Sistema de Informacoes para Vigilancia de Violencias e Acidentes

NOTIFICAÇÃO DE VIOLÊNCIAS E ACIDENTES NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

Os dados aqui disponibilizados são produzidos pelo Sistema de Informações para Vigilância de Violências e Acidentes (SIVVA) do município de São Paulo, gerenciado pela Coordenação de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-COVISA) em conjunto com as Supervisões de Vigilância em Saúde (SUVIS).

O SIVVA tem como fonte a notificação de atendimentos de vítimas de violências/ acidentes por profissionais de saúde. Essa notificação se faz por meio de um instrumento específico, de acordo com a Portaria 1328/07 – SMS.

Desta forma, o banco de dados do SIVVA não é representativo da totalidade dos acidentes ou violências, mas dos casos que incidem nos serviços de saúde.

Para fazer um perfil mais abrangente das violências e acidentes no município de São Paulo, consulte também os casos de causas externas no bancos de dados de mortalidade (PROAIM) e morbidade hospitalar (SIH-SUS).

Os dados estão divididos em 5 grupos e para construir suas tabelas, acesse os dados e consulte as notas técnicas para esclarecer as variáveis disponíveis para tabulação:


 

Definição de violência

Violência é definida como: “uso intencional da força física ou do poder, real ou em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma comunidade, que resulte ou tenha grandes possibilidades de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação” (OMS, 1996).

Acidente é definido como: “Evento não intencional e evitável, causador de lesões físicas e/ou emocionais no âmbito doméstico ou nos outros ambientes sociais, como o do trabalho, do trânsito, da escola, de esportes e o de lazer” (Ministério da Saúde, 2002).

Cada acidente ou violência pode ser duplamente classificado, segundo a sua causa, ou a consequência. Exemplo: uma queda (causa) que provoca um traumatismo craniano (consequência).

As consequências das violências e acidentes estão agrupadas, no capítulo XIX da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde – CID 10. A maior parte das consequências das violências e acidentes que incidem em serviços de saúde está representado pelos traumatismos, mas o capítulo inclui também intoxicações, efeitos de fatores externos como calor, luz e radiação etc. As causas das violências e acidentes estão classificadas no capítulo XX da CID-10 sob a designação de “causas externas de morbidade e mortalidade”.

Formas de Violência (Ministério da Saúde)

Segundo o Ministério da Saúde existem várias formas de classificar a violências e em nosso sistema damos ênfase para:

Violência Física: (também denominada sevícia física, maus-tratos físicos ou abuso físico): são atos violentos, nos quais se fez uso da força física de forma intencional, não acidental, com o objetivo de ferir, lesar, provocar dor e sofrimento ou destruir a pessoa, deixando, ou não, marcas evidentes no seu corpo.

Violência Sexual: é qualquer ação na qual uma pessoa, valendo-se de sua posição de poder e fazendo uso de força física, coerção, intimidação ou influência psicológica, com uso ou não de armas ou drogas, obriga outra pessoa, de qualquer sexo, a ter, presenciar, ou participar de alguma maneira de interações sexuais ou a utilizar, de qualquer modo a sua sexualidade, com fins de lucro, vingança ou outra intenção.

Violência Psicológica: é toda forma de rejeição, depreciação, discriminação, desrespeito, cobrança exagerada, punições humilhantes e utilização da pessoa para atender às necessidades psíquicas de outrem. É toda ação que coloque em risco ou cause dano à auto-estima, à identidade ou ao desenvolvimento da pessoa. Esse tipo de violência também pode ser chamado de violência moral, a exemplo do assédio moral. O bullying é outro exemplo de violência psicológica, que se manifesta em ambientes escolares ou outros meios, como o cyberbullying;

Negligência/abandono: é a omissão pela qual se deixou de prover as necessidades e cuidados básicos para o desenvolvimento físico, emocional e social da pessoa atendida/vítima. Ex.: privação de medicamentos; falta de cuidados necessários com a saúde; descuido com a higiene; ausência de proteção contra as inclemências do meio, como o frio e o calor; ausência de estímulo e de condições para a freqüência à escola. O abandono é uma forma extrema de negligência.