Saiba mais sobre o Crematório Municipal Dr. Jayme Augusto Lopes, seu espaço e procedimentos

O Crematório da Vila Alpina funciona desde 1974; atualmente são cremados, em média, 28 corpos por dia

 

Na foto: Sala de cerimonias do Crematório Municipal de São Paulo

Também conhecido como Crematório da Vila Alpina, o Crematório Municipal Dr. Jayme Augusto Lopes fica localizado no Jardim Avelino, Zona leste de São Paulo, e possui 138.700 m² de áreas verdes. O local tem uma configuração visual o qual permite que o ambiente externo seja aproveitado pela população de forma leve e tranquila, sem ultrapassar o respeito diante das homenagens funerárias ali oferecidas.

Em 08 de agosto 1974 foi realizada a primeira cerimônia no crematório. Larissa de Paiva Loureiro está registrada no primeiro livro do arquivo, pois havia manifestado a sua vontade de ser cremada anos antes, e não só tinha conhecimento como também chegou a visitar as obras da construção do recinto. No entanto, faleceu um tempo antes da inauguração, e como seu desejo era grande, suas filhas mantiveram seu corpo congelado em um hospital da cidade de São Paulo até que o crematório iniciasse suas operações, um mês depois.

O processo da requisição de cremação hoje em dia funciona um pouco diferente do passado. Era comum dizer que o processo de cremação começava em vida, pois o cidadão devia ir direto ao cartório e deixar atestada uma declaração de vontade sobre seu desejo pelo serviço. Porém essa prática mudou, e atualmente é possível que apenas a manifestação verbal de um parente de primeiro grau permita a realização da cerimônia.

Sendo assim, para a cremação existe um documento chamado “Declaração de Vontade”, cujo interessado pode registrar em cartório para deixar claro a sua vontade (sugerimos que o interessado forneça cópias aos familiares e amigos próximos). Caso essa declaração não tenha sido feita, a cremação também poderá ser realizada mediante a autorização de um parente de primeiro grau, na ordem sucessória (cônjuge, ascendentes, descendentes e irmãos maiores de 18 anos), com 2 (duas) testemunhas.

Na foto: Sala interna que comporta as câmeras frias 

Atualmente, são cremados, em média, 28 corpos por dia. Só no primeiro semestre de 2018 houve 5.785 cremações entre corpos e também ossos oriundos de exumações. Números que aumentaram ao longo dos anos, devido a um novo pensamento sobre o procedimento.

O processo de cremação é iniciado após o velório, onde é feita a remoção do corpo pelo transporte do Serviço Funerário do Município de São Paulo até o Crematório Municipal. Lá, as urnas são identificadas com os nomes dos respectivos falecidos e é emitida uma senha para os familiares, que depois serão atendidos via interfone, informando-lhes para se dirigir à sala ecumênica. O corpo, ao ser disposto em uma sala no interior, é elevado para esta sala superior através de um elevador, em uma sala que comporta até 100 pessoas, na qual os familiares podem realizar uma cerimônia de despedida, que geralmente leva por volta de 15 minutos.

Após esse procedimento, a urna é declinada novamente ao pavimento inferior do prédio, local onde se localizam três câmaras frias e quatro fornos humanos. Antes da cremação, deve-se esperar por 24 horas. Nesse período, a família ou a polícia podem requisitar o corpo de volta, caso a morte seja por causa violenta.

As cinzas são colocadas em sacos apropriados, de gramatura específica, com identificação do falecido, e colocadas dentro de outra sacola, de cor branca (papel offset), para que as famílias possam dar o destino que desejarem. Em seguida, são levadas para uma sala onde ficam dispostas para a retirada dos familiares, de modo que todas estejam organizadas por ordem alfabética. O tempo para a retirada é de aproximadamente 10 dias.

Curiosidade

No cremátorio da Vila Alpina, há 4 fornos. 2 pequenos de 1.60 x 4.00 com câmara de cremação de 0.90 x 2.30 e 2 grandes de 1.80 x 4.30 com câmara de cremação de 1.10 x 2.50.

Para saber mais sobre o procedimento de cremação e documentações necessárias, acesse este link.