Congresso da Rede de Atenção à Saúde premia profissionais da saúde pública em São Paulo

Evento de encerramento foi realizado na última sexta-feira (25)

Por Laura Yoko Yonemoto
Fotos Edson Hatakeyama

Painel na entrada do Centro de Convenções do Anhembi em um fundo branco com os seguintes dizeres em azul marinho: Bem-vindos ao Congresso Municipal da Rede de Atenção à Saúde na Cidade de São Paulo - Desafios da Organização do Trabalho e da Educação na Saúde - Desafios da Organização do Trabalho e da Educação na Saúde

Promovido pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), pela Coordenação de Gestão de Pessoas (Cogep) e pelo Centro de Desenvolvimento, Ensino e Pesquisa em Saúde (Cedesp), o “Congresso Municipal da Rede de Atenção à Saúde na Cidade de São Paulo – Desafios da Organização do Trabalho e da Educação na Saúde” aconteceu em 24 e 25 de maio últimos, no Centro de Convenções do Anhembi, na zona Norte de São Paulo. O intuito do evento é incentivar o debate, a reflexão e a troca de experiência acerca das propostas e ações realizadas na rede municipal de saúde.

Na sexta-feira (25), a programação contou com a apresentação e a premiação dos trabalhos selecionados pelos Cedesps regionais nos eixos: Gestão do Sistema Municipal da Saúde; Educação e Gestão do Trabalho e Avaliação e Monitoramento; atividades culturais (dança circular, Tai Chi e Lian gong); montagem da Árvore dos Desejos, para reunir sugestões e incentivar a participação e a integração dos participantes; além de palestras e mesas de debates.

No saguão do evento, a Árvore dos Desejos com pétalas de papel brancas e palavras escritas em verdeexibe sugestões e expectativas dos participantes em relação à saúde na cidade de São Paulo

“Organizar um evento desse porte e natureza não é tarefa fácil”, reconhece a dra. Jane Abrahão Marinho, coordenadora da Cogep. “Mas, graças à ajuda das pessoas, ela se tornou possível. Somos um grupo que acredita nesse trabalho, nessa capacitação, na troca de experiências. Formamos comissões e esse foi um encontro pensado por muitas pessoas que ajudam a construir, cotidianamente, esse SUS aqui na cidade de SP”.

Participantes do evento no belo e iluminado auditório do Centro de Convenções do Anhembi

Apresentação dos trabalhos

Os trabalhos selecionados pelos Cedeps foram apresentados por profissionais da saúde pública em forma de pôsteres e comunicação oral. Ao final do evento, foram premiados os três melhores de cada categoria. “A principal questão trabalhada por nós no congresso foi dar mais visibilidade aos trabalhos executados nos territórios, premiando as ações que buscam cada vez mais melhorias na qualidade do serviço prestado pelo SUS”, esclarece a dra. Jane.

A segunda colocada no eixo Gestão do Sistema Municipal da Saúde, modalidade apresentação oral, com o trabalho “Efetividade do Acesso à Rede de Urgências e Emergências Qualificando Casos Removidos, Ampliando a Comunicação nos Pontos de Atenção”, Gabriela Rocha Bernardes, atua na saúde pública há 10 anos e explica que o projeto acontece há um ano na região da Penha e foca no atendimento de urgência e emergências nas AMAS e na remoção para hospitais de referência. Segundo ela, após essa ação, o número de casos de remoção diminuiu 20% no último ano.

Em relação ao congresso, Gabriela diz estar feliz com a troca de experiências e novos aprendizados. “Foi sensacional, uma grande oportunidade de dividir e compartilhar saber, de aprender com quem já faz. A discussão na sala foi muito rica, desafiadora. Mostra para a gente que temos muito ainda a melhorar”, ela afirma.

Encerramento

De terno marrom escuro, o secretário da Saúde Wilson Pollara discursa no palco do Centro de Convenções do Anhembi; atrás dele, o cartaz branco com o nome do vento escrito em letras maiúsculas azuis marinhos

O evento contou com a participação de aproximadamente 1.200 congressistas e foi encerrado pelo Secretário Municipal de Saúde do município de São Paulo, Wilson Modesto Pollara, que falou sobre a ação do agente comunitário no PMAQ (Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade) e ressaltou a importância de acolher a população dentro do sistema de saúde: “O acolhimento é a coisa mais importante, porque é isso que fica na memória quando o paciente sai”.

Pollara ainda relatou casos como o da paciente Maria do Rosário da região Oeste, que se identificou como usuária da UBS José Marcílio Malta Cardoso. “É como se a unidade a protegesse. Meu sonho é que todas as pessoas pertençam a uma unidade, pois isso vai fazer com que ela tenha uma referência, para que possamos escutar a sua voz”, finalizou o secretário.