Centro Aberto

Centro Aberto em expansão

Os resultados dos projetos piloto implantados foram positivos e houve o entendimento da sociedade de que a melhoria de espaços públicos passa impreterivelmente pela renovação das suas formas de uso. O Programa Centro Aberto se qualifica como um importante processo de transformação da cidade e abre caminho para novas possibilidades de intervenção.

A partir da metodologia testada, o programa parte agora para a seleção de novos espaços e ações estratégicas de transformação. Apoiar a vida nos espaços públicos é o objetivo principal do Centro Aberto, e para que as ações sejam bem recebidas e eficazes, o processo de articulação local é fundamental, assim também como a ampliação do diálogo e o alcance público do projeto.

Nas próximas etapas, o Programa Centro Aberto visa expandir seus horizontes com uma atuação mais disseminada e descentralizada na cidade, objetivando a instalação de projetos em novas localidades, em regiões afastadas do centro, afim de que, além de contribuir para a questão de requalificação e ressignificação de espaços, possa também compreender e se adaptar as mais diferentes realidades e demandas de regiões mais distantes.

Após diversos estudos da SP-Urbanismo que levaram em conta potencialidades de transformação de novas centralidades, foram selecionados os seguintes locais para receber o Programa: Avenida Dr. Antonio Maria Laet (Santana-Tucuruvi), Largo do Clipper (Freguesia – Brasilândia), Praça Padre Bento (Mooca), Praça Ministro Costa Manso (Sé) e Praça Oito de Setembro (Penha). As obras serão financiadas pelo Fundo de Desenvolvimento Urbano (FUNDURB) e devem ser entregues em 2020.

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Os projetos do Centro Aberto não buscam construir novos espaços, mas, sobretudo, transformar as estruturas preexistentes através da renovação de suas formas de uso.

 Renovação das formas de uso

O Programa Centro Aberto tem como objetivo a transformação e ampliação do uso de espaços públicos subutilizados ou mesmo cercados, através de intervenções de pequena escala, ao modificar estruturas preexistentes permitindo atividades diversas. Promover a diversificação das atividades – envolvendo um número maior de grupos de usuários, em faixas de tempo também ampliadas – constitui-se em um instrumento fundamental para a construção do domínio público sobre os espaços. Esse processo é capaz de promover, além da melhoria na percepção de segurança, o reforço no sentido de pertencimento e identificação da população com o Centro.

As unidades do Largo de São Francisco e Praça Ouvidor Pacheco e Silva e do Largo do Paissandu e Avenida São João foram as primeiras unidades implantadas. Após seis meses de uso e concluída a fase de testes e análises, já haviam sido aprovadas e incorporadas pela população. Após um ano das duas primeiras unidades, mais três foram desenvolvidas no centro da cidade, sendo Largo São Bento, Rua Galvão Bueno e Largo General Osório. A partir do resultado das análises, consolidou-se a pertinência desta forma de intervenção, que permite o diálogo público, o envolvimento da comunidade e atrai usuários e potenciais usuários para se engajar no processo de mudança da cidade com relação às suas próprias necessidades e demandas.

 

Projetos implantados

 

Baixe aqui o caderno Centro aberto - Experiências na escala humana: PDF

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