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Vacinação

As vacinas são utilizadas para prevenir doenças. Elas são compostas de partes de vírus ou bactérias ou ainda do próprio vírus ou bactéria mortos ou enfraquecidos e faz com que nosso organismo produza defesa contra eles.

Desta forma, se um destes organismos infectar o nosso corpo, esta defesa será acionada e não desenvolveremos aquela doença.

Estas substâncias são velhas conhecidas, mas a vacinação ficou famosa com as campanhas de vacinação contra a varíola, que acabaram eliminando esta doença do planeta. No Brasil, a prevenção de doenças sempre foi uma preocupação importante para a saúde pública. Lembrando que “prevenir sempre é melhor do que tomar remédio” foi criado um programa nacional para que as vacinas mais importantes fossem oferecidas para toda a população, independentemente da condição social ou econômica.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) tem diversos motivos para comemorar. Os impactos positivos das ações contra a Poliomielite e as estratégias dos dias nacionais de vacinação fizeram com que a Organização Mundial de Saúde nos premiasse com o Certificado de Erradicação da Poliomielite, em 1994, e que fosse recomendado a outros países que adotassem estratégias como as nossas.

Atualmente, além de ampliar as vacinas oferecidas, como a introdução no calendário básico das vacinas pneumococo 10 valente e meningocócica C para os menores de 2 anos, ampliou a faixa etária para 24 anos e incluiu gestantes para vacinação contra a hepatite B. O município de São Paulo segue as orientações técnicas do PNI, mas foi pioneiro ao implantar a vacinação contra influenza, no ano de 1998, para pessoas a partir dos 60 anos de idade, estendendo-se para o âmbito nacional no ano seguinte. No ano de 2011 a vacinação contra influenza além de ser aplicada nas pessoas com 60 anos e mais de idade, os trabalhadores da saúde que fazem atendimento para a influenza e os povos indígenas, será ampliado a vacinação para as crianças de 6 a 23 meses de idade e gestantes.

O Programa Municipal de Imunização deu início ao processo de implantação nas maternidades da vacinação contra hepatite B e as formas graves da tuberculose para que a criança receba a vacina nas primeiras horas de vida.

Com o aumento das vacinas disponíveis, surgiu o problema do número de injeções que os bebês irão receber no primeiro ano de vida. A partir de então, começaram a surgir vacinas combinadas que imunizam contra várias doenças em uma picada só. O Brasil não ficou para trás, e aplica a vacina tetravalente, uma combinação da vacina tríplice bacteriana com a vacina contra Haemophilus influenzae.

Nós também nos desenvolvemos na fabricação de vacinas. Atualmente, a maior parte das vacinas aplicadas na população são produzidas em nosso país, grande porcentagem delas no Instituto Butantã, aqui na cidade de São Paulo.

As vacinas transformaram muitas doenças da infância em memórias distantes, mas tem-se tornado vítima do seu próprio sucesso. Com o desaparecimento de uma doença pela vacinação em massa, a sua ameaça parece menos real e, os efeitos colaterais, mesmo leves, acabam sendo ressaltados. Além disso, novidades sempre causam medos e demoram a serem aceitas. Desde o início de sua existência, a vacinação sempre foi uma atividade rodeada de mitos e dúvidas, algumas delas muito comuns, como as abaixo:

Dúvidas mais comuns sobre a vacinação

 

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