Histórico de acidentes em São Paulo e a importância do plano

De acordo com o Relatório Anual de Acidentes da CETSão Paulo é a mais populosa cidade do país, com 12.141.317 habitantes distribuídos numa área de aproximadamente 1.521 quilômetros quadrados, correspondendo a uma densidade de 7.398,26 hab/km², décima maior do país segundo o IBGE [1].Sua frota registrada de 8.603.239 veículos [2] apresentou um crescimento de 35% nos últimos 10 anos (2008-2017), sendo o crescimento da frota de motocicletas no período o dobro do observado para os automóveis, e a taxa de motorização resultante de 1,41 hab./veículo; a malha viária da cidade tem cerca de 17.000km de extensão, nos quais estão instalados 500km de ciclovias, 160km de corredores de ônibus e 647km de faixas exclusivas de ônibus à direita da via. Além disso a cidade conta com 52 milhões de metros quadrados de calçada, dos quais:
• 84% são de responsabilidade do proprietário do lote, e
• 16% de responsabilidade da prefeitura
Em 2016, as ocorrências de trânsito figuraram em terceiro lugar entre as causas externas de mortalidade em São Paulo e em quarto entre as causas gerais pelo indicador de anos potenciais de vida perdidos. [3]

Estatísticas base 2017

- 13.483 acidentes

12721 acidentes com vítimas feridas

762 acidentes com vítimas fatais

- 15455 vítimas feridas

- 797 vítimas fatais

- Uma pessoa morre a cada 17 acidentes registrados

Gráfico Óbitos por Causas Externas

 

Gráfico Anos Potenciais de Vida Perdidos

 


Segundo dados da CET, em 2017 foram registrados 13.483 acidentes [4]; a ocorrência mais frequente é a Colisão (57,2%), seguida pelos Atropelamentos (24%), sendo que o principal usuário atropelante é o condutor de automóvel, figurando em pouco mais da metade dos casos (52,6%).
Distribuídas ao longo do ano, o maior número de ocorrências foi registrado no mês de maio (1.224), e março foi o mês com mais ocorrências fatais (79). Sexta-feira foi o dia da semana onde se concentraram mais acidentes com vítimas (2.063), e domingo apresentou um maior número de acidentes fatais, especialmente concentradas nas primeiras horas do dia, mais próximas à noite de sábado; a faixa horária com a maior concentração de acidentes com vítimas é entre 17h e 20h.
O número de vítimas fatais no ano apresentou uma redução de 6,7%, passando de 854 em 2016 para 797 em 2017; a maior redução pode ser observada em ocupantes de veículos de 4 rodas (28,0%), com reduções menos expressivas entre pedestres (3,5%) e motociclistas (1,9%) e um preocupante aumento entre os ciclistas (23,3%). Os usuários vulneráveis no trânsito – motociclistas, seus passageiros, ciclistas e pedestres – correspondem a 85% das vítimas fatais. O perfil básico da vítima fatal em São Paulo é homem, motociclista, com idade entre 18 e 59 anos, e os custos diretos e indiretos relacionados aos acidentes de trânsito no ano de 2017 são estimados em 763 milhões de reais.
A taxa de mortalidade resultante dos acidentes de trânsito em 2017 foi de 6,56 mortes para cada 100 mil habitantes, uma redução de 7,2% com relação ao ano anterior. Quando comparada à taxa do início da Década de Ação para Segurança Viária da ONU (2011), a redução é de 45,3%, apontando um risco de morte significativamente menor para a população como um todo, e bastante próximo à meta estipulada de redução em 50%. O grupo demográfico sob maior risco, tanto de lesão quanto de morte, é o de homens com idade entre 20 a 24 anos (motociclistas), que são 3,8 e 3,9 vezes maiores, respectivamente, do que o do resto da população.
A CET monitora a prevalência do uso do cinto de segurança em motoristas e passageiros de automóveis e do capacete em motociclistas. Em ambos os casos a adoção é alta: o cinto de segurança é utilizado por 97,5% dos motoristas e 74,6% dos passageiros[1], e o capacete é utilizado em 99,9% dos casos entre motociclistas e passageiros.

Mortalidade no trânsito e a meta da ONU

2011: 12 mortos / 100 mil habitantes
2017: 6,56 mortos / 100 mil habitantes (redução de 45,3%)

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[1] Fonte: cidades.ibge.gov.br
[2] Fonte: DETRAN/SP, Dez/2017
[3] O indicador Anos Potenciais de Vida Perdidos quantifica o número de anos de vida não vividos quando a morte ocorre em determinada idade abaixo da qual se considera a morte prematura. Para cada morte ocorrida se contabiliza a quantidade de APVP subtraindo da idade limite (aqui fixada em 70 anos) a idade em que a morte ocorreu. Assim, uma pessoa que morreu com 30 anos, perdeu 40 Anos Potenciais de Vida.
[4] A partir de 2016, a CET passou a aplicar a metodologia recomendada pela OMS, considerando o óbito como decorrente da ocorrência de trânsito se ocorrida em até 30 dias, metodologia que não era utlizada anteriormente. Para entendimento do histórico e da evolução dos bancos de dados da CET relativos a acidentes, clique aqui.