Prefeitura inicia cadastramento de agricultores da zona sul

Financiado pelo Ligue os Pontos, estudo busca viabilizar a implementação de políticas públicas que fortaleçam a agricultura, a geração de renda e a preservação ambiental do Município

 

Durante os meses de dezembro e janeiro de 2019, a Prefeitura de São Paulo cadastrará unidades de produção na zona rural sul da Cidade (distritos de Grajaú, Parelheiros e Marsilac) para identificar e conhecer melhor os agricultores da região. O estudo é financiado com recursos do Ligue os Pontos, projeto coordenado pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL).

O objetivo é constituir um banco de dados da zona rural paulistana – recriada pelo Plano Diretor Estratégico (PDE) de 2014 – a fim de viabilizar a implementação de políticas públicas que fortaleçam a agricultura, a geração de renda e a preservação ambiental do Município.

Levando-se em conta o último censo rural realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa é que sejam ouvidas entre 300 e 400 produtores.  

Os entrevistados serão consultados quanto à disponibilização dos dados coletados para uso da Prefeitura, sendo garantido o sigilo das informações pessoais. Caso algum agricultor recuse participar da pesquisa, apenas sua localização constará no banco de dados.

A coleta de informações, bem como o processamento para construção de indicadores – prevista para ocorrer em fevereiro do ano que vem – serão feitos pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP).

Para eventuais esclarecimentos, entre em contato com agricpontos@gmail.com

Ligue os Pontos

O projeto Ligue os Pontos foi o vencedor do concurso “Mayors Challenge 2016” (Desafio dos Prefeitos), promovido pela Bloomberg Philantropies para a América Latina e Caribe.

Seu principal objetivo é conectar os produtores de alimentos da agricultura familiar na Zona Sul de São Paulo aos potenciais consumidores, evitando que essas áreas cultiváveis sejam tomadas pela urbanização informal e coloquem em risco a segurança hídrica da cidade.

Coordenado pela SMUL, o projeto é estruturado por meio da contribuição e apoio das secretarias municipais de Desenvolvimento Econômico (SMDE), Educação (SME), Verde e Meio Ambiente (SVMA), Relações Internacionais (SMRI), Inovação e Tecnologia (SMIT) e Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), e também do diálogo constante com outros agentes atuantes na Zona Rural.