Prevenção Combinada

São novas estratégias de prevenção que surgem como ferramentas complementares no enfrentamento da epidemia de HIV ampliando a gama de opções que os indivíduos terão para se prevenir contra o vírus e oferecendo mais alternativas – cientificamente eficazes.


A prevenção combinada abrange o uso da camisinha masculina ou feminina, ações de prevenção, diagnóstico e tratamento das IST, testagem para HIV, sífilis e hepatites virais B e C, profilaxia pós-exposição ao HIV, imunização para HPV e hepatite B, prevenção da transmissão vertical de HIV, sífilis e hepatite B, tratamento antirretroviral para todas as PVHA, redução de danos, entre outros.
 

Mandala circular da prevenção combinada com os textos em ordem horária: Profilaxia Pós-Exposição (PEP), Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), Prevenir a transmissão vertical, imunizar para HBV e HPV, Redução de danos, Diagnosticar e tratar as pessoas com IST e HV, Usar preservativo masculino, feminino e gel lubrificante, Tratar todas as pessoas vivendo com HIV/Aids e Testar regularmente para o HIV, outras IST e HV. AO centro há o texto Prevenção Combinada, com setas circulares com o texto Populaçoes-chave e prioritárias.


Conheça cada área da mandala:

TRATAMENTO COMO PREVENÇÃO – TASP
O uso de medicamentos antirretrovirais faz com que as pessoas vivendo com HIV/AIDS alcancem a chamada “carga viral indetectável”. As evidências científicas também mostram que pessoas vivendo com HIV/AIDS que possuem carga viral indetectável, além de ganharem uma melhora significativa na qualidade de vida têm uma chance muito menor de transmitir o vírus à outra pessoa.

 
PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO – PEP

A PEP é a utilização da medicação antirretroviral após qualquer situação em que exista o risco de contato com o vírus HIV. A medicação age impedindo que o vírus se estabeleça no organismo – por isso a importância de se iniciar esta profilaxia o mais rápido possível após o contato: em até 72 horas, sendo o tratamento mais eficaz se iniciado nas duas primeiras horas após a exposição. O tratamento deve ser seguido por 28 dias.


PROFILAXIA PRÉ-EXPOSIÇÃO – PrEP

A PrEP é a utilização do medicamento antirretroviral por aqueles indivíduos que não estão infectados pelo HIV, mas se encontram em situação de elevado risco de infecção. Com o medicamento já circulante no sangue no momento do contato com o vírus, o HIV não consegue se estabelecer no organismo. No Brasil, a PrEP ainda não é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que dois estudos estão sendo desenvolvidos para avaliar a aceitabilidade e aplicabilidade do recurso em relação a população e a rede de saúde pública.


PRESERVATIVO MASCULINO / FEMININO e GEL LUBRIFICANTE

O preservativo masculino (camisinha) é o método mais eficaz para prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, como a aids, alguns tipos de hepatites, sífilis e evita a gravidez não planejada.

O preservativo feminino também serve para prevenir contra a aids, hepatites virais e outras doenças sexualmente transmissíveis. Assim como a opção masculina, também evita uma gravidez não desejada. Por ficar dentro do canal vaginal, a camisinha feminina não pode ser usada ao mesmo tempo em que a masculina. É feita de poliuretano, um material mais fino que o látex da camisinha que envolve o pênis. É, também, mais lubrificada.

O gel lubrificante, que deve ser sempre à base de água para não danificar o preservativo, tem papel na prevenção da transmissão sexual do HIV, dado que sua presença nas relações sexuais diminui o atrito e a possibilidade de provocar microlesões das mucosas genitais e anais, lesões estas, que funcionam como porta de entrada para o HIV e outros microorganismos. Recomenda-se seu uso associado ao preservativo, potencializando a prevenção, ou uso isolado, na lógica da redução de risco.

O preservativo masculino, feminino e o gel lubrificante são disponibilizados gratuitamente em toda rede pública de saúde.


REDUÇÃO DE DANOS

Como o HIV e alguns vírus causadores de hepatite estão presentes no sangue, há risco de infecção a cada vez que se divide seringas, agulhas, alicates ou qualquer outro produto que corte ou fure. Por isso, recomenda-se não compartilhar os equipamentos para o uso de drogas (seringas, cachimbos, piteiras etc).

Essas recomendações fazem parte da estratégia de redução de danos do Ministério da Saúde, que busca reduzir os prejuízos sociais e à saúde de quem usa álcool e outras drogas. O programa não incentiva o uso de drogas nem as distribui; somente visa a proteção dos usuários que não conseguem ou não querem deixar de usar drogas.


PREVENÇÃO DA TRANSMISSÃO VERTICAL

Toda mulher grávida deve fazer o pré-natal e os exames para detectar o HIV e a sífilis. Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão da mãe para a criança. O teste para diagnosticar a sífilis deve ser feito na 1ª consulta do pré-natal, idealmente no primeiro trimestre da gravidez, no início do 3º trimestre (28ª semana) e no momento do parto (independentemente de exames anteriores), pois a sífilis congênita pode causar aborto e má-formação do feto, entre outros problemas. A parceria sexual também deverá comparecer ao serviço de saúde para ser orientada e tratada, a fim de evitar a reinfecção da gestante.

Já a testagem para o HIV é recomendada na 1ª consulta do pré-natal ou 1º trimestre e 3º trimestre da gestação. Mas, no caso de gestantes que não tiveram acesso ao pré-natal, o diagnóstico pode ocorrer no momento do parto, na própria maternidade, por meio do teste rápido para HIV. As gestantes que souberem da infecção durante o pré-natal têm indicação de tratamento com os medicamentos antirretrovirais durante a gestação e ainda no trabalho de parto para prevenir a transmissão. O recém-nascido também deve receber o medicamento antirretroviral por quatro semanas e ser acompanhado no serviço de saúde.

A transmissão do HIV também pode acontecer durante a amamentação, por meio do leite materno, por isso a mãe que tem o vírus não deve amamentar a criança. É orientada a suspensão da amamentação e a inibição da lactação. Portanto, o leite da mãe deve ser substituído por leite artificial.


TESTAGEM PARA DIAGNÓSTICO DE HIV OUTRAS DST E HEPATITES VIRAIS

O teste para diagnóstico do HIV quando feito precocemente aumenta a expectativa de vida do soropositivo. Quem busca tratamento especializado no tempo certo e segue as recomendações do médico ganha em qualidade de vida. A infecção pelo HIV pode ser detectada com, pelo menos, 30 dias a contar da situação de risco. Isso porque o exame (o laboratorial ou o teste rápido) busca por anticorpos contra o HIV no sangue. Esse período é chamado de janela imunológica.

O teste da sífilis está disponível nos serviços de saúde, como parte da estratégia para ampliar a cobertura diagnóstica dessa DST.


IMUNIZAÇÃO

A vacina contra Hepatite B é bastante eficaz, mas são necessárias as três doses para garantir a proteção. Está disponível nos serviços de saúde. Para a Hepatite C não existe vacina até o momento.

Atenção especial para vacinação de: gestantes, trabalhadores da saúde, bombeiros, policiais, manicures, populações indígenas, doadores regulares de sangue, gays, lésbicas, travestis e transexuais, profissionais do sexo, usuários de drogas, pessoas com Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST).

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