Secretaria Municipal das Subprefeituras

Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010 | Horário: 13:58
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Primeiro Circuito Nacional de Bumerangue chega para reunir e organizar o esporte em nosso país

Evento aconteceu no Parque do Povo, zona sul de São Paulo; competidor conseguiu inclusive bater recorde brasileiro de Trick Catch/Doubling

Foi no último final de semana (23 e 24), no Parque do Povo, que aconteceu o primeiro Circuito Nacional de Bumerangue e contou com a presença de praticantes de diversas regiões do país, como Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.

“A organização estava muito boa, tivemos um alto nível técnico com a presença do Gary, campeão mundial do esporte, vindo dos Estados Unidos. Mesmo com a chuva que caiu em São Paulo, começamos o primeiro circuito e teremos a oportunidade de uma avaliação em diversas condições de clima com incentivo financeiro. Isso também é inédito para nós e nos permitirá reunir praticantes de todo o Brasil”, contou Tales Oliveira, campeão da primeira etapa do circuito. Oliveira lembrou ainda que pelo fato de os materiais utilizados nos bumerangues de competição serem caros, bons jogadores desanimam por falta de incentivo. “Esse circuito chega para trazer um caráter de profissionalização ao esporte”.

Para o veterano no esporte, o fator climático - no caso o vento - conta muito para o desempenho do jogador nas provas e, pela falta de cultura e incentivo ao bumerangue no Brasil, uma realização como essa, feita com o patrocínio do Banco Santander, só irá melhorar o nível técnico e incentivar as crianças a praticar. “É um esporte muito fácil de ser praticado, pois a força física não é o mais importante, mas sim a habilidade do jogador”, finalizou Tales. Esta etapa reuniu praticantes de várias idades.

Recorde Nacional
Por causa da chuva, as provas de Trick Catch/Doubling foram adiadas para o segundo dia do evento. Apesar disso, recordes foram alcançados durante a etapa: “Todos os atletas deram o melhor de si e, com isso, conseguiram bons resultados. É o caso de André Caixeta, que bateu o recorde brasileiro de Trick Catch/Doubling com 91 pontos. O anterior era de 72 pontos, alcançado por ele mesmo em novembro de 2009”, conta o idealizador desse circuito e responsável pela popularização do esporte no país, Carlos Martini Filho, conhecido por Magrão.

No intervalo entre uma etapa e outra, Magrão falou um pouco sobre a incansável missão de difundir o esporte por todo o Brasil: “Nosso objetivo é organizar um ranking brasileiro do esporte, difundir a técnica, trazer os maiores praticantes do mundo e mostrar para a população brasileira os benefícios físicos e mentais do esporte. O bumerangue tem muito mais ciência do que parece”.

Pela primeira vez num evento oficial, um bumerangue foi levado por uma corrente térmica. Durante os aquecimentos para a prova MTA (Maior Tempo no Ar), um fato inusitado parou o público presente no Parque do Povo e obrigou todos a arregalar os olhos e prestar atenção no bumerangue que subiu, permaneceu em torno de cinco minutos voando estável e logo foi levado por uma corrente de ar, sobrevoando o céu da capital paulista. Logo em seguida, ele desapareceu.

Roberto de Souza, dono do bumerangue e adepto há anos do esporte, disse nunca ter visto isso acontecer antes. “Treino em média de três a quatro vezes por semana antes das provas. Jogo muito na praia, onde não tem corrente térmica e foi extremamente emocionante, porque a gente ouve falar que isso acontece, mas aqui no Brasil nunca tínhamos visto acontecer dentro de uma competição”.

Este tipo de bumerangue é especial e feito de fenolite, um material produzido a base de papel e cola fenólica. Souza é quem fabrica seus bumerangues para as competições. “O pessoal ficou cronometrando e viram o bumerangue até quinze minutos antes de sumir de vez. O aquecimento era para a prova que avalia o maior tempo no ar, mas era apenas aquecimento. Apesar disso, o bumerangue precisa ir e voltar para que valha pontos”, explica o participante.

Para ver a tabela geral dos resultados desta primeira etapa, basta acessar www.fbbumerangue.com.br

Parque do Povo
Áreas verdes projetadas com identidade e conforto, visando o incentivo de esportes diferenciados e acessíveis a todos, que geram maior atração a população. São essas as características que fazem parte dos projetos da Coordenadoria de Áreas Verdes da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras (SMSP). Para o coordenador da área, o arquiteto paisagista André Graziano, essa realização é uma união de forças em que muitos são beneficiados. “A Federação Brasileira de Bumerangue, que tem um lugar apropriado para incentivar a prática do bumerangue, realizar as etapas e receber os interessados nesse esporte. O parque, porque evidencia seu papel de aglutinador e local público para a recreação, e a população, pois é fascinante o engajamento que o bumerangue proporciona aos visitantes, que acabam participando ativamente do processo tanto na competição quanto na agenda de clínicas abertas que serão promovidas ao longo deste ano, com a próxima já agendada para o dia 27 de fevereiro”, explicou Graziano.

As clínicas são realizadas no local cercado, no campo de grama do Parque do Povo, onde há privacidade aos participantes e não atrapalha a dinâmica de uso do parque. O campeonato acontece no gramado principal, onde é montada a raia oficial de competição, que disponibiliza mais de 50 metros livres de obstáculos necessários para a prática do esporte.

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