Escritórios e comércio horizontais resistem ao boom imobiliário no Centro Expandido.

O avanço do uso vertical sobre o horizontal não impediu que ainda sobrevivam casas, comércios e serviços em unidades térreas ou sobrados.

A cidade de São Paulo, por seu dinamismo econômico, recebe um grande aporte de investimentos imobiliários, que promovem transformações em localizações privilegiadas, próximas aos centros de emprego e com boa oferta de infraestrutura urbana. Este fenômeno, que se intensificou a partir da década de 70, propiciou a paulatina substituição dos usos horizontais por verticais tendo como decorrência a transformação de vários bairros paulistanos, especialmente aqueles que se expandiram a partir do centro da cidade na direção sudoeste, no interior do perímetro conhecido como Centro Expandido. No entanto, o avanço do uso vertical sobre o horizontal não impediu que sobrevivessem casas, comércios e serviços instalados em unidades térreas ou sobrados.

Na medida em que o processo de verticalização impacta a cidade ocorre automaticamente a valorização dos imóveis existentes. As incorporadoras vão, aos poucos, consumindo o estoque de edificações horizontais até um determinado limite. E os mecanismos que resguardam as remanescentes são pouco analisados. É para estes mecanismos que se volta o presente estudo.
 

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