Um pouco de história

Saiba como surgiram os viveiros da cidade de São Paulo.

1825: inauguração do primeiro Jardim Público da cidade de São Paulo (atual Parque da Luz)  

1891: abertura da Avenida Paulista, a primeira via asfaltada e arborizada da cidade

1920: prefeito José Pires do Rio decide criar um parque nos moldes dos parques europeus, numa várzea chamada em tupi Ypy-ra-ouêra, ou pau podre. Manuel Lopes de Oliveira, o Manequinho Lopes, entomologista e jornalista, foi o primeiro administrador dessa área. Ali foram plantados eucaliptos australianos para drenar o solo da várzea, bem como diversas espécies ornamentais nativas e exóticas, destinadas à arborização da cidade e de seus parques e jardins. Organizou o viveiro semeando árvores como Pau-ferro, Ipê, Pau-Brasil, Tipuana, Pau-Jacaré e Sibipiruna, além de plantas arbustivas e herbáceas, notadamente floríferas.

1934: Manuel Lopes foi indicado Chefe da Divisão de Matas, Parques e Jardins. Com seu conhecimento, prestou inúmeros serviços e distribuiu beleza pela cidade. Após seu falecimento, em fevereiro de 1938, o viveiro foi batizado com seu apelido – Manequinho Lopes – através de um decreto do prefeito Fábio Prado, de 14 de março de 1938. O trabalho de Manequinho teve continuidade através de Arthur Etzel, que administrou o viveiro por mais de 50 anos.

Durante as décadas de 1940, 50 e 60, o trabalho de ajardinamento, arborização urbana e manutenção de áreas verdes ficou a cargo dessa Divisão, sendo o Viveiro Manequinho Lopes o responsável pelo fortalecimento de plantas ornamentais, frutíferas e hortaliças, além de contar com complexa estrutura de carpintaria, serraria, oficina etc.

No início dos anos 1950, uma comissão foi nomeada para organizar os festejos do IV Centenário de fundação da cidade, e resolveu construir um grande parque, com função social e recreativa, numa imensa área verde. Em 21 de agosto de 1954, foi criado o Parque Ibirapuera, com 1.800.000 m², em torno do Viveiro Manequinho Lopes. Ainda hoje os eucaliptos plantados no Viveiro marcam a paisagem do Parque Ibirapuera.

Em 1993, Burle Marx elaborou um novo projeto para o Viveiro, visando reintegrá-lo ao Parque Ibirapuera e valorizar suas edificações e árvores notáveis. Ao redor de cada estufa estão plantadas matrizes de espécies que permitem não só a sua reprodução nos canteiros, como também a sua valorização paisagística.

A partir da reforma proporcionada pelo projeto de Burle Marx, o Viveiro ocupa uma área de 48.000 m², divididos em 97 estufins, 32 quadras de produção, 2 ripados e 10 estufas, utilizados na produção de arbustos, herbáceas, plantas de interior, confecção de vasos e jardineiras, os quais são fornecidos para as unidades municipais. Na Praça do Viveiro, Burle Marx optou pela introdução de novas espécies. Assim, os coloridos canteiros ao redor do galpão da antiga serraria são matrizes de novas espécies que podem ser reproduzidas. O galpão da antiga Serraria teve a sua estrutura totalmente recuperada.

Nos anos 1960, em função do crescimento da cidade, surgiu a necessidade da descentralização dos serviços executados pela Divisão de Matas, Parques e Jardins. A manutenção e a conservação das áreas verdes municipais passou a ser competência das administrações regionais e o aumento da demanda levou à implantação de um novo viveiro. Foi criado então o Viveiro de Carapicuíba, que passou a produzir mudas de árvores, herbáceas e hortaliças, além de contar com uma olaria, que confeccionava vasos para plantas.

Essa área foi trocada por um terreno no município de Cotia e, em fevereiro de 1969, foi criado o Viveiro Harry Blossfeld, especializado em produção de mudas de árvores. O projeto desse viveiro foi realizado pelo botânico Harry Blossfeld. Atualmente, ocupa uma área de 665.000 m², distribuídos em depósito de mudas, estufins e sementeiras, quadras de formação e fragmento de mata, em parte remanescente e em parte implantada.

Em 1987 foi implantado o Viveiro Arthur Etzel, localizado no Parque do Carmo, em Itaquera, onde são produzidos arbustos e herbáceas. Originalmente ocupava uma área de 24.000 m², sendo ampliada em 1995 para 40.000 m² de área produtiva, com quadras e estufins.

 

 Divisão de Produção e Herbário Municipal (DPHM)

O DPHM tem como função principal a produção e o fornecimento de mudas de plantas destinadas aos plantios
realizados nas áreas públicas municipais, bem como promover a arborização e o ajardinamento de áreas da
municipalidade. Desenvolve também pesquisa e experimentação visando o aprimoramento da produção. A Divisão é constituída pelas seguintes Seções: 

  • Seção Técnica de Produção e Ajardinamento – responsável pela produção de mudas ornamentais e nativas de boa qualidade, de espécies resistentes e adaptadas ao ambiente urbano, com a maior diversidade possível, atendendo à demanda de mudas de espécies arbustivas e herbáceas – Viveiros Manequinho Lopes e Arthur Etzel – e arbóreas e palmáceas – Harry Blossfeld – utilizadas no ajardinamento e arborização das áreas da municipalidade. Executa, ainda, a ornamentação de vasos e jardineiras utilizados por órgãos municipais, bem como empréstimo de vasos da divisão para eventos.
  • Seção Técnica de Pesquisa e Experimentação – trabalha no sentido de buscar a preservação de espécies de interesse paisagístico, abrigando uma coleção viva de espécies nativas, desenvolvendo novas técnicas de reprodução para as diferentes espécies visando aumentar a produtividade e buscando aumentar o banco genético de espécies vegetais. Também desenvolve atividades de pesquisa, coleta e beneficiamento de sementes para propagação de espécies arbóreas. São realizados experimentos de propagação, poder germinativo das sementes e experimento de reprodução assexuada. 

              

Ficha Técnica dos Viveiros:

             Biografias:

         
         Saiba mais sobre :

Estrutura do DPHM

Estoque dos viveiros

Histórico

Fornecimento de mudas

Produção de mudas

Confira fotos e curiosidades sobre as espécies

Visitas monitoradas

Serviço de Manutenção de Árvores Consolidadas