Cremação

Saiba mais sobre o Crematório Municipal Dr. Jayme Augusto Lopes, o passo a passo da cremação e como requisitá-la

A cremação é o processo que incinera de forma rápida e higiênica, por meio de equipamentos de alta tecnologia projetados exclusivamente para este fim, o corpo do falecido, juntamente com a urna. Ela é realizada pela Prefeitura Municipal de São Paulo desde 1974, quando foi inaugurado o Crematório Municipal Dr. Jayme Augusto Lopes, popularmente conhecido por “Crematório Vila Alpina”, localizado no Jardim Avelino, Zona Leste.

Desde março de 2016, o SFMSP passou a oferecer aos munícipes seus serviços 24h, durante os sete dias da semana. A prioridade do local é dar atenção àqueles que, em uma situação delicada, já passaram por todo o processo do velório e já fizeram todos os trâmites para a realização das homenagens.

Ao longo os anos, a procura pela cremação tem aumentado consideravelmente. Em 2015, foram realizadas 9.170 cremações de corpos e 1.557 cremações de ossos de despojos resultantes de exumações. Em 2016 - 9493 corpos foram exumados e em  2017 – 10.250 corpos. A média mensal é de 29 despojos, em média por mês são 900 cremações.

O crematório municipal obedece a Lei Municipal nº 7017/67, bem como e às normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Não emite gases poluentes e está devidamente licenciado pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB).

Como é feita a cremação?

Em tempos passados, era comum dizer que o processo de cremação começava em vida. Não há motivos para sustos: o cidadão devia ir direto ao cartório e deixar atestada uma declaração de vontade sobre seu desejo pelo serviço. Porém essa prática mudou, também sendo possível apenas a manifestação verbal de um parente de primeiro grau para que a cerimônia possa ser realizada, de modo que se evite maiores processos burocráticos diante de uma situação tão delicada.

Sendo assim, para a cremação, existe um documento chamado “Declaração de Vontade” que, em vida, você pode preencher e registrar em cartório para deixar claro a sua vontade (sugerimos que o interessado forneça cópias aos familiares e amigos próximos), ou, caso essa declaração não tenha sido feita, a cremação também poderá ser realizada mediante a autorização de um parente de primeiro grau, na ordem sucessória (cônjuge, ascendentes, descendentes e irmãos maiores de 18 anos), com 2 (duas) testemunhas.

É importante ressaltar que, em qualquer um dos casos, é obrigatória a assinatura de 2 (dois) médicos na declaração de óbito para a realização da cremação. E, no caso de morte violenta, a cremação só poderá ocorrer mediante autorização judicial.

Depois, segue-se o cronograma habitual. Primeiro, após o velório (a família pode optar por realizar ou não, e ele ocorre em outro local), é feita a remoção do corpo pelo transporte do Serviço Funerário do Município de São Paulo até o Crematório Municipal. Lá, as urnas são identificadas com os nomes dos respectivos falecidos e é emitida uma senha para os familiares, que depois serão atendidos via interfone, informando-lhes para se dirigir à sala ecumênica. O corpo, ao ser disposto no ascensor nos pavimentos inferiores, é elevado para esta sala, na qual os familiares podem realizar uma cerimônia de despedida, que geralmente leva, por volta, de 15 minutos.

Após esse procedimento, a urna é descida novamente ao pavimento inferior do prédio, local em que se localizam as câmaras frias e os fornos. Antes da cremação, deve-se esperar por 24 horas. Nesse período, a família ou a polícia podem requisitar o corpo de volta, caso a morte seja por causa violenta. Há também fatores religiosos que envolvem esse procedimento; um exemplo são algumas correntes religiosas que pedem que se espere um tempo maior para realizar a cremação.

Depois desse período, o corpo é colocado em um forno, que irá volatizar a maior parte dos materiais ali contidos, inclusive as vestimentas e o caixão. As cinzas serão colocadas em sacos apropriados, de gramatura específica, com identificação do falecido, e colocadas dentro de outra sacola, de cor branca (de papel offset), para que as famílias possam dar o destino que desejarem. Em seguida, serão levadas para uma sala onde ficam dispostas para a retirada dos familiares, de modo que todas estejam organizadas por ordem alfabética. O tempo para a retirada é de aproximadamente dez dias.

As urnas são obrigatórias?

As urnas são oferecidas aos munícipes como elemento opcional, pois não há um padrão ou urnas específicas para cinzas; elas são recipientes cobertos por uma tampa, decoradas ou simples, de diferentes materiais e de diferentes formas.

Além disso, a maioria das pessoas prefere não comprar ou levar uma urna, e sim aspergir as cinzas de seu ente querido nos próprios jardins do Crematório Municipal, que possui 138.700 m² de áreas verdes.

Como pedir a cremação de ossos exumados?

Para realizar a cremação de ossos (esse processo também é realizado no Crematório Municipal de São Paulo), é preciso:


1 - Uma cópia simples da certidão de óbito;
2 - Dados da exumação (esses dados são fornecidos pelo cemitério);
3 - A autorização de cremação assinada por um parente de primeiro grau, na ordem sucessória (cônjuge, ascendentes, descendentes e irmãos maiores de 18 anos) com 2 (duas) testemunhas ou a presença de um descendente direto (pai, mãe, cônjuge ou filhos).

A cremação pode ser agendada direto no Crematório Municipal.

Endereço

CREMATÓRIO MUNICIPAL DR. JAYME AUGUSTO LOPES (CREMATÓRIO VILA ALPINA)
AV. FRANCISCO FALCONI, 473 – VILA ALPINA – SÃO PAULO – SP
TELS. (11) 2347-4002 / 2345-5937