Retrato da pessoa idosa na cidade de São Paulo

Análise mostra que o envelhecimento no Município está acima da média nacional e atinge todos os segmentos sociais da cidade de São Paulo.

Os idosos corresponderão a 30% da população do município de São Paulo em 2050, segundo a Fundação Seade. Atualmente existem 1,7 milhão de idosos no município, o que corresponde a 15% da população paulistana. Para mostrar o significado desse fenômeno, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, por meio da Coordenadoria de Produção e Análise de Informação (GEOINFO), em parceria com a Coordenação de Políticas para a Pessoa Idosa, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, elaborou o estudo "Retrato da pessoa idosa na cidade de São Paulo". O objetivo é mapear envelhecimento crescente da população paulistana, destacando diferenças intraurbanas na distribuição desse fenômeno e nas características da população idosa na capital paulista, e assim subsidiar políticas públicas e aprimorar ações de planejamento urbano da cidade.

A análise mostra que o envelhecimento no Município está acima da média nacional e é constituído, sobretudo, por mulheres. Em 2017, 60% dos idosos eram desse gênero. Se considerarmos apenas as pessoas com 85 anos ou mais, o índice chega a 70,2%. Sobre a cor de pele, a maioria é composta por brancos, tanto homens (69%), quanto mulheres (71%), segundo Censo Demográfico do IBGE de 2010.

Essa tendência ao envelhecimento da população é um fenômeno que atinge todos os segmentos sociais daqueles que vivem em São Paulo. As questões apontadas neste estudo, no entanto, mostram que vive-se mais nas zonas que desfrutam de melhor estrutura urbana e que são melhor atendidas por serviços, com destaque especial para as áreas de saúde e educação. Por outro lado, é nas áreas mais desprovidas da periferia que o índice de envelhecimento tem se alterado de maneira mais significativa, aumentando a proporção da população que tem mais de 60 anos. Portanto, ao se pensar em políticas públicas, há que se enfrentar o duplo desafio de atender tanto a presença crescente do idoso na cidade, como buscar reduzir as condições extremamente desiguais entre os idosos paulistanos.

Acesse o estudo na íntegra.