A dinâmica do IDH-M e suas dimensões entre 2000 e 2010 no município de São Paulo

Considerando os quesitos longevidade, educação e renda, índice mostra o desenvolvimento humano em São Paulo no período. Com um aumento de mais de 18%, a educação se destacou.

A Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento – SMUL, por meio da Coordenadoria de Produção e Análise de Informação – GEOINFO apresenta mais um número de sua série Informes Urbanos, voltada à análise de dados com dimensão territorial no Município de São Paulo. Neste estudo o foco é a dinâmica do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) e de suas dimensões nos anos censitários de 2000 e 2010, tanto no Município quanto em suas Subprefeituras.

O IDH é uma medida geral e sintética do desenvolvimento humano de países e territórios de diferentes dimensões, calculado desde 1990 para todos os países do mundo, conforme metodologia criada pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). O objetivo foi o de oferecer um contraponto a outro indicador muito utilizado, o PIB per capita, que considera apenas a dimensão econômica do desenvolvimento. A aplicação dessa metodologia na escala municipal recebeu o nome Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) e compõe-se de indicadores de três dimensões do desenvolvimento humano: longevidade, educação e renda, as mesmas do IDH, embora alguns dos componentes usados sofram algumas adaptações para a escala local. Tanto no IDH, quanto no IDH-M, as três dimensões têm o mesmo peso, as médias são geométricas, e as faixas de desenvolvimento humano são fixas, sendo: baixo desenvolvimento humano, menor que 0,550; médio, entre 0,550 e 0,699; alto, entre 0,700 e 0,799; muito alto, acima de 0,800. Com base nas informações do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil publicado pelo IPEA, este estudo avalia o comportamento do IDH-M e de suas dimensões em nossa cidade.

Em São Paulo o IDH-M apresentou crescimento expressivo entre 2000 e 2010, tanto no índice geral quanto em suas três dimensões: renda, longevidade e educação, denotando uma melhora generalizada nas condições de vida da sociedade naquele período. No caso de São Paulo e de suas Subprefeituras, a dimensão educação, cujos níveis eram mais baixos em 2000, foi a que mais cresceu e melhor se correlacionou com o IDH-M. Já as dimensões de longevidade e renda, em geral, estavam em um patamar mais elevado de IDH-M, por isso apresentaram variações menores. Por meio de gráficos e de tabelas a análise aponta as variações ocorridas em cada uma das Subprefeituras.

 

Acesse o estudo na íntegra