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Sequelas Oculares da Hanseníase

 

 

O bacilo atinge principalmente 2 principais nervos cranianos (V ou trigêmeo e VII ou facial).

O nervo trigêmeo é responsável pela sensibilidade corneana e a sua lesão pode resultar na perda do reflexo de piscar, levando ao ressecamento corneano e conseqüentemente na formação de úlcera corneana, que se não tratada pode levar a cegueira.

O nervo facial inerva o músculo orbicular que quando atingido leva ao ectrópio (frouxidão da pálpebra inferior ), ou ao lagoftalmo ( limitação do fechamento das pálpebras ), piorando o ressecamento corneano e da conjuntiva, favorecendo infecções secundárias.

 

         

       

 

 

Fonte: OMS


O bacilo ainda pode provocar a inflamação de tecidos vasculares dos olhos, resultando em uveíte (reação inflamatória imunológica ocular), neurite óptica ou esclerite, que também podem resultar em dano ocular.

 

COMO EVITAR A CEGUEIRA

Procurar o oftalmologista em caso de aparecimento de qualquer sintoma, quanto mais precoce o tratamento, menores as complicações e seqüelas.

Higiene ocular, uso de óculos escuros e evitar o ressecamento corneano. Observar se existem corpos estranhos na córnea já que a sensibilidade está diminuída, e realizar o tratamento adequado e pelo período correto prescrito pelo seu médico.

É importante lembrar que os portadores de hanseníase devem realizar avaliação oftalmológica no início, meio e fim do tratamento, sendo que o paciente deve ficar atento a alterações oculares até pelo menos 8 anos após a sua alta medicamentosa, período em que os bacilos mortos ainda estão sendo eliminados do organismo.


TENDO QUALQUER ALTERAÇÃO OCULAR PROCURE DE IMEDIATO A SUA UNIDADE DE TRATAMENTO PARA SER ENCAMINHADO AO OFTALMOLOGISTA