Jardim das Perdizes

 Centro-Oeste            

Um retângulo com quatro fotografias dentro, separadas por uma fina linha branca. A primeira foto de um espaço aberto com bancos, mesa e banquinhos de concreto ao fundo grama verde, a segunda foto de uma escultura amarela em espiral e o parquinho ao fundo, a terceira foto da pista de corrida e árvores com folhas verdes ao redor, a quarta foto um campo aberto com chão de grama verde e árvores compridas com folhas verdes.

Endereço: Rua Quatro, s/n – Água Branca
Criado por decreto em 28/07/2012
Subprefeitura da Lapa
Área: 45.967 m²
Aberto diariamente das 6h às 22h, a partir de sábado (31/10)


INFRAESTRUTURA:
Pista de Cooper, ciclovia, playground, equipamentos de ginástica para a terceira idade e administração compõem o parque, instalado em antiga gleba da Companhia Telefônica, na região da Barra Funda. Serviços fixos, como locação de bicicletas, ou ocasionais, como os festivais de food truck, fazem dele um dos mais urbanos e cosmopolitas parques da cidade. As áreas verdes receberam o Selo de Acessibilidade, concedido pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência.

PARTICULARIDADES

O parque foi implantado em área doada à Prefeitura em função do empreendimento urbano realizado ao seu redor. A tecnologia adotada em sua edificação contempla soluções sustentáveis, como a opção por um piso drenante (para não comprometer a absorção das águas pluviais). Comodidades usuais, como bebedouros, não são exclusividade dos humanos – os PETs foram contemplados com equipamentos literalmente à sua altura. Ao longo de sua silhueta, destacam-se obras da artista plástica Tomie Ohtake (1913-2015).

O Jardim das Perdizes possui ciclovia em asfalto drenante, playground, aparelhos de ginástica, pisos podotáteis para orientação de deficientes visuais e bancos para descanso e leitura. Suas calçadas também são mais amplas, com rampas, e iluminação das ruas internas feita com lâmpadas de LED. O sistema de drenagem permite que toda a água pluvial seja absorvida sem escoamento para os córregos da região, evitando inundações.

Vegetação com gramados e arborização implantada. Destaques da FLORA: carombola (Averrhoa carambola), jaboticabeira (Plinia cauliflora), jambo (Syzygium jambos), jambolão (Syzygium cumini), jerivá (Syagrus romanzoffiana), leucena (Leucaena leucocephala), pínus (Pinus sp.) e sagu-das-molucas (Cycas circinalis). Já foram registradas 43 espécies vasculares, das quais estão ameaçadas de extinção: cedro (Cedrela fissilis), pau-brasil (Paubrasilia echinata) e pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia). Inventário de flora 2020.

O BAIRRO
A referência que se tem do bairro de Perdizes data de 1897, quando Joaquim Alves Fidelis resolveu fixar ali sua residência. Como havia muitas árvores nativas, ele também criava perdizes no fundo de seu terreno. A perdiz, ave bastante ruidosa, acabou por “batizar” o bairro, já que era conhecido como “quintal das perdizes”. Em 1897, o bairro entrou para o mapa oficial de São Paulo.

A presença das ferrovias e das indústrias fez com que outros bairros surgissem ao redor, como Lapa e Barra Funda. Devido às áreas de várzea, as enchentes eram recorrentes e muitas ruas se tornavam intransitáveis. A rua principal era a Thabor – em homenagem a um monte bíblico, que em 1907 prestou homenagem a Cardoso de Almeida. O advogado ocupou diversos cargos públicos (foi deputado estadual, secretário da Justiça, chefe de polícia e secretário do interior, além de compor a diretoria da Cia. Paulista de Estradas de Ferro).

Embora o nome viesse de uma ave, a perdiz, as ruas do bairro fizeram homenagem a diversas tribos e aldeias indígenas, com forte presença no bairro, como Turyassu, Traipu, Itapicuru e Caetés. Outros nomes foram incorporados às ruas, como Apiacás, Apinajés, Cayowaá, Caraíbas, Cotoxó, Iperoig, Tucuna e Cherentes. Duas ruas em particular homenagearam dois índios importantes de nossa história: Aimberê e Bartira.

A Capela de Santa Cruz ficava no “largo” do bairro, onde as missas foram rezadas entre 1881 e 1902. Em 1914, ergueu-se em seu lugar a Paróquia São Geraldo; ela foi concluída em 1932, com o apoio do Conde Matarazzo. Ela guarda um tesouro histórico: o sino Bronze Velho, com o qual se anunciou a proclamação da Independência. Uma conquista importante que mereceu a homenagem ao Padre Péricles, hoje sepultado sob o altar e que empresta seu nome ao logradouro.

Nos anos 40, com a chegada do bonde ligando as Perdizes à Praça do Correio, notou-se a facilidade de circulação de estudantes. A infraestrutura, no entanto, era pequena e dependia do esforço de famosos, como o goleiro Oberdan Cattani (do Palmeiras): após reclamar muito da falta de calçamento, chamou o então governador Adhemar de Barros para visitá-lo. O carro da autoridade atolou ... e algumas obras saíram, como calçamento da rua Desembargador do Vale e a canalização do córrego.

A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) foi instalada em 1949, na Rua Monte Alegre, ocupando antigo prédio do Mosteiro de Santa Teresa, pertencente às freiras carmelitas. Os quartos foram transformados em salas de aula. Em 1960, segundo um morador antigo, a Avenida Sumaré terminava num pântano e tinha um ribeirão, que precisava ser vencido com um aglomerado de tábuas de madeira. Outro destaque do bairro é o Tuca, teatro da universidade fundado em 1965.

CONSELHO GESTOR
Os Conselhos Gestores dos Parques Municipais foram criados em 2003 para garantir a participação popular no planejamento, gerenciamento e fiscalização das atividades que ocorrem nos parques. O objetivo é envolver a comunidade na discussão das políticas públicas de forma consultiva, com enfoque nas questões socioambientais. Os Conselhos são integrados por representantes da sociedade civil (em geral, três frequentadores e um representante de movimento social ou entidade local), um representante dos trabalhadores do parque e três representantes do Poder Executivo.
Saiba mais sobre os Conselhos Gestores no site da SVMA.