O que está sendo lançado no Centro de São Paulo?

Novo Informe Urbano da SMUL mostra que, em média, os prédios construídos na região apresentam alto coeficiente de aproveitamento e possuem apartamentos pequenos e sem vagas de garagem, seguindo as diretrizes do Plano Diretor Estratégico (PDE)

A Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), por meio da Coordenadoria de Produção e Análise de Informação (GEOINFO), acaba de publicar um Informe Urbano sobre as características tipológicas dos apartamentos construídos na área central da cidade entre 2007 e 2017. O novo estudo complementa o Informe Urbano nº 33, lançado em maio deste ano, que abordou o retorno dos lançamentos imobiliários residenciais na região.

A Coordenadoria da SMUL constatou que os lançamentos residenciais na subprefeitura da Sé possuem características específicas e distintas do restante do município, como maior densidade construtiva, com alto coeficiente de aproveitamento – relação entre a área edificada, excluída a área não computável, e a área do lote –, equivalendo, em média, 6,5 vezes. Além disso, são prédios geralmente com 18 pavimentos, implantados em único lote; cada andar apresenta, em média, nove apartamentos e há a presença de várias tipologias de apartamentos por andar, graças aos diferentes arranjos arquitetônicos e tamanhos relacionados ao mesmo empreendimento.

O estudo também mostra que são apartamentos, em sua maioria, pequenos (cerca de 41 m²), com um ou dois dormitórios. Em muitos deles, as plantas arquitetônicas retratam apenas um cômodo, caracterizando o que se denomina atualmente como loft ou studio. Por fim, percebe-se que grande parte desses imóveis não possui vagas de garagem, o que demonstra uma nova concepção que aproveita as boas condições de mobilidade do Centro, dotado de infraestrutura de transportes multimodal. De acordo com as premissas contemporâneas do planejamento urbano, a requalificação de regiões está relacionada a ocupação por famílias, aumento de oferta de moradias de varias tipologias, para que regiões, como o centro de São Paulo, deixem de ser pontos de passagens.

O Informe Urbano acompanha um número expressivo de gráficos, tabelas e mapas, além de registros fotográficos da nova paisagem formada com esses empreendimentos.

Acesse o estudo na íntegra