Meio Ambiente

Prática da vaquejada é uma agressão aos animais


Foto: Divulgação


Não é de hoje que o homem alimenta sua competitividade a partir de atividades que envolvem animais de forma letal – das velhas brigas de galo às touradas. Embora se presencie uma crescente conscientização sobre o “direito” animal, tramita em Brasília Projeto de Lei que propõe a regulamentação da vaquejada e de outras atividades similares. Seus defensores “elevam” a vaquejada a “patrimônio cultural imaterial”, ignorando os abusos e maus-tratos a que são submetidos os animais, muitas vezes fatais.

“Nos dias de hoje, onde os seres humanos tomam consciência das graves ameaças ambientais que vivemos, exaltamos também a importância da preservação das outras espécies que coabitam o Planeta”, afirmou Gilberto Natalini, titular da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA). “Expresso minha opinião absolutamente contrária à prática da vaquejada, que submete os animais a maus tratos e tortura”.

As manifestações contrárias à pratica da vaquejada surgem de todas as partes, desde cidadãos pelas mídias sociais a entidades sérias, como o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (FNPDA). A própria ministra Carmen Lucia comentou que não poderia ser favorável à prática, após presenciar o que é feito com o animal. São inúmeras as manifestações de juristas, técnicos e médicos veterinários quanto aos maus-tratos impostos pela vaquejada aos animais.

Agressões

Os movimentos bruscos para a contenção do animal pelo rabo promovem inflamação e infecção na medula espinhal, provocando dor intensa, luxações e entorses em costelas e até perfuração de órgãos internos. Para tornar o animal mais “atraente” ao público (leia-se mais agressivo), há recursos para comprimir a genitália, uso de elementos perfurantes em regiões estratégicas, choques elétricos, chutes e substâncias abrasivas introduzidas em seu corpo; o uso de equipamento de som em alto volume prejudica a audição do animal.

Os partidários da vaquejada argumentam seu valor para a economia, como atrativo turístico, além de apelar para o aspecto cultural das atividades, notadamente em relação à cultura nordestina. No entanto, essa linha de pensamento vai na contramão da história, uma vez que se discute com tanto afinco a defesa dos animais. “A prática de vaquejada, assim como outras atividades que impetram abusos e maus tratos aos animais, deve ser banida definitivamente”, reforça Gilberto Natalini.