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Raiva

 

 

 

 Inclusões citoplasmáticas causadas pelo vírus da raiva
 (Fonte: LabZoo-VIS)

 

 

 

 O que é?

 

A raiva é uma zoonose (antropozoonose) infecto-contagiosa, causada por vírus do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae, que atinge mamíferos, inclusive o homem, causando distúrbios no Sistema Nervoso Central, sendo seu prognóstico fatal em praticamente todos os casos. É uma encefalite, geralmente de evolução rápida, que tem como hospedeiro, reservatório e transmissor, o animal que, dependendo da situação, transmite a doença aos humanos.

 

Distribuição da raiva

 

Tem ocorrência praticamente mundial. O animal transmissor da doença varia nas diversas regiões do mundo. O cão permanece como o principal transmissor da raiva para o homem e também como a principal vítima da doença. Em países que conseguiram controlar a raiva em animais domésticos como os Estados Unidos, Canadá e vários países europeus, o vírus da raiva se mantém circulante na natureza, fundamentalmente nos animais silvestres.

 

No Brasil, embora ainda persista o ciclo urbano em algumas regiões, ciclos silvestres vêm assumindo muita importância, destacando-se o morcego hematófago e o sagüi.

O Município de São Paulo é considerado área de raiva controlada, sendo que o último caso de raiva humana notificado ocorreu em 1981. Desde 1990, casos isolados de raiva em morcegos insetívoros foram registrados, sendo que os espécimes foram capturados em regiões urbanas centrais do município.

 

Transmissão

A transmissão mais freqüente do vírus da raiva ocorre pelo contato da saliva de animais doentes, na pele ou mucosa por mordeduras ou escoriações. Já foram relatados também casos de contaminação inter-humana, ocorridos após transplantes de córnea e outros órgãos provindos de doadores contaminados.
 

Diagnóstico Laboratorial

Ambas as provas apresentam alta sensibilidade e especificidade e são recomendadas pela Organização Mundial da Saúde.

 

Envio Correto de Material Material

O material para diagnóstico deve ser acondicionado em saco plástico duplo, ou frasco de boca larga, vedado hermeticamente, identificado de forma clara e legível, não permitindo que a identificação se apague em contato com água ou gelo. Não devem ser utilizados frascos de vidro, devido a riscos de acidentes.

A amostra, corretamente embalada e identificada, deve ser colocada em caixa de isopor, com gelo reciclável (tipo gelox), suficiente para que chegue bem conservada ao seu destino. A caixa deve ser rotulada, bem fechada, evitando vazamentos que possam contaminar quem a transporte. Cada amostra encaminhada deverá ser acompanhada de ficha epidemiológica devidamente preenchida.
 

 

Conservação/Transporte

 

Observação

 

Prevenção

 

Como a raiva é transmitida essencialmente por mordedura, pela penetração do vírus presente na saliva do animal doente, o principal cuidado é evitar contato com animais desconhecidos. Se ocorrer a mordedura, lavar imediatamente o ferimento com água e sabão e dirigir-se a uma unidade de saúde.

 

No caso de morcegos, em hipótese alguma, se deve manuseá-los, acione o Centro de Controle de Zoonoses que possui equipe treinada para orientar e se for indicado, capturar o animal no local. Esses animais podem estar contaminados com o vírus da raiva, especialmente quando são encontrados durante o dia (animal de hábito noturno) e em locais incomuns para as espécies (o habitat natural são árvores, cavernas, grutas e abrigos artificiais oferecidos pelo homem como construções abandonadas, etc.).

Caso haja contato de pessoas (lambedura, arranhadura ou mordedura) com animal doméstico desconhecido ou morcegos, procurar com urgência o Serviço de Saúde mais próximo para orientação.

 

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