Larva Migrans

 


   
Ovo larvado de Toxocara spp em amostra de solo
Fonte: Lab Zoo-VIS

 

 

 

Larva de Ancylostoma spp em amostra de solo
Fonte:LabZoo-VIS

 

 

 

O que é?

A contaminação ambiental por meio dos dejetos de animais domésticos em vias e logradouros públicos tem sido motivo de preocupação tanto para os ambientalistas como para os sanitaristas. As fezes dos cães e gatos podem albergar uma série de parasitas de importância em saúde pública. A presença desses animais em áreas públicas, sobretudo em play-grounds, torna-se importante na medida em que essas áreas são amplamente freqüentadas por crianças. Assim, a areia e/ou terra dessas áreas de lazer representam riscos potenciais na transmissão de zoonoses parasitárias.

Dentre essas zoonoses estão a larva migrans visceral (LMV), síndrome observada em humanos infectados por ovos com larva de helmintos do gênero Toxocara spp nos tecidos, ou no globo ocular, causando a síndrome da larva migrans ocular (LMO). Os seres humanos, principalmente crianças, infectam-se ao ingerirem acidentalmente esses ovos presentes no solo, fômites e em mãos contaminadas. A larva migrans cutânea é causada pela migração de larvas do gênero Ancylostoma na pele. Essas larvas penetram na pele do homem e vagueiam no tecido subcutâneo, provocando uma erupção linear e tortuosa na pele, geralmente pruriginosa. É também conhecida como “bicho geográfico” e está freqüentemente relacionada a pacientes que tiveram contato com areias de praia ou solo de áreas de recreação.

 

 

Técnico colhendo amostras de areia em parque para análise

 

 

 

 

 

Cão em área de lazer

 

 

 

Diagnóstico Laboratorial
 

Métodos:

  • De concentração com solução de sacarose
  • De concentração com dicromato de sódio
     

Envio Correto de material

  • Material: em torno de 100g de areia e/ou terra, acondicionado em saco plástico limpo
  • Conservação/Transporte: refrigerado

 

Prevenção da Larva Migrans em tanques de areia e áreas de lazer

  • Realizar exames parasitológicos de fezes rotineiros nos animais com proprietários e tratamento específico dos positivos.
  • Conscientizar a população sobre a importância da posse responsável ( não deixar o animal solto na rua, vacinar, vermifugar, etc).
  • Recolher imediatamente as fezes dos animais, principalmente em áreas de lazer de crianças
  • Evitar o acesso de animais de rua nos tanques de areia e áreas de lazer, colocando telas ao redor destes e cobrindo os tanques de areia com plástico resistente ou lona, principalmente à noite.
  • Revolver periodicamente a areia das partes mais profundas para as mais superficiais, assim como deslocar as que estiverem em áreas sombreadas para as ensolaradas e vice-versa.
  • Realizar avaliação parasitológica de areia antes de colocar para uso em tanques e depois periodicamente, pelo menos de seis em seis meses. Trocar as areias do tanque sempre que apresentarem parasitas viáveis, principalmente os de importância em saúde pública.
  • Os tanques devem estar cercados por uma mureta de pelo menos 20 cm acima do nível do solo, a fim de evitar contaminações externas carreadas principalmente pelas águas da chuva;
  • Reforçar o uso de calçados nas áreas externas do tanque, onde é difícil a realização da troca de areia.
  • Reforçar o programa de educação sobre higiene para as crianças.
  • Lavar as mãos após brincar com areia e/ou terra.
  • Lavar frutas e verduras in natura antes de consumi-las.

 

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