Leptospirose

 

 

Leptospira sp
(Fonte: http://www.imbb.forth.gr)

 

 

 

O que é?

É uma doença infecciosa causada por uma bactéria do gênero Leptospira que apresenta cerca de 200 sorovares patogênicos. É uma zoonose que acomete o homem e os animais domésticos, sinantrópicos ou silvestres.

 

Sintomas

A doença pode variar desde um processo inaparente até a forma mais grave que pode levar o paciente a morte. Os quadros leves apresentam sinais e sintomas inespecíficos como febre, cefaléia, e mialgias que podem ser confundidos com os de uma gripe ou outra virose. Também são freqüentes dor abdominal, náuseas, vômitos, olhos acentuadamente avermelhados (hiperemia conjutival) e diminuição do volume urinário. Os quadros mais graves podem evoluir com ou sem icterícia, aparecem manifestações hemorrágicas e dependendo do grau, insuficiênica renal aguda, acometimento pulmonar, manifestações gastrointestinais entre outras.

 

Transmissão

A infecção no homem e nos animais ocorre através da pele e das mucosas. A via mais comum é através da água e solo contaminados. As leptospiras são eliminadas do organismo do animal infectado por via urinária, contaminando o meio ambiente. É o caso dos ratos, que albergam as leptospiras e raras vezes apresentam sinais da doença. O problema se agrava em períodos de enchentes. Não é necessário o isolamento dos doentes, uma vez que raramente ocorre transmissão do homem ao homem.

 

Tratamento e Prevenção

O tratamento baseia-se no combate do agente causal, através de antibioticoterapia e na terapia de suporte para debelar as principais complicações.

A Leptospirose pode incidir mais de uma vez no mesmo indivíduo, porém por sorovares diferentes, portanto as imunizações devem ser feitas por variantes prevalentes na região. No Brasil não há vacina disponível para seres humanos, somente para algumas espécies animais.

Medidas preventivas devem ser direcionadas ao controle de roedores, melhorias nas condições higiênico-sanitárias e na orientação da população quanto a permanência desnecessária e sem proteção em áreas alagadas e enlameadas , medidas de desinfecção de domicílios após enchentes, cuidados com alimentos e água de uso doméstico.

 

Diagnóstico Laboratorial

Pesquisa de anticorpos no soro:

  • Soroaglutinação Microscópica (MAT): é a técnica de referência indicada pela Organização Mundial da Saúde para leptospirose humana ou animal. Deve-se analisar pelo menos duas amostras de soro, sendo a primeira na fase aguda e a segunda após 10 a 15 dias da coleta da primeira amostra.
    • Resultado: 48 horas
  • Teste Imunoenzimático (ELISA-IgM): técnica gênero-específica, que não determina o sorovar. É indicada para a fase aguda da doença e as amostras devem ser colhidas a partir do 7º dia do início dos sintomas.
    • Resultado: 48 horas
       

Pesquisa do agente (antígeno):

  • Isolamento: as leptospiras podem ser isoladas do sangue ou do líquor, durante a primeira e a segunda semana de evolução da doença. O sangue é coletado de maneira asséptica e semeado em meios de cultura específicos.
    • Resultado: 2 A 15 semanas.

 

Interpretação

Na soroaglutinação microscópica para leptospirose, uma soroconversão (variação de 4 vezes, a mais ou a menos, no título da 2ª amostra em relação à 1ª) confirma o caso. Títulos até 400 são pouco conclusivos e título mais elevado na 2ª amostra tende a ser mais sorovar específico. No teste imunoenzimático para leptospirose resultados reagentes confirmam os casos com suspeita clínica da doença. Cultivos positivos (isolamento de leptospiras) confirmam casos de leptospirose.

 

Envio correto de material

Material

  • Pesquisa de anticorpos (MAT e ELISA):
    • Soro (2 ml);
    • Sangue sem anticoagulante (5 ml).
  • Isolamento
    • Sangue semeado em meio de cultura (tubos fornecidos pelo laboratório)
  • Conservação/Transporte
    • Soro: congelado ou refrigerado
    • Sangue: refrigerado;
    • Sangue semeado em meio de cultura: temperatura ambiente e ao abrigo da luz.

 

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