Persiste a alta desigualdade de renda no Município de São Paulo

Entre 2000 e 2010, aumentou a proporção de rendimentos totais destinada ao 1% mais favorecido da população paulistana.

Muito se tem noticiado sobre a mudança positiva no quadro de distribuição de renda no País ocorrida na década passada, fruto não só da retomada do crescimento econômico, mas, sobretudo, das políticas sociais de transferência de renda e de valorização do salário mínimo vigente. De fato, a análise da evolução do Coeficiente de Gini da Renda Domiciliar per capita, principal instrumento utilizado para esta mensuração, revela um acentuado declínio de seus índices para o País a partir de 2001, indicando melhora na distribuição dos rendimentos.

O Coeficiente de Gini busca captar numa escala de 0 a 1 o grau de concentração de renda, onde zero significa a perfeita igualdade na distribuição, e 1 a máxima concentração. Dados apresentados no portal “Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013” cobrindo as informações dos municípios brasileiros coletadas nos últimos três censos demográficos revelam que, se entre os anos de 1991 e 2000 observou-se um agravamento na concentração de renda, entre 2000 e 2010 houve uma substancial melhora. Entretanto, o Município de São Paulo apresentou comportamento diverso, com Índice de Gini passando de 0,56 em 1991 para 0,61 em 2000 e subindo para 0,62 em 2010.

No município de São Paulo, de acordo com os dados, na última década aumentou de modo significativo a proporção dos rendimentos totais destinada ao 1% mais favorecido da população paulistana - grupo formado majoritariamente por habitantes das Subprefeituras de Pinheiros e da Vila Mariana. Se, no ano 2000, o grupo respondia por 13,03% do total dos rendimentos, ao final da década, sua participação elevou-se para 20,45%.

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