São Paulo inicia a substituição das grelhas de escoamento da cidade

Feitas de plásticos, agora elas também têm tecnologia antifurto

Um dos desafios da cidade de São Paulo na zeladoria tem sido a substituição de materiais de ferro fundido, como as grelhas de boca de leão, instaladas para escoamento de água de chuva. O furto desse tipo de objeto cresceu com a valorização do quilo do minério, negociado de forma clandestina por estabelecimentos comerciais.

Dada a importância de ter uma solução segura e viável para a cidade, a Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB), vai substituir as grelhas de metal das galerias pluviais, por outras de plástico. A nova grelha é feita de polietileno rotomoldado, o mesmo material utilizado nas caixas d’água, e consegue suportar mais de 8 mil toneladas sem sofrer deformações.

A cidade ganha com essa troca uma segurança maior, tanto na drenagem em períodos chuvosos ao evitar a passagem de lixo, como protegendo os pedestres de acidentes. Também não atraem a ação criminosa. Em alguns bairros, as grelhas de ferro eram trocadas semanalmente por causa do furto.

Para não gerar custo extra para a Prefeitura, o Departamento de Zeladoria Urbana (DZU), programou a substituição de forma progressiva. A instalação é muito semelhante às que eram feitas antes, a mudança está no parabolt que apresenta sistema antifurto. Para a remoção das tampas, durante a manutenção, uma chave especial foi criada.

Antifurto

As novas grelhas de plásticos vêm com um kit para instalação, composto pela grelha, parabolt, arruela porca e a porca antifurto. Cada grelha recebe quatro parabolts. Uma trava de segurança na parte inferior da grelha é fixada no chão e geralmente aplicada no cimento fresco. Na parte superior, que dá acesso à manutenção de zeladoria, cada parabolt recebe duas porcas, sendo uma tradicional e a outra desenvolvida com o mesmo material das grelhas antifurto. Só com uma chave especial e exclusiva é possível retirar a peça para ter acesso à rosca tradicional e remover a grelha.


Até o momento, 300 grelhas foram substituídas e todas para reposição das anteriores que foram furtadas. Há também uma solicitação para a produção de mil unidades. As grelhas de ferro e plástico, apresentam pouca diferença de custo para a Prefeitura. As de metal custam, em média, R $500, e as de plástico, R $520. Contudo, quando se pensa na permanência da mesma no local, há uma certeza na redução de custos aos cofres públicos da cidade. Ainda não é possível mensurar a vida útil de uma grelha de plástico em uso, visto que a primeira implantada para teste, há quatro anos, ainda está em perfeito estado.

Grelha de plástico instalada na Avenida Aricanduva - 2087

As trocas das grelhas plásticas serão feitas pela equipe de Zeladoria Urbana, com expertise para realizar a atividade, sem a necessidade de contratação de terceiros, o que gera mais economia aos cofres públicos.

Ações fiscalizatórias

A fim de coibir o furto e combater o comércio ilegal, principalmente de materiais metálicos, em ferros-velhos, as 32 subprefeituras da capital paulista colaboram com a Operação Ferro-Velho. A ação de fiscalização da Polícia Civil conta com a participação da Prefeitura de São Paulo, com o apoio da Guarda Civil Metropolitana e de empresas concessionárias de serviços públicos e privados.

Durante a operação, os agentes recolhem tampas de bueiro, grades, grelhas e fios de cobre, produtos de roubo das ruas e calçadas da capital. Além disso, os estabelecimentos inspecionados devem apresentar à licença de funcionamento ou Termo de Permissão de Uso (TPU) por ocuparem área pública. Estando em desacordo com a legislação vigente, o estabelecimento pode ser lacrado e o munícipe sofrer sanções legais.