A mobilidade das mulheres na cidade de São Paulo

As mulheres que pertencem às faixas de menor rendimento, com ganhos mensais de até R$ 2.488, fazem 3% das suas viagens dirigindo seus veículos. Já as mulheres da renda mais alta, com valores que superam R$ 9.330, realizam 45% de suas locomoções dessa forma.

O estudo, feito a partir de uma pesquisa realizada pela Companhia do Metropolitano de São Paulo, mostra que as mulheres utilizam o transporte público coletivo com mais intensidade e andam mais a pé do que os homens. A utilização desses dois tipos de modais representa 74,6% dos deslocamentos feitos pelas mulheres, contra 62,5% dos homens.

O estudo aponta ainda que as mulheres mais pobres são as que mais utilizam esses transportes. Em uma família com ganhos mensais menores que R$ 1.244, 50% das viagens são feitas caminhando e 28% de ônibus.

A diferença entre gêneros ocorre especialmente na direção de um automóvel. Enquanto apenas 13,7% das viagens das mulheres são feitas por elas mesmas dirigindo, praticamente o dobro são realizadas por homens (26,4%).

Os dados sobre direção feminina de automóveis, divididos por renda familiar, impressionam ainda mais. As mulheres que pertencem a 1ª e 2ª faixa, com ganhos até R$ 1.244 e de R$ 1.244 a R$ 2.488, respectivamente, fazem cada uma 3% das suas viagens dirigindo seus veículos. Já as mulheres da renda mais alta, com valores que superam R$ 9.330, realizam 45% de suas locomoções dessa forma.

Em relação aos motivos dos deslocamentos, trabalho (39,3%) e educação (34,3%) despontam como os principais do sexo feminino. Essa situação muda um pouco quando mulheres de diferentes faixas de renda são comparadas. Aquelas com ganhos menores possuem menos viagens com destino final “trabalho” e mais viagens para “educação” (43,5%), “assuntos pessoais” (14,4%) e “saúde” (7,6%).

Acesse o estudo na íntegra