Raposo Tavares

 Centro-Oeste            

Um retângulo com quatro fotografias dentro, separadas por uma fina linha branca. A primeira foto de um campo aberto com grama no chão e árvores em variados tons de verdes ao fundo, a segunda foto de uma árvore somente com algumas flores vermelhas, sem folhas e um banco de concreto com mosaico na lateral nas cores vermelho, azul, branco e amarelo, a terceira foto das folhas verdes de um coqueiro, a quarta foto de pequenas árvores com folhagem verde clara. 

Rua Telmo Coelho Filho, 200 - Jardim Olympia
Criado por decreto em 26/11/2008
Subprefeitura do Butantã
Área 195.000 m²
Funcionamento: 7h às 19h
(Portões: das 4h às 22h)
Telefone: (11) 3735-1372

 

INFRAESTRUTURA

Pista de Cooper, playground, quadras poliesportivas, campo de futebol, sanitários, campinhos de terra, áreas de estar, trilhas para caminhada, churrasqueiras, quiosques e estacionamento gratuito. Dentro da área do parque funcionam também o Centro de Referência em Segurança Alimentar e Nutrição do Butantã, ligado à Secretaria do Trabalho e Empreendedorismo; um Telecentro, ligado à Secretaria de Inovação e Tecnologia; um Ecoponto e uma central de triagem de materiais (resíduos sólidos) recicláveis, ligados à Subprefeitura do Butantã. Esta central, com 2 mil m² de área construída, é o maior equipamento para tratamento de resíduos sólidos da cidade.

Aos sábados e domingos, funciona no parque o programa “Bosque da Leitura”, da Secretaria Municipal de Cultura. Possui estacionamento gratuito, rede wi-fi e área de churrasqueira de uso gratuito.
PARTICULARIDADES 

Localizado junto à Rodovia Raposo Tavares, o parque foi o primeiro da América do Sul construído sobre um aterro sanitário. Por isso, apresenta características peculiares: seu solo é formado por camadas compactadas de lixo. Elas são revestidas por uma camada de argila (para diminuir a emanação de gases) e por outra de terra (que serve de substrato à vegetação).

Vegetação com áreas ajardinadas, gramados e bosques implantados. Destaques da FLORA: areca-bambu (Dypsis lutescens), braquiquíton (Brachychiton sp.), canafístula (Cassia leptophylla), embaúba-branca (Cecropia pachystachya), embiruçu (Pseudobombax grandiflorum), faveira (Peltophorum dubium), figueira-benjamim (Ficus benjamina), gota-santa (Euphorbia umbellata), grevílea-gigante (Grevillea robusta), ingá-branco (Inga laurina), jacarandá-mimoso (Jacaranda mimosifolia), jerivá (Syagrus romanzoffiana), mirindiba-rosa (Lafoensia glyptocarpa), paineira (Ceiba speciosa), palmeira-real (Roystonea sp.), pau-brasil (Paubrasilia echinata), pau-ferro (Libidibia ferrea var. leiostachya), pau-jacaré (Piptadenia gonoacantha), pau-mulato (Calycophyllum spruceanum), pinange (Koelreuteria elegans), pitangueira (Eugenia uniflora), seafórtia (Archontophoenix cunninghamiana), sibipiruna (Poincianella pluviosa var. peltophoroides), tarumã-branco (Citharexylum myrianthum), tipuana (Tipuana tipu) e urucurana (Croton urucurana).

Já foram registradas 184 espécies vasculares, das quais estão ameaçadas de extinção: cedro (Cedrela fissilis), palmito-jussara (Euterpe edulis), pau-brasil (Paubrasilia echinata) e pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia). Inventário de flora 2018.

Foram identificadas em sua FAUNA três espécies de répteis, 2 espécies de aranhas e 53 de aves, incluindo o periquito-rico, que possui distribuição restrita à Mata Atlântica. Aves comuns de áreas abertas foram avistadas como coruja-buraqueira, andorinha-pequena-de-casa, suiriri-cavaleiro, chopim e tico-tico. A corujinha-do-mato é exemplo da fauna noturna. Sabiás e pica-paus também contribuem para compor a fauna do parque. Dentre as espécies migratórias foram vistos o suiriri, o bem-te-vi-rajado e o andorinhão-do-temporal.

O BAIRRO
O Butantã, na zona oeste da cidade de São Paulo, começou a ser ocupado por volta de 1930, num movimento de urbanização contíguo à antiga Estrada de Itapecerica (atual Av. Prof. Francisco Morato). A região era rota de bandeirantes e jesuítas que se dirigiam ao interior do país.

A região era constituída pelos sítios Butantã, Rio Pequeno, Invernada Grande ou Votorantim, Campesina ou Lajeado e Morumbi. O desenvolvimento do bairro ocorreu a partir de 1900, principalmente após a implantação do Instituto Butantan (1901) e da Cidade Universitária (1934). A partir dos anos 20, começaram a surgir os primeiros bairros: Vila Butantã, Vila Lageado e Cidade Jardim. Nos anos 30, surgiram os bairros Peri Peri, Vila Clodilte, Vila Gomes, Água Podre e Caxingui. Nas décadas de 40 e 50, foram os bairros Jardim Guedala, Previdência, Vila Progredior, Vila Hípica, Jardim Ademar, Jardim Trussardi e Vila Pirajussara.

QUEM FOI RAPOSO TAVARES?
O português Antônio Raposo Tavares chegou ao Brasil em 1618 e, como bandeirante, expandiu as fronteiras brasileiras frente aos domínios espanhóis. Veio em companhia do pai, Fernão Vieira Tavares, governador da capitania de São Vicente. Foi responsável pelo aprisionamento de índios para o trabalho escravo nos engenhos coloniais; em 1622, fixou-se em São Paulo, de onde partiu a sua primeira bandeira, seis anos mais tarde. Essa expedição, em direção ao Guaíra, iniciou o processo de expulsão dos jesuítas espanhóis da região, ampliando as fronteiras do Brasil e assegurando a posse dos territórios dos atuais estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
Em 1633, Raposo Tavares tornou-se juiz ordinário, e em seguida ser ouvidor da capitania de São Vicente. Três anos mais tarde, partiu em nova expedição, desta vez para expulsar os jesuítas espanhóis estabelecidos na região do Tapes, também no atual Rio Grande do Sul. Combateu as invasões holandesas entre 1639 e 1642; sua última expedição foi a chamada bandeira de Limites: considerada a primeira viagem em torno do território brasileiro, partiu de São Paulo em 1648, com 1.200 homens (brancos, mamelucos e índios), e percorreu mais de 10 mil quilômetros em três anos. Seguiu os cursos dos rios Paraguai, Guaporé, Madeira e Solimões-Amazonas, navegando até Gurupá, atual estado do Pará, com tropa reduzida a 59 brancos e alguns índios. Os sobreviventes retornaram a São Paulo, e dizem que Raposo Tavares estava tão desfigurado que nem os seus parentes o reconheceram.

CONSELHO GESTOR
Os Conselhos Gestores dos Parques Municipais foram criados em 2003 para garantir a participação popular no planejamento, gerenciamento e fiscalização das atividades que ocorrem nos parques. O objetivo é envolver a comunidade na discussão das políticas públicas de forma consultiva, com enfoque nas questões socioambientais. Os Conselhos são integrados por representantes da sociedade civil (em geral, três frequentadores e um representante de movimento social ou entidade local), um representante dos trabalhadores do parque e três representantes do Poder Executivo.
Saiba mais sobre os Conselhos Gestores no site da SVMA.


ÔNIBUS:
477P-10 – Ipiranga – Rio Pequeno
6206-10 – Jd. D’Abril – Term. Bandeira
7002-10 – Jd. Rosa Maria- Hosp. das Clínicas
701T-10 – Jd. Paulo VI – Center Norte
714C-10 – Cohab Educandário – Lgo. da Pólvora
7454-10 – Cohab Educandário – Term. Princesa Isabel
7458-10 – Jd. Boa Vista – Estação da Luz

+ informações: www.sptrans.com.br

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/sys/admin/fckeditor/editor/images/spacer.gif