Chácara do Jockey

 Centro-Oeste            

Um retângulo com quatro fotografias dentro, separadas por uma fina linha branca. A primeira foto uma árvore grande, a segunda foto lago com árvores ao fundo, a terceira foto flores cor de rosa com uma casa ao fundo, a quarta foto quiosque com telhas marrons com banco e pilastras brancas. 

 Av. Prof. Francisco Morato, 5300 - Vila Sônia
Inaugurado em 30/04/2016
Subprefeitura do Butantã
Área: 143.531 m²
Funcionamento: 6h às 20h
Telefone: (11) 3722-3264

INFRAESTRUTURA

O espaço está dividido basicamente em três núcleos. O acesso pelo Portão P1 (Av. Prof. Francisco Morato) dá acesso direto ao Núcleo Esportivo, que concentra Administração, Espaço de Convivência, área voltada para atividades comunitárias e de celebração. Diversos esportes podem ser praticados na Quadra Poliesportiva, enquanto o Skatepark comporta atletas amadores das modalidades de skate (street e bowl), patins e BMX. Os Campos de Futebol são circundados por extensa pista de caminhada, onde também é possível encontrar a Sede dos Pequeninos do Jockey – voltado para a formação de base de jogadores de futebol – e Equipamentos de Ginástica disponíveis também para uso da melhor idade.

A entrada pelo Portão P3 (av. Pirajussara) conduz ao Núcleo Contemplativo, setor de caminhada com passeios de terra batida, ladeados por bancos espalhados pelas margens do lago. Há extenso gramado sombreado pelo pergolado. Oficinas, aulas e demais ações socioambientais são desenvolvidas no Galpão de Atividades, ao lado do playground. Há mesas e bancos para piquenique, juntamente com o antigo Redondel, Coreto e Cocheiras – onde são realizadas apresentações culturais.

Já o Núcleo Cultural das Baias, com cerca de 8.800 m², é considerado o maior e mais complexo conjunto de edificações voltado para a cultura e iniciativas de produção, formação e fruição do saber artístico, sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Cultura (SMC). Sua Casa de Cultura recebe atividades de coletivos culturais e artistas locais, com espaços para oficinas de criação e salas multiuso enquanto a Praça da Balança – assim chamada por preservar a antiga balança de pesagem de animais – abriga um pequeno anfiteatro a céu aberto, bancos e uma grande mesa de trabalho para oficinas ao ar livre, ampliando as possibilidades de atividades culturais.

O edifício onde hoje está instalada a GCM será convertido em um Centro de Memória do Bairro com espaços onde artesãos da região poderão expor suas obras ao lado do Restaurante, que contará com ampla varanda e deck. No complexo funcionará também o LEIA – Laboratório de Experimentação e Inovação Audiovisual, gerido pela SPCine (empresa de cinema e audiovisual da Prefeitura de São Paulo).

O parque conta ainda com uma unidade do FabLab Livre SP, uma rede pública de fabricação digital gerida pela Secretaria Municipal de Serviços. O laboratório atua como centro de pesquisa e produção tecnológica e tem equipamentos de última geração – como impressoras 3D, fresadoras de precisão, cortadoras a laser e de vinil – para uso colaborativo e aprendizado interdisciplinar da população, que poderá projetar e produzir diversos tipos de objetos em diferentes escalas.

Foram registradas 33 espécies de FAUNA, sendo 29 de aves e 4 de borboletas. É possível observar espécies endêmicas da Mata Atlântica como o arredio-pálido e o periquito-rico. Columbídeos, sabiás, bem-te-vis e sanhaçus estão bastante diversificados. Destaque para o registro do gavião-asa-de-telha, rapinante ameaçado de extinção.

Sua FLORA apresenta bosques heterogêneos, áreas ajardinadas e gramados, e seus destaques são: aleluia (Senna multijuga), aroeira-mansa (Schinus terebinthifolia), árvore-samambaia (Filicium decipiens), canela-amarela (Nectandra barbellata), cipó-de-são-joão (Pyrostegia venusta), chichá (Sterculia curiosa), costela-de-adão (Philodendron bipinnatifidum), falsa-seringueira (Ficus elastica), figueira-benjamim (Ficus benjamina), flamboiã (Delonix regia), insulina-vegetal (Cissus verticillata), ipê-rosa (Handroanthus heptaphyllus), jacarandá-mimoso (Jacaranda mimosifolia), jerivá (Syagrus romanzoffiana), lírio-do-brejo (Hedychium coronarium), pau-ferro (Libidibia ferrea var. leiostachya), pitangueira (Eugenia uniflora), seafórtia (Archontophoenix cunninghamiana), sibipiruna (Poincianella pluviosa var. peltophoroides), tapiá-guaçu (Alchornea sidifolia) e tipuana (Tipuana tipu). Já foram registradas 82 espécies vasculares, das quais está ameaçada de extinção: canela-amarela (Nectandra barbellata).

Inventário de flora 2018.

O BAIRRO

O Butantã, na zona oeste da cidade de São Paulo, começou a ser ocupado por volta de 1930, num movimento de urbanização contíguo à antiga Estrada de Itapecerica (atual Av. Prof. Francisco Morato). Em 1946, a propriedade rural conhecida como Chácara do Ferreira foi adquirida pelo Jockey Club de São Paulo para ali criar e treinar os cavalos de corrida. Nos anos seguintes, tornou-se posto de monta e abrigo dos animais que disputariam os páreos no hipódromo de Cidade Jardim. Na década de 1970, foi fundado o Clube Pequeninos do Jockey, voltado à formação de base de jogadores de futebol; aos poucos, o terreno foi perdendo sua função original.

Em outubro de 2014, a Prefeitura de São Paulo tomou posse da Chácara do Jockey, atendendo a uma reinvindicação de mais de 30 anos dos moradores do entorno, que desejavam ali criar um parque. Seus cerca de 143 mil m² (o equivalente a 20 campos de futebol) foram declarados de utilidade pública. A desapropriação envolveu o valor de IPTU devido pelo Jockey à Municipalidade.

Após a adequação do complexo, iniciada em 2015 para também preservar as estruturas históricas e a memória de seu espaço físico e paisagístico, a Prefeitura de São Paulo abriu o equipamento ao público em etapas, para comportar o grande porte do parque. As intervenções foram realizadas em duas etapas: a primeira permitiu a inauguração do Parque Municipal Chácara do Jockey, em abril de 2016, contempla três áreas temáticas: Núcleo Contemplativo do Pirajussara; Núcleo Cultural das Baias; e Núcleo Esportivo do Jockey. Espera-se concluir nova etapa, serão feitas obras de maior porte que envolvem o restante das baias do Polo Cultural e Criativo Municipal da Chácara do Jockey, Ed. Pedro Augustín Pérez (UMAPAZ), novas instalações da Guarda Civil Municipal, ampliação dos sanitários e readequação dos antigos silos.

HISTÓRICO
A região, rota de passagem de bandeirantes e jesuítas que se dirigiam ao interior do país, recebeu o primeiro “trapiche” montado por Afonso Sardinha, em sesmaria obtida em 1607. As terras dessa antiga sesmaria receberam vários nomes: Ybytatá, Uvatantan, Ubitatá, Butantan e, finalmente, Butantã. O nome teria dois significados possíveis: "terra socada e muito dura" e "lugar de vento forte". Os jesuítas foram expulsos de lá em 1759 e as terras, confiscadas e vendidas. Um dos últimos proprietários foi a família Vieira de Medeiros, que as vendeu em 1915 para a Cia. City Melhoramentos (empresa responsável pela urbanização das margens do rio Pinheiros).

Datam do século XVII e XVIII duas construções históricas localizadas na região do Butantã: a Casa do Sertanista e a Casa do Bandeirante, ambas tombadas. O bairro é muito conhecido por abrigar o Instituto Butantan (com esta grafia), inaugurado em 1901. A seguir foi implantada a Cidade Universitária, determinando assim o desenvolvimento do bairro. Os bairros vizinhos surgiram a partir dos anos 1930, como Peri Peri, Vila Clodilte, Vila Gomes, Água Podre e Caxingui. Nas décadas de 40 e 50, foram os bairros Jardim Guedala, Previdência, Vila Progredior, Vila Hípica, Jardim Ademar, Jardim Trussardi e Vila Pirajussara.

O PARQUE

Em 1946, a propriedade rural conhecida como Chácara do Ferreira foi adquirida pelo Jockey Club de São Paulo com o objetivo de estabelecer um local adequado para a criação e treinamento de cavalos de corrida. Nos anos seguintes, a Chácara funcionou como posto de monta e abrigo dos animais que disputariam os páreos no hipódromo de Cidade Jardim. Na década de 70, foi fundado o Clube Pequeninos do Jockey, voltado à formação de base de jogadores de futebol e, no período posterior, o terreno foi perdendo sua função original.

Em outubro de 2014, a Prefeitura de São Paulo tomou posse da Chácara do Jockey, atendendo a uma reinvindicação de mais de 30 anos dos moradores da região pela criação de um parque. Com mais de 143 mil m² (o equivalente a 20 campos de futebol), a área foi declarada de utilidade pública e sua desapropriação envolveu um processo de negociação com o Jockey Club – onde a indenização pelo imóvel foi compensada pela dívida de IPTU acumulada ao longo dos anos pelo proprietário com a administração municipal.

Em 2015, deu-se início à adequação do complexo visando à preservação de estruturas históricas, a memória do espaço físico e paisagístico e a adaptação do local em parque público urbano. Considerando a dimensão e complexidade das obras e o compromisso da Prefeitura de São Paulo em abrir o equipamento ao público, as intervenções na propriedade foram divididas em duas etapas. A primeira, que permitiu a inauguração do Parque Municipal Chácara do Jockey em abril de 2016, contempla três áreas temáticas: Núcleo Contemplativo do Pirajussara; Núcleo Cultural das Baias; e Núcleo Esportivo do Jockey.

Já na segunda etapa, serão feitas obras de maior porte que envolve o restante das baias do Polo Cultural e Criativo Municipal da Chácara do Jockey, Ed. Pedro Augustín Pérez (UMAPAZ), novas instalações da Guarda Civil Municipal, ampliação dos sanitários e readequação dos antigos silos.
 

CONSELHO GESTOR
Os Conselhos Gestores dos Parques Municipais foram criados em 2003 para garantir a participação popular no planejamento, gerenciamento e fiscalização das atividades que ocorrem nos parques. O objetivo é envolver a comunidade na discussão das políticas públicas de forma consultiva, com enfoque nas questões socioambientais. Os Conselhos são integrados por representantes da sociedade civil (em geral, três frequentadores e um representante de movimento social ou entidade local), um representante dos trabalhadores do parque e três representantes do Poder Executivo.
Saiba mais sobre os Conselhos Gestores no site da SVMA.

COMO CHEGAR:
• 809L-10 Campo Limpo / Lapa
• 8026-10 Jd. Ingá / Butantã
• 746H-10 Jd. Jaqueline / Santo Amaro
• 6250-10 Jd. Jaqueline / Terminal Bandeira
• 8605-10 Terminal Campo Limpo / Terminal Bandeira
• 8075-10 Terminal Campo Limpo / Metrô Butantã
• 857A-10 Terminal Campo Limpo / Metrô Santa Cruz
+ informações: www.sptrans.com.br

METRÔ:
Linha 4 Amarela - Estação Butantã