Telecentros

A Prefeitura de São Paulo possui 130 Telecentros que realizam, em média, cerca de 164 mil atendimentos mensais. São equipamentos públicos da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia que contribuem para promover o desenvolvimento humano, econômico e social por meio do uso da linguagem digital como elemento básico para o exercício da cidadania. 

Todas as unidades disponibilizam acesso a computador com internet para a população e agentes mediadores que auxiliam na navegação pela rede mundial de computadores e se dedicam ao letramento digital da população. São espaços para aprender, produzir, consumir e empreender.

Os principais serviços são o uso livre individual ou em grupo, atividades de capacitação com cursos, palestras e oficinas sobre ferramentas digitais, programação e empreendedorismo, atendimento e orientação aos usuários e usuárias dos equipamentos – somados à oferta de espaço de trabalho compartilhado (coworking).

Cada Telecentro é único
Algumas unidades possuem características próprias, de acordo com a região onde estão inseridas ou de outros equipamentos públicos próximos (como CEUs, Clubes Esportivos, Bibliotecas, etc). Por isso, acabam reunindo uma gama de serviços que atendem públicos específicos como infantojuvenil, idosos, pessoas em situação de rua, imigrantes, pessoas com deficiência e adultos.

O levantamento da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia revelou, por exemplo, que mais de 30 unidades atendem crianças com mais frequência, enquanto 28 são mais frequentadas por adolescentes. No centro da cidade de São Paulo, há três unidades em que o fluxo de imigrantes é maior.

O papel do agente de inclusão digital
São mais de 230 agentes que permitem às pessoas qualificarem o uso da internet e dos meios digitais. Atendendo aos princípios da Política de Atendimento ao Cidadão, os Telecentros buscam orientar os cidadãos de acordo com a necessidade específica e o tipo de serviço que ele busca realizar nos equipamentos. Isso permite a criação de um espaço de coaprendizado digital e de uso da internet que ultrapassa as redes sociais.

Perfil dos usuários – Mulher Negra
De acordo com diagnóstico realizado pela Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia, em 2018, o público que frequenta as unidades é feminino e mais de 50% se declarou negro ou pardo. O horário de maior frequência se dá no horário de almoço entre 12h e 15h. E mais da metade dos usuários costumam utilizar os Telecentros de 1 a 3 horas de duração.

Inclusão digital é inclusão social
Os Telecentros fazem parte da política de inclusão digital da Prefeitura de São Paulo desde 1997 e cumprem papel estratégico na relação com a comunidade. Com cursos de qualificação, monitoria e auxílio na produção de currículos e vagas de emprego, os equipamentos são referência no esforço das pessoas em se recolocarem no mercado de trabalho.

Mais de 75% dos usuários dos Telecentros declaram estar desempregados e utilizam o serviço para buscar emprego e cursos profissionalizantes. Outra frente de atuação é a oferta de palestras, workshops e o aperfeiçoamento das habilidades no uso da internet e dos meios digitais, qualificando os usuários e usuárias tanto para o mercado de trabalho, quanto para o empreendedorismo regional e o desenvolvimento de alternativas para melhorar de vida.

Política integrada de inclusão digital
A política de inclusão digital da SMIT é composta pelos 130 Telecentros que atuam no letramento digital da população por meio do papel mediador dos agentes no acesso à tecnologia; os Digilabs, projeto piloto que visa modernizar o espaço dos Telecentros diante dos desafios da era de hiperconectividade; pelo FAB LAB Livre SP, a rede pública de laboratórios públicos de fabricação digital (FabLabs); e o programa WiFi Livre SP que democratiza o acesso à internet em toda a cidade (em expansão até 2020).

 

Saiba mais sobre os Telecentros e onde eles se encontram 

 

Conheça a série Telecentro Explica

 

Confira abaixo os editais publicados referetes aos Telecentros:

 

2020

EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO nº 01/2020/SMIT