Meta 90-90-90

Banner superior com fundo branco, escrito em laranja O PM DST/Aids e o laço vermelho, símbolo da Aids, à direita. Esse laço possui na ponta direita três faixas, sendo a da direita na cor preta, a do meio branca e a última em vermelho; na outra ponta do laço tem movimentos contínuos, em onda. O banner possui ainda uma barra laranja inferior e um contorno dos principais monumentos da cidade de São Paulo.

 

As cidades de todo o mundo encontram-se em um momento importante e decisivo para o enfrentamento do HIV/Aids: acabar com a epidemia até 2030.

É o que prevê a Declaração de Paris, documento criado em 2014 pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS), que ratifica o compromido dos municípios com a meta 90-90-90, que visa ter:

90% das pessoas vivendo com o HIV diagnosticadas e, portanto, sabendo que possuem o vírus;
90% das pessoas vivendo com HIV e diagnosticas em tratamento e
90% das pessoas que vivem com HIV diagnosticadas e em tratamento com carga viral indetectável, quando a quantidade de vírus no corpo é bem baixa.

Arte com fundo branco e título em cinza Declaração de Paris. Abaixo, em preto, está escrito Meta 90-90-90 | 2020. Abaixo, no centro da imagem, há três esferas em tons vermelhos com 90% dentro de cada um, todos escritos em branco. Abaixo da primeira esfera há o texto "das pessoas vivendo com HIV sejam diagnosticas". Abaixo da segunda esfera há o texto "das pessoas vivendo com HIV diagnosticas em tratamento". E abaixo da terceira esfera há o texto: "das pessoas vivendo com HIV diagnosticas e em tratamento com carga viral indetectável.

O alcance dessas metas quebrará a cadeia de transmissão do HIV, permitirá mais qualidade de vida para as pessoas vivendo com o vírus e reduzirá drasticamente a mortalidade por aids.

Para isso, é fundamental a ampliação do acesso ao diagnóstico do HIV, às Profilaxias Pré e Pós Exposição (PrEP e PEP, respectivamente) à terapia antirretroviral (TARV), à informação de interesse público e a dispensação gratuita de preservativos dentro e fora dos equipamentos de saúde, ações estas colocadas em prática na capital paulista.

É com essa perspectiva que a cidade de São Paulo assumiu o compromisso com a meta 90-90-90 em 2015 e ratificou a Declaração de Paris em 2018. O município, inclusive, já atingiu o percentual das pessoas em tratamento e que possuem carga viral indetectável.

Gráfico em barras com o título "Alcance das metas 90-90-90 para o Município de São Paulo, 2018". A primeira barra em vermelho, referente à porcentagem das pessoas vivendo com HIV/Aids diagnosticadas, mostra 87%; a segunda, também em vermelho, e relacionada à porcentagem das pessoas diagnosticas em terapia antirretroviral, informa 72%; por fim, a última barra, agora na cor amarela, sobre a porcentagem de pessoas em tratamento e com carga viral suprimida, mostra 90%

“Temos trabalhado continuamente para ampliarmos a testagem na cidade e, desta forma atingirmos o primeiro 90%, bem como formas das pessoas já diagnosticadas iniciarem o tratamento o mais rapidamente possível, o que se refere à segunda meta”, diz Cristina Abbate, coordenadora do Programa Municipal de DST/AIDS de São Paulo.

De acordo com o programa de HIV/Aids da ONU, além de São Paulo, 41 outras cidades e dois estados (Rio Grande do Sul e Santa Catarina) e o Distrito Federal já assinaram a Declaração de Paris. Juntas, essas localidades respondem por uma população de mais de 47 milhões de brasileiros.

Estas cidades que se comprometeram com a meta 90-90-90 são consideradas chave para o enfrentamento do HIV/Aids no mundo. Pensando nisso, a Associação Internacional de Prestadores de Cuidados de AIDS (IAPAC), o UNAIDS e o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) criaram também em 2014 o Fast-Track Cities, que reúne esses municípios para discussão e implementação de estratégias para uma rápida resposta à epidemia de HIV.Gráfico em barras verdes mostra desempenho da cidade de São Paulo no enfrentamento ao HIV. Do total de pessoas vivendo com o vírus, 87% estão diagnosticadas, 82% vinculadas em serviços de saúde, 72% retidos, 63% em terapia antirretroviral e 56% com carga viral suprimida.

 

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