Secretaria Especial de Comunicação
Prefeitura conclui canalização e entrega sistema viário na região do córrego Pirajussara
Os efeitos do sistema de drenagem das águas pluviais da região do córrego Pirajussara, no Butantã, Zona Oeste da Capital, já são percebidos pela população. O problema das enchentes foi significativamente reduzido com o término das obras de canalização.
Agora, com a conclusão da implantação do sistema viário, o trânsito foi liberado na divisa entre São Paulo e Taboão da Serra. O novo sistema viário foi entregue no domingo (25) pelo prefeito.
As obras de canalização para a contenção das cheias na região se arrastavam desde 1997. Concluídas, depois de inúmeras paralisações, beneficiam cerca de 300 mil moradores da bacia do córrego Pirajussara.
"Esta obra é mais uma etapa do complexo Pirajussara que visa eliminar as enchentes. No último ano e meio as obras ajudaram a diminuir bastante esse problema. Falta, agora, a etapa complementar para a construção do piscinão Sharp, que terá um volume de armazenamento cinco vezes maior do que a capacidade deste (Eliseu de Almeida)", declarou o prefeito. O piscinão margeado pelo sistema viário entregue tem capacidade para armazenar 116 mil metros cúbicos de água.
O novo sistema viário - na rua João Santucci, esquina com av. Intercontinental - substitui o viaduto de 320 metros que estava no projeto original. Seria construído entre a avenida Francisco Morato e a Rodovia Régis Bittencourt. Segundo os técnicos, a solução viária não atendia as expectativas do município de Taboão da Serra, com o qual a Prefeitura de São Paulo celebrou convênio para a realização desta obra.
O complexo viário construído tem 3.045 metros. Destes, 1.958 metros foram liberados ao trânsito neste domingo. O trecho foi executado no período entre 2005 e 2006. A obra inclui a conclusão das pistas sobre a galeria entre a rua Francisco Abbondanza e Estrada do Campo Limpo, e sobre a galeria na rua Cedrolândia, além das obras viárias entre as avenidas Professor Francisco Morato e Intercontinental.
As obras de canalização do córrego Pirajussara e a implantação do sistema viário foram realizadas pela Prefeitura por intermédio da Secretaria Municipal de Infra-Estrutura Urbana e Obras. Viabilizadas pelo Programa de Canalização de Córregos, Implantação de Vias e Recuperação Ambiental e Social de Fundo de Vale (Procav II), receberam aporte financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). No total, os investimentos somam R$ 61,7 milhões.
O córrego tem aproximadamente 18 quilômetros de extensão e banha as cidades de Embu, Taboão da Serra e São Paulo. É afluente do canal do rio Pinheiros (Zona Sul) e pertence à bacia do Pirajussara, com 7.224 hectares, sendo uma das maiores do município. A obra de canalização, no trecho de São Paulo, foi iniciada em 1997, paralisada em setembro de 2004 e retomada em agosto de 2005. A extensão total do canal é de 1.053 metros em galeria fechada. Até 2004 foram executados 871 metros; de setembro/2005 a dezembro/2005, os demais 182 metros.
Drenagem
Com o novo sistema de drenagem em funcionamento, as cheias na região do Pirajussara foram bastante minimizadas, segundo os moradores. Eles contam que situações como as registradas até meados de 2005, quando as águas chegavam a atingir mais de 1,5 m de altura nas áreas vizinhas do córrego, já não se repetem. "Com a canalização, melhorou muito. Não só o fato do Pirajussara parar de exalar aquele mau-cheiro, como o próprio viário que melhorou a circulação de veículos", comenta Djalma Kutxfara, morador da rua Ernesto Sena, a 100 metros do córrego.
Além da canalização do córrego, conforme explicou o secretário municipal de Infra-Estrutura Urbana e Obras, a drenagem das águas pluviais é feita por cinco piscinões que, juntos, têm capacidade de armazenamento de aproximadamente 600 mil metros cúbicos. Está em estudo a construção de um sexto piscinão, em terreno localizado na estrada do Campo Limpo, que pertenceu à Sharp, com capacidade para armazenar cerca de 450 mil a 500 mil metros cúbicos. A obra será executada pelo Governo do Estado.
A melhora no sistema de captação e vazão das águas também se deve à ação sistemática de limpeza de córregos, galerias e bocas-de-lobo, realizada pela Prefeitura mais intensamente nas áreas de maior risco de enchentes.
Com a conclusão das obras de canalização e do sistema viário do córrego Pirajussara, a Prefeitura deverá agora aperfeiçoar o monitoramento do sistema de drenagem. Uma das medidas em estudo é a instalação de câmeras para acompanhar a operação no piscinão. O sistema já é controlado por linígrafo (medidor do nível da água do reservatório).
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