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12 de Julho de 2005 - 16:48

Capital nacional dos negócios

Invista em São Paulo, cidade em que o dinheiro circula para gerar mais dinheiro.


Investir em São Paulo significa aplicar recursos na cidade mais rica do Brasil, quarta maior no mundo, onde os setores de indústria, serviços e comércios apresentam um vasto campo para o empreendedor em busca de um bom retorno financeiro. O poder de compra da população se traduz no peso do PIB (Produto Interno Bruto) per capta paulistano, superior à média nacional.

Enquanto o PIB bruto nacional chegou a US$ 493,348 milhões em 2003, com renda per capta de US$ 2.789 mil, em São Paulo o PIB bruto foi de US$ 38.128.830.069, e o PIB por habitante alcançou US$ 3.592 mil*.

Vale ressaltar que estes dados são referentes a 2003, ano em que o crescimento da economia brasileira foi próximo a zero. Em 2004 a expansão econômica ultrapassou o 5% e a indústria paulista foi um dos setores que mais cresceu. Enquanto a indústria de transformação brasileira teve expansão de 8,5%, a paulista cresceu 11,8%.

Apesar de a indústria ter sido o fator de desenvolvimento da capital paulista ao longo das décadas, o setor de serviços é o de maior peso na economia do município atualmente. Pelos dados de 2002 do Ministério do Trabalho, dos 203.343 estabelecimentos formais de São Paulo, 46,2% são destinados ao setor de Serviços, responsável por 39,3% dos 3.278.915 empregos gerados na cidade.

O Comércio entra com 38,4% dos estabelecimentos e uma fatia de 16,7% dos postos de trabalho, enquanto a Indústria de Transformação tem participação de 12% e 13,4% em locais de produção e geração de emprego, respectivamente. E a administração pública, embora apresente apenas 0,1% dos estabelecimentos, abriga 26,4% dos empregos da capital, possibilitando a exis-tência de uma grande público consumidor.

Uma análise da Secretaria de Planejamento sobre a distribuição dessas atividades no território de São Paulo mostra que a região Leste concentra o maior número de áreas para uso industrial, com 23,8% do total do município, seguida da Norte (12,8%), Sudeste (12,7%), Oeste e Sul, cada uma com cerca de 10% dessa utilização. Já os setores de Serviços e Comércio estão preponderantemente situados no Centro, somando 20,6% dessas atividades no município.

As regiões Leste e Sudoeste compartilham o segundo lugar do “ranking”, com 13% cada, embora predomine no Leste o comércio e serviços do tipo horizontal, enquanto no Sudoeste a grande concentração é de comércio e serviços vertical, somente superada pela região do Centro. Juntas, as regiões do Centro e Sudoeste somam 64% do total do município no uso para comércio e serviços, caracterizando-as como os gran-des pólos geradores de emprego no setor terciário.

Ainda segundo a Secretaria de Planejamento, entre 1987 e 1997, houve a expansão de um novo pólo de empreendimentos em Serviços e Comércio, situando-se na região da Avenida Marginal do Rio Pinheiros, entre as pontes Morumbi e Transamérica, na região Sudoeste.

Dessa maneira, segundo a Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), 52% de todo o valor adicionado dos serviços no Estado encontram-se na capital. Somente no caso da saúde, em termos de geração de valor, 71% desses serviços no Estado estão na metrópole.

Isso se deve aos centros de excelência, como Hospital das Clínicas, Albert Einstein, Sírio e Libanês, entre outros centros médicos de ponta que atraem pacientes de todas as regiões do Estado, do país e até da América Latina.

Também estão sediadas no município as principais confederações de classes empresariais, comerciais e financeiras, como a Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) Fecomércio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), Febraban (Federação Brasileira de Bancos), cerca de 40 câmaras de negócios, como a Amcham-SP (Câmara Americana de Comércio de São Paulo), a segunda maior câmara americana de comércio do mundo.

São Paulo também é o município que mais exporta produtos no Brasil, liderando com 6,09% o ranking dos 100 maiores municípios exportadores, segundo dados de 2004 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Internacional por natureza, São Paulo sedia o maior número de eventos por ano, totalizando 70 mil, com um público estimado de 15 milhões de pessoas, das quais 10 milhões residentes no município e 4,2 milhões turistas.

O cardápio de atrações é variadíssimo: pequenas reuniões, grandes exposições, congressos, seminários temáticos, feiras nacionais e internacionais, Carnaval, Grande prêmio de Fórmula 1, Mostra Internacional de Cinema, o Tim Festival, a Semana Internacional de Moda, entre outros.

Para receber e promover 150 feiras, das 170 mais importantes do Bra-sil**, a cidade possui mais de 240.000m² de espaço útil em estruturas construídas, como o Parque Anhembi, Expo Center Norte, Centro de Convenções Rebouças, ITM Expo e Centro de Convenções Imigrantes, além dos espaços destinados a eventos culturais e esportivos, e à rede hoteleira, reunindo cerca de 430.000m² de áreas. Toda essa estrutura não é em vão. Afinal, busca-se atingir o maior mercado consumidor do país.

O salário mensal médio do trabalhador com carteira assinada gira em torno de 1.230 reais, segundo pes-quisa da Secretaria de Planejamento, a partir de Convênio com a Fundação Seade e o Dieese.

O índice de participação de recolhimento de ICMS é de 24% em relação a todo o Estado. São Paulo conta ainda, segundo o IBGE, com 1640 agências bancárias, com operações de crédito que chegam a R$ 124.519.141.114,84.

E para levar sempre à frente a economia dessa cidade, os maiores investimentos em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento do Estado estão em São Paulo. Em 2001, a Região Metropolitana de São Paulo respondia por 69% das empresas inovadoras do Estado, 56% desses serviços na capital.

Em termos de Pesquisa e Desenvolvimento, 70% das empresas que investem nesses ramos localizam-se na metrópole, alocando 87% do pessoas que trabalha nessas áreas.

Fontes:

* Boletim do Banco Central, Secretaria de Estado dos Negócios da Fa-zenda e IBGE, com dados organizados pela Emplasa/DTE/Coordenadoria de Informações.

**UBRAFE (União Brasileira dos Promotores de Feiras)

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