em direção aos cerca de três mil soldados legalistas e que, após intenso tiroteio em um combate totalmente desigual (18 revoltosos), acabaram sendo derrotados em frente à Rua Barroso, na altura do Posto 3 de Copacabana.

Além de dar nome ao "Parque Trianon", em São Paulo, Siqueira Campos empresta seu nome também à chamada “Praça do Relógio”, construída em 1930, no município de Belém do Pará. As quatro luminárias compõem um relógio central importado da Inglaterra à época de sua construção. Em Pouso Alegre, Minas Gerais, o estádio do 14º Grupo de Artilharia de Campanha (14º GAC) recebe o nome de Estádio Siqueira Campos. Muitas vias em diversos estados brasileiros também receberam essa denominação.

CONSULTE AQUI O REGULAMENTO DO PARQUE

CONSELHO GESTOR
Os Conselhos Gestores dos Parques Municipais foram criados em 2003 para garantir a participação popular no planejamento, gerenciamento e fiscalização das atividades que ocorrem nos parques. O objetivo é envolver a comunidade na discussão das políticas públicas de forma consultiva, com enfoque nas questões socioambientais. Os Conselhos são integrados por representantes da sociedade civil (em geral, três frequentadores e um representante de movimento social ou entidade local), um representante dos trabalhadores do parque e três representantes do Poder Executivo. Saiba mais sobre os Conselhos Gestores no site da SVMA.

COMO CHEGAR?
271M/10 – Metrô Santana / Pq. Novo Mundo
278A/10 – Metrô Santana / Penha
271A/51 – Metrô Santana / Cangaíba
2026/10 – Jaçanã / Pq. Novo Mundo
172X/10 – Metrô Tatuapé / Pq. Novo Mundo.
+ informações: www.sptrans.com.br

METRÔ:
Linha 2 Verde – Estação Trianon - Masp

CICLOFAIXA DE LAZER:
Circuito Centro-Paulista - Funciona aos domingos e feriados das 7h às 16h.