Subprefeitura de Pinheiros

Histórico

 

Histórico

Introdução

A cidade de São Paulo, um dos maiores aglomerados urbanos do Planeta, surgiu em 1554 a partir de um colégio jesuíta e é o atual pólo de atração não só de sua região Metropolitana mas também de todas regiões do Brasil.São Paulo, somente uma pequena vila até o século XIX, situada em seu local de fundação, era um local de passagem e transição entre o litoral e o interior, daí a oportunidade de crescimento e progresso.

Fundação de São Paulo

A localização única fez com que o povoado e seus arredores se tornassem entroncamentos dos muitos caminhos “peabirus” já trilhados a séculos pelos indígenas e depois pelos primeiros exploradores brancos, os bandeirantes.

Histórico de alguns bairros

Pinheiros

Pinheiros, nesse contexto, teve origem numa aldeia indígena situada à margem direita do Rio Pinheiros, próximo onde atualmente encontra-se a ponte que liga a avenida Eusébio Matoso à avenida Vital Brasil.

Atividades econômicas e outras

Desde a sua fundação em 1560, século XVI, até depois da segunda metade do século XIX, Pinheiros continua sendo um aldeamento indígena e vai se transformando com o tempo num povoamento caipira, acolhendo brancos, indígenas e mestiços que se dedicavam à agricultura, utilizando-se de tração animal para o transporte de produtos até o centro de São Paulo.

A região foi sítio bastante usado durante o ciclo bandeirista e suas expedições, devido à proximidade com o rio Pinheiros, afluente do rio Tietê, sendo o centro de penetração de Fernão Dias Paes e seus bandeirantes.

Com a perda das concentrações em minas, os paulistas se dedicaram ao comércio de bens e construções, dando início a um período, o tropeirismo, caracterizado pelo intenso movimento de mulas entre os centros de mineração, o Sul, Sorocaba, São Paulo e o Nordeste.

Por volta de 1750 (século XVIII) desenvolvemos, aos poucos, uma importante entrada e saída de São Paulo para todos que tentavam vir ou ir ao Sul. A antiga igreja, hoje Nossa Senhora do Monte Serrat, muito colaborou para o desenvolvimento do bairro. Ele era o pólo de atração de povoados e passantes e se transformou em local de romarias.

Café e Ferrovias

Na verdade, até o fim do século XVII, Pinheiros era aldeia e núcleo modestíssimo, completamente desligado do centro da cidade, tinha não mais que duzentas casas ao redor do Largo de Pinheiros, onde localizava-se a antiga igreja.

Hoje pouca coisa restou desse período, além de traçado urbano. Com a independência brasileira, em 1822 (século XIX), o café avança sobre o território paulista e toma praticamente todo o Estado em 100 anos, criando a base econômica que permitiria à cidade um rápido desenvolvimento até o final do século XIX e início do século XX.

Da necessidade de escoar o café surgem as ferrovias, quer as ferrovias de carga, quer os trens de passageiros e os trens urbanos e bondes. Rapidamente São Paulo deixa seu perfil colonial, trocando-o por um novo perfil arquitetônico de áreas mais avançadas e uma crescente vida urbana que se espelha pelos bairros, um deles, Pinheiros.

Imigração e urbanização

No início do século XX alguns fatores possibilitaram um primeiro período de efetivo desenvolvimento de Pinheiros: o prolongamento da linha de bondes até o largo de Pinheiros, feito a partir da então Avenida Municipal, hoje Dr. Arnaldo e a abertura da rua Teodoro Sampaio. Em 1907 foi inaugurado o Entreposto, atualmente Mercado Municipal de Pinheiros. Dessa forma, a região converteu-se em núcleo receptor da produção agrícola oriunda de áreas ao longo das estradas para Itapecerica, Cotia e Itu. Talvez resida aí, na precocidade da presença do Mercado, a própria origem de Pinheiros como centro de comércio atacadista.

Sistema Viário

Nesse período praticamente estabeleceu-se o esqueleto de Pinheiros, baseado principalmente na presença de uma série de radiais, que se definiam em função de antigos caminhos. Seu eixo principal, uma seção da antiga estrada de Sorocaba, compreendia as Ruas dos Pinheiros e Butantã. Cruzava-o um caminho de boiadas, que ligava a Lapa à Vila Clementino. Esse, ao passar por
Pinheiros, compreendia, principalmente a Estrada Grande das Boiadas, (atual Av. Diógenes Ribeiro de Lima), a Rua Fernão Dias, a própria Rua dos Pinheiros, a Rua Groenlândia, a Rua das Boiadas (Vila Nova Conceição). O conjunto completava-se com a Rua Paes Leme em direção ao Porto do Veloso, a atual Rua Cardeal Arcoverde, que chegava até o Araçá, e a Rua Teodoro Sampaio, em função dos bondes. A sede da  Prefeitura Regional está no Distrito de Pinheiros.

Vila Madalena

Nascida como Vila dos Farrapos no ano de 1910 (século XX), a Vila Madalena levou muitos anos para chegar ao "status" de bairro moderno. Somente na década de 50, as ruas de terra começaram a ceder lugar ao asfalto e a Vila foi ganhando, em seu arruamento, os contornos de um bairro planejado. A existência dos cemitérios de São Paulo e do Araçá movimentou a região por muitos anos,integrando-a à rotina da cidade.

Com sua localização privilegiada, pela proximidade do bairro de Pinheiros e com a tranqüilidade de suas ruas, a Vila Madalena passou nos últimos anos por grandes transformações. De bairro ocupado predominantemente pela classe média, evoluiu com o surgimento de muitas incorporações de prédios de apartamentos de padrão médio alto e mesmo de altíssimo padrão.

Uma característica marcante do bairro foi o surgimento, num ritmo crescente e espontâneo, de restaurantes e bares charmosos que começaram a atrair a presença de artistas e intelectuais que os elegeram como pontos preferidos para seus encontros de boemia. Aos poucos esses bares e restaurantes foram se tornando lugares famosos e de interesse turístico e cultural. É hoje, um ponto do encontro da boemia paulista. Vila Madalena está hoje no distrito de Pinheiros.

Em época recente, mais precisamente no ano de 1999, a Cia. do Metrô inaugurou uma moderna estação do transporte subterrâneo, a Estação Vila Madalena, integrada à linha Verde que vai até o bairro de Ana Rosa, atravessando ao longo da avenida Paulista, até cruzar com a linha azul, mais conhecida como norte- sul.

Infraestrutura e Industrialização

Todavia as crescentes e continuas exportações de produtos agrícolas, expressivamente o café, permitiram o aglutinamento das primeiras indústrias de São Paulo, favorecidas com o excesso de mão-de-obra imigrante disponível, alocadas junto as margens do rio, perto dos ramais ferroviários. As fabricas vão desenhar um novo perfil urbano e econômico na cidade, acelerando seu crescimento e ampliando sua infraestrutura de transportes e energia.

Esse processo de industrialização vai se acelerando nos anos 30, com a crise do café e da bolsa de Nova York, consolidando sua importância na economia paulista. A cidade amplia velozmente sua mancha urbana, atingindo os limites dos rios Tietê e Pinheiros, estruturando nela extensa rede de bondes elétricos e melhoramentos urbanos.

As exportações crescentes de café levaram a capitalização de recursos que permitiram a formação das primeiras indústrias de São Paulo, favorecidas com o excesso de mão-de-obra imigrante disponível. Implantadas ao longo dos terrenos das várzeas dos rios, como o rio Pinheiros e Tietê, por onde passavam as ferrovias, as fábricas irão criar o novo perfil urbano e econômico da cidade,
acelerando seu crescimento e ampliando a infraestrutura de transportes e energia.

O processo de industrialização vai se acelerar nos anos 30, com a crise do café em função da quebra da Bolsa de Nova York, consolidando sua importância na economia paulista. As ferrovias passam a articular uma rede de subúrbios operários constituídos no entorno de suas estações, dando início a um processo preliminar de metropolização.

A cidade amplia velozmente sua mancha urbana atingindo os limites dos rios Tietê e Pinheiros, estruturada numa extensa rede de bondes elétricos e melhoramentos urbanos diversos, principalmente em sua área central, em início de verticalização. O Viaduto do Chá rompe a barreira do Vale do Anhangabaú e a promove a expansão de bairros de elite na parte nova da cidade (como Jardim América, Paulista e Europa, Alto de Pinheiros etc.), enquanto consolidam-se os bairros e vilas operárias nas proximidades das fábricas. O automóvel se torna comum na cena urbana, transformando praças tradicionais e espaços públicos em áreas de estacionamento.

Os bairros-jardins à margem do Pinheiros

O Jardim Paulista
A Companhia City de Terrenos e Melhoramentos iniciou o primeiro loteamento do Alto de Pinheiros. Esta Companhia realizou o loteamento do Jardim América, também à margem do Rio Pinheiros, com ruas não ortogonais, grandes vias arborizadas e lotes de 1000 m² em média. Esse modelo serviu de exemplo às outras companhias, responsáveis pelos loteamentos do Jardim Europa, Jardim Paulista, Jardim Paulistano e Cidade Jardim.

Em seu conjunto, os "bairros jardins" vieram a formar um dos mais homogêneos trechos da cidade, exclusivamente residencial de classe alta. Hoje estes bairros se dividem entre os distritos de Jardim Paulista e Pinheiros.

Alto de Pinheiros – Loteamento Planejado e Sistema Viário
O Alto de Pinheiros surgiu como um loteamento da Cia. City, iniciado em 1925. Contudo, tendo a Light and Power Co. recebido por lei estadual, a concessão para retificar e alargar o rio Pinheiros, provocou um retardamento na sua implantação e somente em 1937 foi recomeçado o arruamento, aproveitando as vantagens dessa obra.

Quando a Lei do Marquês de Pombal expulsou os Jesuítas em 1770, suas terras que haviam sido leiloadas, deram origens a chácaras e sítios, de particulares. Estas, foram adquiridas pela Cia. City, em 1913, e estavam desocupadas em vista de estarem sujeitas às enchentes periódicas do Rio Pinheiros. O projeto do novo bairro aproveitou as experiências bem sucedidas dos bairros- jardins já implantados pela Cia. City: Jardim América e Pacaembú.

Com curvas de níveis respeitáveis, um dimensionamento generoso do sistema viário e hábil distribuição de áreas livres (praças, canteiros centrais nas avenidas e calçadas verdes) surgiu o bairro Alto de Pinheiros, no distrito de Alto de Pinheiros, constituindo-se em área residencial das classes média e alta da sociedade paulistana.

A sua avenida principal, com canteiro central de largura superior às das pistas de rolamento, é hoje denominada Av. Pedroso de Moraes, onde se destaca o grande corredor comercial formado por lojas de automóveis, supermercados e empresas de engenharia.Com a Praça Pan Americana, e sua rotatória de grandes dimensões localizada no centro do bairro, que distribui as largas avenidas em suas diagonais, o Alto de Pinheiros, constitui até hoje um exemplo dos mais representativos do urbanismo europeu.

Desenvolvimento da Cidade de São Paulo

Em 1954, quando dos 400 anos da cidade, São Paulo se coloca como uma das maiores cidades do mundo e principal metrópole industrial latino-americana, abrigando por volta de 2,75 milhões de habitantes. A verticalização intensa da área central e a velocidade de seu desenvolvimento urbano eram motivos de orgulho dos paulistanos, que então viviam "na cidade que mais cresce no mundo".

A estrutura urbana tornou-se complexa, com a pressão do aumento dos automóveis nas áreas centrais induzindo a transformações radicais em sua malha viária. Sob o prefeito Prestes Maia a cidade assume sua opção pelo rodoviarismo, implantando um anel de avenidas envolvendo seu centro histórico e transforma o Parque do Anhangabaú em parte de um corredor viário que cruza a mancha urbana no sentido Norte-Sul, ligando a Av. Tiradentes com às recém-criadas avenidas 9 de Julho e 23 de Maio.

O rio Tietê é retificado em seu percurso urbano e recebe avenidas expressas em suas margens. Nesse ano a cidade ganha um de seus cartões postais e símbolo expressivo de modernidade, o Parque do Ibirapuera. Preenchendo seus vazios internos com loteamentos aleatórios, a mancha urbana se adensa, cumprindo a frase ufanista da época "São Paulo não pode parar". A cidade começa também a inchar em sua periferia como resultado do intenso movimento migratório iniciado após os anos 30, principalmente dos estados do da região Nordeste do Brasil.

Itaim Bibi

Em contraste com estes bairros e a eles contíguos, surge na década de 20/30, um bairro de tipo popular, o Itaim Bibi, entre a Vila Nova Conceição e o Jardim Europa, que foi rapidamente ocupado por uma população modesta ou de classe média. Uma chácara, um general e um apelido estão na origem da região e do nome Itaim Bibi.No final do século XIX no numero 9 da Rua Iguatemi de hoje, se localizava o casarão que era a sede a fazenda de 120 alqueires do general José Vieira Couto de Magalhães. Em 1907, a propriedade foi adquirida por Leopoldo, irmão do militar. Em 1916, com a divisão da chácara entre os herdeiros do proprietário, apareceram os primeiros loteamentos, vendidos a imigrantes italianos e portugueses que vinham da Europa ou de outros bairros, como o Bexiga, onde os terrenos eram mais caros.

O patriarca virou nome de rua e um dos empregados, João Cachoeira, também. Para diferenciá-la do Itaim Paulista, os moradores passaram a se referir à área como os “terrenos do Bibi”, onde o apelido do antigo proprietário acabou dando nome à região. Como em outros distritos, o nome revela ainda o passado indígena da cidade. Em tupi, Itaim significa pedra pequena. Até a década de 30, a ocupação do Itaim Bibi, se restringiu ao quadrilátero formado entre o rio Pinheiros e as avenidas Nove de Julho, são Gabriel e Juscelino Kubitscheck (córrego do Sapateiro).A Vila Olímpia que também fazia parte do espólio da chácara teve desenvolvimento mais lento, por estar mais distante da área que funcionava como corredor de passagem entre Santo Amaro e o centro. No distrito de Itaim Bibi, situado na Zona Sudoeste estão situados os bairros de Chácara Itaim, Vila Olímpia, Vila Funchal, Brooklin Novo, Brooklin Paulista, Jardim Edith, Cidade Monções, Conjunto J K, Vila Cordeiro, Vila Gertrudes, Vila Uberabinha.

Início da Urbanização da Região de Pinheiros

Infraestrutura

Em fins da década de 1930, a parte mais central de Pinheiros começou a adquirir uma fisionomia mais urbana, beneficiada pelos primeiros serviços públicos, além dos bondes. Esse processo inicia-se em 1915, quando foi inaugurado o primeiro serviço de iluminação pública. Em 1929, uma parte do casario passou a beneficiar-se com o serviço de água encanada. Também nesse período, alguns logradouros começaram a ser pavimentados com paralelepípedos.

Na década de 40 Pinheiros apresentava-se densamente edificado, ocasião em que já era difícil determinar onde findava seu núcleo e começava Cerqueira César. A canalização do Rio Pinheiros, em 1943, permitiu que novas áreas fossem acrescentadas ao antigo núcleo.

Importantes Avenidas

A Avenida Eusébio Matoso começou a ser traçada, permitindo a urbanização entre ela e a rua Butantã. A região entre a rua Iguatemi e o canal do rio foi toda urbanizada. A Sociedade Hípica Paulista mudou-se e sua antiga área foi arruada, loteada e totalmente edificada com prédios e apartamentos de três pavimentos, hoje conhecidos como Prédinhos da Hípica, com uma parte ocupada pelo Colégio Estadual Fernão Dias.A Avenida Paulista teve sua origem ligada à iniciativa de Joaquim Eugênio de Lima, cidadão uruguaio radicado em São Paulo que, no final do século XVIII, loteou as Chácaras Paim e Pamplona e o Sítio do Caaguaçu. Asfaltada em 1908, passou a ter importante função como ligação entre os bairros residenciais dos setores Sul, Sudoeste e Oeste da cidade. Foi a preferida por ricos fazendeiros de café e abastados comerciantes, que lá construíram suas luxuosas residências.

Ao longo do tempo essas foram sendo substituídas por edifícios residenciais e comerciais, com o deslocamento para a área de muitas das atividades antigamente estabelecidas no centro da cidade. Outra radial importante da região é a Avenida 9 de Julho. Sua abertura data do fim da década de 30.Essa avenida atravessa o espigão central através de dois túneis paralelos, permitindo um acesso muito mais rápido aos bairros que se acham próximos da Avenida Paulista. Atualmente, ela é a principal ligação que une o centro aos bairros da Zona Sul. Assim foram surgindo bairros da SP Pinheiros como: Pinheiros, Vila Madalena, Jardim América, Vila Olímpia, etc...

Urbanização da Região de Pinheiros na década de 60

Os anos 60 iniciam um processo de perda de qualidade ambiental e padrões urbanos do qual a cidade se ressente hoje. A denominação de Centro Novo, para a área do outro lado do Vale do Anhangabaú relegou o Centro Velho, histórico, a uma lenta deterioração, culminando com o surgimento de novas centralidades com a Av. Paulista, depois a Av. Faria Lima e mais recentemente, a Av. Luis Carlos Berrini, na zona sul da cidade.A instalação de um pólo automobilístico na região do ABC ampliou significativamente a migração interna, além de incrementar o uso do automóvel na cidade, o qual atinge hoje a taxa assustadora de um carro para quase dois habitantes, numa população de 10 milhões de pessoas.

A falta de qualquer tipo de controle para seu crescimento levou à invasão de áreas de mananciais, essenciais para o abastecimento, e à perda paulatina de áreas verdes e espaços públicos.Um cinturão periférico de sub-habitações abriga mais de 1 milhão de pessoas, ligadas por precários laços de infraestrutura com a cidade convencional. A antiga cidade de São Paulo hoje se apresenta como um fenômeno urbano específico, uma megalópole, ou seja, uma aglomeração de pessoas e problemas que escapa aos métodos comuns para seu tratamento, dada as implicações sempre compartilhadas com os municípios polarizados ao seu redor.

O preço desse gigantismo foi a perda de qualidade de vida para boa parte de seus habitantes, o que acaba se refletindo nos crescentes índices de violência urbana. O novo Plano Diretor Estratégico, Lei aprovada em 2.003, após 30 anos do velho zoneamento da cidade, procura dar novos rumos à cidade.Historiar regiões da cidade, unidas administrativamente, mas com origens e funções díspares no contexto urbano diversificado, não é fenômeno simples, mas o que as une é a vontade de organizar e gerir este espaço urbano, mais ou menos homogêneo e, com isso, continuar a luta por um espaço urbano digno para seus habitantes.

O espaço geográfico

A Prefeitura de RegionalPinheiros tem 32,11 quilômetros quadrados que se estende da várzea do Rio Pinheiros até o divisor de águas da bacia do rio Tietê. Ela ocupa estrategicamente uma porção central da cidade entre as Prefeituras Regional da Sé, Vila Mariana, Santo Amaro e Lapa, englobando a área de urbanização mais consolidada da cidade.Ao contrário da SP – La, onde a área da várzea é ocupada quase que exclusivamente pelo uso industrial, as terras da várzea do rio Pinheiros nessa Prefeitura Regionalsão de uso residencial, de padrão alto. Seus limites são definidos pela Avenida Queirós Filho a oeste; ruas Cerro Corá e Heitor Penteado e avenidas Dr. Arnaldo e Paulista ao norte; pelas avenidas Brigadeiro Luis Antônio e Santo Amaro a leste; pela avenida Roque Petroni Jr. ao sul; e pelo rio Pinheiros a Sudoeste.

Em conformidade com a lei municipal nº 11.220/92 são quatro os distritos que compõem a Prefeitura Regional: Alto de Pinheiros, Pinheiros, Jardim Paulista e Itaim Bibi.Os distritos apresentam características topográficas diferenciadas. Enquanto os distritos de Alto de Pinheiros e Pinheiros estendem-se desde a várzea do rio Pinheiros até o espigão, com cotas variando de 721 metros acima do nível do mar na marginal do rio até a de 818 metros no divisor de águas, o distrito do Jardim Paulista ocupa as áreas de encosta – terras mais altas, com cotas variando de 740 metros desde a várzea (721 metros) até a meia – encosta (744 metros na Av. São Gabriel).

A região de Pinheiros é contornada, a sudoeste, pela via marginal do rio Pinheiros – Avenida Nações Unidas, principal trecho do anel viário do município, interligando as rodovias que demandam a capital. Na altura da SP – PI, encontram- se 7 pontes que ligam a zona oeste com a zona central: Jaguaré , Cidade Universitária , Eusébio Matoso , Cidade Jardim, Eng. Ari Torres, Morumbi e Roque Petroni Júnior. Outras vias principais da região são as avenidas radiais Rebouças , 9 de Julho, Brigadeiro Luis Antônio –Santo Amaro; e as avenidas Paulistas, Dr. Arnaldo, Brasil, Brig. Faria Lima, Luis Carlos Berrini, Pres. Juscelino Kubitschek e dos Bandeirantes.

No que diz respeito aos sistemas de transportes urbanos, a área da SP-PI é a das mais bem servidas no seu conjunto. Conta, no seu interior, com inúmeras linhas de ônibus ; no seu extremo limite sudoeste com as linhas de trens de subúrbio da CPTM – linha sul, com as estações de Jaguaré, Cidade Universitária, Pinheiros e cidade Jardim; e, finalmente ao norte conta com a linha Oratório/Vila Madalena do metrô, com cinco estações em funcionamento (Trianon – Masp, Consolação, Clínicas, Sumaré e Vila Madalena).
 

Como pontos de referência da região podem ser citados:

• O Parque Villa Lobos, o Shopping Villa Lobos e a Praça Pan Americana, no distrito de Alto de Pinheiros.

• No Distrito de Pinheiros, o Cemitério São Paulo, o Esporte Clube Pinheiros, a Hebraica, o Instituto Tomie Ohtake, o Museu da Casa Brasileira , o MIS (Museu da Imagem e Som) Paço das Artes, o Shoping Iguatemio Cemitério do Redentor, o Hospital das Clínicas, o Hospital Emílio Ribas, o Complexo Hospitalar das Clinicas, o Hospital Emilio Ribas, o Incor, o Instituto da Criança .

• O Parque Siqueira Campos e os clubes Harmonia e Atlético Paulistano, no Distrito do Jardim Paulista.

• No Distrito do Itaim Bibi podemos citar a Rede Globo, o Credicard Hall, a Hípica Paulista, o World Trade Center São Paulo etc.